O Árabe

Idéias, sentimentos, emoções. Oásis que nos ajudam a atravessar os trechos desérticos da vida...

sexta-feira, 27 de maio de 2022

O VERDADEIRO APRENDIZADO


Existe um tempo em que duas pessoas falam a mesma língua.

E confiam uma na outra; e não se criticam, apenas se apoiam. Em que o mundo não necessita ser rosa, mas todas as cores são belas e válidas. Este é o tempo em que viver vale a pena.

Pois nada mais é preciso, para ser feliz, do que amar. E amar significa aceitar a pessoa como é; simplesmente envolver-se em um abraço, perder-se em sonhos e esquecer as próprias vontades.

Amar é não julgar; nem criticar, nem exigir mais do que o outro pode dar. Amar é não impor os seus quereres, mas aceitar que o outro possa ter os seus próprios desejos; e viver bem assim. 

Amar não é anular-se; nem querer que o outro se anule. Aquele que se dispõe a amar, precisa dispor-se a conviver com outra pessoa; com outra vontade e opiniões diferentes das suas.

Porque cada um é um. E, como queremos ver respeitadas as nossas vontades, precisamos respeitar as vontades alheias. Duas pessoas que se amam, não se complementam; se encaixam.

Abandonai, pois, a ilusão de que o ser amado seja conforme quereis; e tampouco vos preocupeis em ser como ele possa querer. Porque, enquanto fordes como sois, podereis viver bem.

Sim; tereis as vossas diferenças. De cor, talvez; de idades, de sonhos, de ideais ou de pensamentos. Lembrai-vos, porém, de que não existis para vos completardes; mas para vos encaixardes.

É nisto, que reside o segredo da convivência. Talvez, nem tanto no amor; mas na compreensão. Talvez, no simples fato de aceitar o outro como é, e ter consciência de si mesmo.

Nenhum de vós é perfeito. E aquele que busca a perfeição haverá de caminhar só, por todo o tempo, de mãos vazias; porque jamais encontrará, em si mesmo ou em alguém, o que deseja. 

Aprendei, antes de tudo, a viver em paz convosco. Assim, sereis capazes de seguir em frente e conviver com alguém; de serdes felizes. Enquanto vos ocupardes em cobrar, jamais tereis sossego.

Abandonai as cobranças; admirai a alegria do sorriso, em vez de reparar na brancura dos dentes. Encantai-vos com a magia do abraço, antes de procurar a perfeição no corpo a vosso lado.

Porque, eu vos tenho dito, não existem príncipes e princesas como nos contos de fadas; e, menos ainda, existe o “felizes para sempre”. A vossa felicidade precisa ser construída em cada dia.

Aproveitai, portanto, o tempo em que falais a mesma língua; e prolongai ao máximo essa época. Porque, um dia, assim poderá não ser; e precisareis entender-vos em vossas próprias línguas.

E este, eu vos asseguro, é o verdadeiro aprendizado.


Música:
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sexta-feira, 20 de maio de 2022

A ESSÊNCIA E O AMOR

Cuidais, acaso, que exista uma medida do amor?

Se existir, ela não estará nos sacrifícios que façais pelas pessoas que dizeis amar. Nem, tampouco, naqueles que elas se disponham a fazer por vós. Porque o amor não exige sacrifícios.

O amor não é um deus pagão; nem sequer um deus. É, apenas, um sentimento que abrigais em vossa alma e vos leva para mais perto de Deus. Não como O imaginais, mas sim como É.

Como o Coração do Universo, o amor não exige; apenas entrega. E, como Ele, não cobra recompensas; a recompensa do amor é simplesmente existir. E isto podeis sentir em vossas almas.

Porque o Coração do Universo é assim: apenas existe. E não depende das vossas dúvidas, ou dos vossos medos. Não atende pelos nomes que criastes para Ele, mas pelo Seu nome.

E não me pergunteis qual seria esse nome. Pois, como todos vós, eu também não o sei. Nem precisamos de um nome, pois não O devemos chamar em cultos, mas sim nas nossas almas.

