O Árabe

Idéias, sentimentos, emoções. Oásis que nos ajudam a atravessar os trechos desérticos da vida...

sexta-feira, 27 de março de 2026

O OCEANO DO TEMPO

 


Viver é navegar no oceano do tempo.

E, sabemos, a ciência da navegação não está em dominar os ventos; mas em posicionar corretamente as velas do barco. É assim que determinamos o melhor curso a ser seguido.

Aprendamos, pois, a arte de viver. Porque não temos controle sobre os eventos que o acaso trará à rota da nossa vida, mas podemos controlar as nossas reações a todos eles.

São essas reações que nos definem, e determinam o nosso futuro. Costumamos culpar as circunstâncias, pelas decisões erradas que tomamos, mas é no contrário que eu creio.   

Acredito no seguinte: não são os imprevistos que decidem o nosso destino, mas as ações que depois deles adotamos. Não se prevê a cheia de um rio, mas decidimos seguir ou não.

E, se formos seguir, podemos construir uma ponte ou um barco; ou, ainda, atravessá-lo a nado: somos livres para decidir. Não podemos, portanto, culpar a cheia pelo que aconteça.

A todos os momentos da vida, tomamos decisões; algumas menos, outras mais importantes. De algumas, poderemos recuar; de outras, não. Porém, umas e outras ficarão no passado.

Porque o tempo não se detém e o mundo não para; precisamos continuar navegando. E o arrependimento, que nos prende ao ontem, é uma carga pesada para quem vai ao amanhã.

Certo é que toda embarcação precisa de um lastro, para garantir a sua estabilidade; mas é igualmente certo que mais rapidamente navega aquela cujo peso é só o necessário.

Mirai-vos neste exemplo, portanto; e evitai carregar o peso desnecessário do arrependimento inútil. Não vos é dado retroceder nas águas do tempo, senão através das lembranças.

E, se nada podeis mudar do que já é passado, de que vos adiantaria nutrir o remorso de alguma decisão equivocada? Não vedes que é impossível seguir em frente, olhando para trás?

Limitai-vos, pois, ao lastro do aprendizado; aprendei com os vossos erros, para que neles não volteis a incorrer. Não gasteis, porém, o vosso tempo com eles, se não os puderdes corrigir.

Porque, eu vos repito, o vosso tempo é limitado, em cada jornada: um dia, que não sabeis quando será, devereis empreender a Grande Viagem. Será chegado o tempo de serdes lembranças.  

E, se assim é, de que vos adianta desperdiçar o presente com o passado? Aproveitai, sim, cada momento a que tiverdes direito, para viver melhor e construir um futuro melhor.

Porque viver é navegar no oceano do tempo.

Vídeo

Eu, realmente, tenho um caso sério com essa música, não é? ;)

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