O OCEANO DO TEMPO
Viver é navegar
no oceano do tempo.
E, sabemos, a
ciência da navegação não está em dominar os ventos; mas em posicionar
corretamente as velas do barco. É assim que determinamos o melhor curso a ser
seguido.
Aprendamos,
pois, a arte de viver. Porque não temos controle sobre os eventos que o acaso
trará à rota da nossa vida, mas podemos controlar as nossas reações a todos eles.
São essas
reações que nos definem, e determinam o nosso futuro. Costumamos culpar as
circunstâncias, pelas decisões erradas que tomamos, mas é no contrário que eu creio.
Acredito no
seguinte: não são os imprevistos que decidem o nosso destino, mas as ações que depois
deles adotamos. Não se prevê a cheia de um rio, mas decidimos seguir ou não.
E, se formos
seguir, podemos construir uma ponte ou um barco; ou, ainda, atravessá-lo a
nado: somos livres para decidir. Não podemos, portanto, culpar a cheia pelo que
aconteça.
A todos os
momentos da vida, tomamos decisões; algumas menos, outras mais importantes. De algumas,
poderemos recuar; de outras, não. Porém, umas e outras ficarão no passado.
Porque o tempo
não se detém e o mundo não para; precisamos continuar navegando. E o
arrependimento, que nos prende ao ontem, é uma carga pesada para quem vai ao
amanhã.
Certo é que
toda embarcação precisa de um lastro, para garantir a sua estabilidade; mas é
igualmente certo que mais rapidamente navega aquela cujo peso é só o necessário.
Mirai-vos neste
exemplo, portanto; e evitai carregar o peso desnecessário do arrependimento
inútil. Não vos é dado retroceder nas águas do tempo, senão através das
lembranças.
E, se nada
podeis mudar do que já é passado, de que vos adiantaria nutrir o remorso de alguma
decisão equivocada? Não vedes que é impossível seguir em frente, olhando para
trás?
Limitai-vos,
pois, ao lastro do aprendizado; aprendei com os vossos erros, para que neles
não volteis a incorrer. Não gasteis, porém, o vosso tempo com eles, se não os
puderdes corrigir.
Porque, eu vos
repito, o vosso tempo é limitado, em cada jornada: um dia, que não sabeis
quando será, devereis empreender a Grande Viagem. Será chegado o tempo de
serdes lembranças.
E, se assim é,
de que vos adianta desperdiçar o presente com o passado? Aproveitai, sim, cada
momento a que tiverdes direito, para viver melhor e construir um futuro melhor.
Porque viver é navegar no oceano do tempo.
Eu, realmente, tenho um caso sério com essa música, não é? ;)



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