Porque o Coração do Universo é a nossa maior realidade. E o amor é a Sua essência. Porque, de cada vez que aceitais o amor, estais aceitando o Tudo. E, ao negá-lo, escolheis o nada.

Ele está em nós; esta é a verdade. E O encontramos, de cada vez que abrigamos um sentimento de amor ou de comunhão; de cada vez que nos invadem a ternura, a piedade ou o desejo.

Sim: o Coração do Universo existe em nossa essência. Em cada um de nós, brilha a chama de Sua essência; e, embora, Ele nos permita tomar as nossas decisões, responderemos por elas.

Não temamos, entretanto. Pois Ele é como um pai, misericordioso e justo. E a Sua bondade nos permite seguir pela Eternidade, aprendendo sempre mais. Através do amor, O encontramos.

Abandonemos, portanto, os nossos conceitos de pecado. Busquemos, antes, o amor. Porque é através dele, que a voz do Universo ecoará em nosso verdadeiro Eu e finalmente se fará ouvir.

Encontrai o amor e encontrareis Deus. Esta é a verdade, cristalina e clara, como sempre. Seja nos olhos e no sorriso de vossos filhos, ou nos braços e no corpo de alguém, Deus ali estará.

Seja na ternura ou na paixão, o Coração do Universo sempre estará no amor. Assim como está no esplendor do dia, ou no escuro da noite; no calor do sol ou no frio da chuva que cai.

Porque o Coração do Universo está em nós, todo o tempo. E a Sua mão nos sustenta e faz seguir, através dos tropeços e das dificuldades; somos eternos, por sermos parte Dele.

A Sua essência é parte de nós.

Música:
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sexta-feira, 13 de maio de 2022

A VIDA SEGUE

 


Não podemos estar presos ao passado.

Assim eu vos tenho dito. Porque cada novo dia é uma janela que se abre para uma nova caminhada; e, quer lá fora chova ou faça sol, a Vida está sempre à nossa espera.

O sol poderá ser encoberto por nuvens; ou se irá, com a chegada da noite. E a chuva, decerto, haverá de passar; mas nada disto importa, porque tudo na Terra é temporário.  

Importante é que temos mais uma chance de viver. De realizar os nossos sonhos, de perseguir os nossos ideais; ainda que não os alcancemos, a esperança nos dá forças.

Sim; cada novo dia é como um novo botão de rosa que se abre, em nossa vida. E, como a rosa, fenecerá com o tempo; e se juntará às outras que cobrem o chão, ao redor.

Mas, enquanto existir, espalhará perfume e beleza; e, mesmo quando cair, ajudará a fazer brotar outros botões, tornando mais bela a roseira. Assim, não terá sido em vão.

Devemos aproveitar cada um de nossos dias. Alimentar a nossa alma com sorrisos, para que se torne mais forte e possa seguir em frente, quando vierem as lágrimas.

E, para isto, não podemos estar presos ao passado. Porque aquele que insiste em olhar para trás não consegue ver o novo caminho, que se estende e oferece à sua frente.

Devemos olhar sempre para diante. Ainda que, às vezes, relanceemos os olhos para o passado; porque precisamos, também, aprender com nossos erros e acertos.

O ontem faz parte de nós. Ninguém pode viver sem lembranças; sem revisitar os bons e maus momentos que viveu. Mas é no hoje que vivemos e fazemos o amanhã.

Acreditemos no hoje. Não somos definidos pelo que já passou, mas pelo que fazemos em cada dia; e precisamos mudar as sementes, se desejamos mudar a colheita.

Acreditemos no hoje. É a nossa oportunidade de construir um futuro melhor; de olhar pela janela e ver o mundo que nos espera lá fora. De sair e lutar para sermos melhores.

Não podemos estar presos ao passado. Aquele que olha para trás, não vê o caminho pela frente e tropeçará muitas vezes; tropeços que o magoarão e poderia evitar.

Devemos ter presente esta verdade: cada dia que surge é uma nova oportunidade. Uma nova janela; uma nova porta, que nos pode levar para novos caminhos na vida.

Aproveitemos essa porta.

Música:

http://ohassan.dominiotemporario.com/midis/1_andre_rieu_que_sera_sera.mid

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sexta-feira, 6 de maio de 2022

O AMOR E SUAS FORMAS



De diversas formas, tenho visto o amor.

Porque há muito tempo caminho sobre a Terra; muitas idades tenho atravessado. E a verdade é que vemos as coisas de formas diferentes, em cada uma das etapas da vida.

Com isso, muito aprendi sobre o amor. Aprendi que não lhe podemos impor a nossa vontade, nem podemos aceitar todas as suas vontades. Dependemos dele e ele de nós. 

Já o vi como paixão e como desejo; como fonte de um prazer pleno e infinito; como sonho platônico e terno. Como necessário e como supérfluo; como prioritário e acessório. 

Na infância, o alvorecer da vida, vemos o amor como um direito nosso. Achamos natural senti-lo e acreditamos que somos amados. O amor simplesmente existe; e faz parte de nós.

À medida que crescemos, não é o amor que se afasta de nós; com os medos e as frustrações que vamos adquirindo, começamos a desconfiar e a cobrar retribuição do amor. 

E o amor tudo aceita; menos a obrigação de retribuir. Porque ele nasce em nossa alma, que é livre; por isso, reclama a liberdade para continuar existindo. Amar é doar, não receber.

Talvez por isso, não o consigamos manter junto a nós. O amor é como o pássaro, que livre nos alegra com o seu canto; definha e emudece, quando preso na gaiola dos deveres.

O amor precisa estar solto, para que possa carregar-nos em suas asas douradas. Para correr com o vento, trazendo o perfume das flores e cantando a doce canção da Vida.

O amor precisa ter o seu espaço, para que possa respirar e crescer; precisa ter as suas incertezas, para que possa manter o seu mistério. Precisa ter as suas fases, como a lua.

O amor tem as suas ondas, como o oceano. E, assim como elas, pode ser suave marola ou impetuoso tsunami. Ele tem a sua correnteza, como o rio; não é plácido como o lago.

Enfim, o amor tem diversas facetas. Não é como a lupa, que apenas aumenta o objeto em seu foco. É, antes, como o prisma, onde a luz se reflete e decompõe em múltiplas cores.

O amor demanda paciência e aceitação; pequenas renúncias, que por vezes se tornam grandes.  Aquele que ama necessita, muitas vezes, colocar o ser amado antes de si mesmo.

E, porque em todo caso de amor há alguém que ama mais, a esse caberá a maior quota de lágrimas. Mas, em contrapartida, a ele pertencerão também os mais doces sorrisos.

Assim é o amor. Em todas as suas formas.

Música:

http://ohassan.dominiotemporario.com/midis/eduardo_lages_love_me_tender.mid

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MÃE: EXPRESSÃO MAIOR DO AMOR!

sexta-feira, 29 de abril de 2022

AS VOSSAS PRIORIDADES

 


Deveis definir as vossas prioridades.

Só assim, podereis seguir em frente; são elas que determinam os vossos rumos e os caminhos por onde andareis. Ninguém pode iniciar ou prosseguir a viagem, sem saber aonde deseja chegar.

E, embora todo homem tenha como objetivo ser feliz, em verdade julgais que a felicidade resida na satisfação de vossas vontades. E cada um de vós tem uma vontade diferente dos outros.

Tudo em vossa vida, eu vos diria, depende da vossa escala de valores. Colocais no topo o que mais desejais; e costumais ser cegos para as outras coisas, enquanto buscais o vosso objetivo.

Assim, os ambiciosos buscam o poder e as vitórias; os avarentos buscam as riquezas. Os românticos procuram o amor, e os religiosos pretendem conhecer e entender o Coração do Universo.

Sim: cada um tem o seu próprio objetivo; e muitos se aferram tanto a ele, que andam como se antolhos usassem. Seguem a cenoura, que balança à sua frente, sem um olhar sequer para os lados.

Preciso lembrar-vos, entretanto, que a Felicidade não é deste mundo; pertence aos Jardins do Amanhã. Ela é como a pepita gigante, que habita os sonhos do garimpeiro e o seduz com seu brilho.

Venturosos são aqueles que a encontram por momentos, nos caminhos que percorrem. Como um raio de sol na escuridão, um único instante de felicidade compensa muitas horas de tristeza.

Isto é tudo que a Felicidade vos dará, enquanto caminhardes sobre a Terra: lampejos de sua presença, nos poucos momentos em que vos acolhe nos seus braços. Mas de nada mais precisais.

Para encontrá-la, necessitais estar atentos. Porque a felicidade não está na satisfação de vossos desejos, mas na plenitude de vossa alma. Deveis tirar os antolhos, para vê-la ao vosso lado.

Pois não é à vossa frente, que a encontrareis; e ela não vos acompanhará pelo resto do caminho. Apenas vos acolherá em seus braços, por um instante fugaz e eterno; é quando sereis felizes.

Aceitai esta verdade: a Felicidade não vos pertence; apenas vos visita. E sabei que, de futuro, outras vezes a encontrareis; voltareis a desfrutar do seu abraço e sentir o seu calor em vossa alma.

Necessitais definir as vossas prioridades. Elas serão as balizas, demarcando a rota que devereis seguir, para completar a vossa jornada; e vos apontarão o norte, indicando o rumo desejado.

Recusai-vos, porém, a que antolhos vos tirem a visão. Não dependeis de alcançar objetivos, para serdes felizes. Mantende os vossos olhos abertos, para enxergar os encantos da jornada.

E a Felicidade passeará em vosso caminho.

Música:

http://ohassan.dominiotemporario.com/midis/canto_gregoriano_all_by_myself (1).mid

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sexta-feira, 22 de abril de 2022

BALADA DA SOLIDÃO

 


Há pessoas que trazem em si a solidão.

E estão sós, mesmo em meio a multidões. Estão sós entre os seus familiares, os seus seres amados e os seus amigos; estão sós, nos seus templos e nas suas próprias casas.

Não importa onde estejam, ou o que façam, estão sós. Porque a solidão, como todos os nossos sentimentos, não depende do que nos cerca, mas sim do que existe em nossa alma.

Aqueles que se sentem sós não têm a habilidade de construir pontes, para atravessar os abismos criados por sua imaginação, que os separam de outras pessoas. E estão sós.

Apenas às vezes, encontram a coragem para romper as suas cascas e desfrutar de um verdadeiro encontro. É quando são felizes, por momentos fugazes, até que a solidão retorne.

Pois não conseguem, por muito tempo, entrelaçar em outras mãos as suas mãos e em outras almas as suas almas. E voltam a fechar-se em si mesmos, à primeira coisa que os magoe.

Esta é a sua forma de viver. Por medo de cair, evitam voar; para não se arriscarem a perder a companhia, preferem viver sós. Deste jeito vão seguindo em frente, na sua solidão.

E talvez seja este o seu pior castigo: caminhar sempre sós, tendo apenas vislumbres da plenitude da companhia. Andar por muito tempo na penumbra, mesmo sabendo que existe a luz.

Porque viver é arriscar-se. É cair, tentando caminhar; é sentir-se feliz, enquanto dura o sonho, e chorar quando ele se acaba. Viver é caminhar, sem saber o que virá na próxima esquina.

E jamais poderemos ser felizes, sem arriscar-nos também a sofrer. Porque eu vos digo que o sofrimento e a felicidade chegam até nós através da mesma porta, que é o nosso coração.

Para colher a rosa, o jardineiro necessita arriscar-se com os espinhos; para desfrutar do doce do mel, precisamos arriscar-nos com as abelhas. Esta é a lição que nos ensina a Vida.

Não lamentemos, nas horas em que nos doer a solidão; recordemos os momentos felizes que vivemos, quando não a sentíamos em nossa alma. E acreditemos que a felicidade um dia voltará.

Cada um de nós é do jeito que é; assim eu vos tenho dito. E aqueles que trazem consigo a solidão necessitam aprender a viver com ela, a menos que descubram o seu remédio: a entrega.

Porque quando nos entregamos, afastamos de nós a solidão. Necessitamos esquecer-nos de nós, para não nos sentirmos sós; para chegarmos a viver o maior sonho, que é o Amor.

Ele pode afastar a solidão.

Música:

http://ohassan.dominiotemporario.com/midis/JaimeVillalba-Nocturne.mid

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POR COMPLICAÇÕES DE UMA CIRURGIA OCULAR, NÃO PUDE RESPONDER AOS COMENTÁRIOS DESTA SEMANA. PUBLICO HOJE UM TEXTO ANTIGO E INÉDITO. ESPERO PODER VOLTAR À NORMALIDADE EM BREVE. MEU ABRAÇO.  

sexta-feira, 15 de abril de 2022

FLORES E PEDRAS



A vida é como uma estrada.

E ao percorrê-la, como em qualquer caminho, encontramos pedras e flores; rios caudalosos, que nos parecem intransponíveis, e regatos amigos, em cujas margens podemos descansar.

Porque  conhecemos e perdemos amores; temos momentos de felicidade e outros tantos de tristeza. Experimentamos vitórias e derrotas, entusiasmo e apreensão, paz e desassossego.

Assim é, para cada um de nós; eu vos tenho dito. E, com a marcha incessante do tempo, não são poucas as vezes em que o que hoje nos faz sorrir poderá vir a nos fazer chorar no amanhã.

Vitórias que se transformam em derrotas; amores que se tornam saudades. Ocasiões em que aquilo que julgávamos ter escorre, como areia, por entre os nossos dedos e se perde de nós.

É preciso que assim seja, para podermos aprender a maior lição: nada é para sempre, neste mundo em que nós mesmos não somos para sempre. Tudo se vai, um dia; todos os castelos caem.

Entretanto, ao nascer recebemos todas as ferramentas de que necessitamos, para concluir a jornada e avançar no aprendizado. Embora o tempo não volte, podemos navegar nas suas águas.

Através das lembranças, revivemos os nossos momentos. Porque a memória é como uma mochila, que transporta o nosso verdadeiro Eu. E podemos escolher o que nela colocaremos.

Não podemos escolher o que encontraremos na estrada da vida. Mas nos cabe a escolha do que levaremos conosco, ao seguir adiante. Podemos escolher entre carregar pedras ou flores.

Sempre teremos ganhos e perdas; encontros e despedidas. E, depois de cada um, deveremos optar entre a frustração, que nos acorrenta ao passado, e a gratidão, que nos leva em frente.  

Esta escolha é sempre nossa. E, acredito, nem preciso dizer-vos que as pedras magoam, fazem doer e atrasam a nossa marcha, enquanto as flores são leves e perfumam o ar à nossa volta.

Sejamos sensatos, portanto, ao escolher o que levaremos de cada trecho do caminho. Muitas vezes, teremos que fazer essa escolha; e será difícil seguir, se a mochila estiver cheia de pedras.

Por isto, vos digo: optemos sempre pelas flores. Mais leves e mais rápidos serão os nossos passos, se para trás deixarmos as mágoas e carregarmos apenas as nossas mais doces lembranças.

Porque a vida é feita de momentos. E, se não nos cabe saber o futuro, devemos aprender com o passado a viver o agora. Porque é nele que estamos construindo o que encontraremos no depois.

Escolhamos, portanto as flores. E não as misturemos com as pedras, que as esmagariam sem piedade; abandonemos as pedras pelo caminho, para que possamos conservar as flores. 

Porque são elas que enfeitam e perfumam as nossas vidas.      


Música:


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FELIZ PÁSCOA, AMIGOS! 

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