O Árabe

Idéias, sentimentos, emoções. Oásis que nos ajudam a atravessar os trechos desérticos da vida...

sexta-feira, 22 de junho de 2018

PODERIA TER SIDO



Que não vos angustie o “poderia ter sido”.

Se não foi, é porque não era para ser. Porque o raio não cai senão onde deveria cair, a onda não quebra na praia antes de perder as forças e as velas só inflam quando sopra o vento.

É vosso o direito de escolher o caminho que seguireis; mas, depois que o escolheis, deveis consagrar as vossas forças a percorrê-lo o melhor possível, para completar a vossa jornada.

Não deveis desperdiçar o vosso tempo, ou as vossas forças, em lamentar o que fizestes ou deixastes de fazer. Concentrai-vos em fazer dar certo o que escolhestes e é a vossa realidade.
 
Não vos preocupeis com o “poderia ter sido”. Nem imagineis que seria perfeita a vossa vida, se outro caminho houvésseis escolhido no passado; afastai de vós esta perigosa  ilusão.

Porque, neste mundo, a perfeição só existe em vossa imaginação. Lágrimas e sorrisos, derrotas e vitórias, sempre se alternarão em vossas vidas, quaisquer que sejam as vossas escolhas.

Necessitais concluir a vossa jornada; e não há um caminho onde não existam montanhas a serem escaladas, abismos a serem transpostos e mares tempestuosos a serem navegados.

Como, em qualquer caminho, também encontrareis vales planos e verdejantes; jardins floridos, praias de águas cristalinas e serenas, árvores que vos ofertarão frutas e sombras amigas.

É assim que é. E o homem que lastima não haver semeado tamareiras, muitas vezes deixa de saborear os figos doces que foram plantados por suas mãos e hoje vicejam no seu pomar.

Guardai, sim, as vossas lembranças; mas tende presente que o que “poderia ter sido”, não foi e nem é. E não vos é possível cuidar do que não existe, mas deveis preservar o que tendes.

Eu vos tenho dito: por mais belo que seja um sonho, é na realidade que viveis. E insensato é o homem que deplora a sua realidade, absorvido por um sonho que não chegou a realizar.

Sonhos são sonhos; necessitais sonhá-los, para colorir a vossa vida. Mas não deixeis que vos dominem; pois ninguém existe que se alimente de ilusões, ou caminhe sobre as nuvens.

Abandonai o “poderia ter sido”. Porque viveis no que é, e não podeis voltar no tempo, para escolher um caminho diferente daquele que tomastes; as vossas escolhas ficaram no ontem.

Podeis, sim, mudar o vosso hoje, se ele não vos agrada. Mas não o fareis com  arrependimentos; deixai no passado o “poderia ter sido” e dedicai-vos ao que ainda pode ser.

É assim que fareis um futuro melhor.

Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/1_andre_rieu_que_sera_sera.mid

sexta-feira, 15 de junho de 2018

11 ANOS



Completam-se onze anos, que nos assentamos em nosso oásis.

Aqui nos reunimos, desde então; e, aos poucos, vimos construindo a nossa confiança e a nossa amizade. Vimos permutando as nossas experiências, nossas certezas e nossas dúvidas.

Aqui, libertamos os nossos pensamentos e falamos sobre o que sentimos. Porque é preciso dar asas e liberdade às nossas ideias e emoções, para que possam voar e conduzir-nos a novos horizontes. 

Aqui, buscamos responder às nossas perguntas. E, ao longo deste tempo, temos descoberto que perguntas e respostas são infinitas; porque cada nova resposta leva a uma nova pergunta.

Não poderia ser diferente: a busca das respostas é a razão pela qual o homem se dispõe a uma nova jornada. Ninguém existe que caminhe sobre a terra e não tenha perguntas não respondidas.

Eu vos diria que cada pergunta respondida é como uma flor, que deixa o ramo e cai sobre o solo. E em seu lugar, em um espaço de tempo muito breve, uma nova pergunta haverá de brotar.

Eu vos falo do que me ensinou a vida; e do que se passa em minha mente e em meu coração. E me agraciais, escutando as minhas palavras; que, sem a vossa atenção, se perderiam no vento.

Graças à vossa generosidade, retribuís contando-me o que vos ensinou a vida. E muitas são as vezes em que, confiantes, me dizeis o que se passa em vossa mente e em vosso coração.

Por minha vez, ao falar-vos eu sinto que falo a mim mesmo. E, ao ouvir as vossas palavras, percebo que as vossas inquietudes são, muitas vezes, as minhas próprias inquietudes.

Porque, eu vos tenho dito, todos somos feitos da essência do Universo. E, por assim ser, caminhamos juntos para o mesmo destino; partilhamos sentimentos e emoções, dúvidas e ideais
.
As pedras que o meu orgulho espalhou no caminho, magoaram-me os pés; aprendi a calçar as sandálias da humildade. E sei que das vossas verdades pode nascer a minha verdade.

Por isto, vos falo de todo o coração. E também de coração recebo as vossas palavras; atento ao que me dizeis, buscando entender os vossos pensamentos e as vossas verdades.

Exponho ante vós o meu verdadeiro Eu. E, talvez porque o percebeis, disponde-vos a mostrar-me um pouco do mais verdadeiro de vós. A confiança gera e multiplica a si mesma.

Esta é a argamassa que nos mantém unidos, ao longo dos anos. E faz com que velhos amigos, que hoje percorrem outros caminhos, voltem às vezes ao oásis, para um abraço fraterno.

Muitos foram os que aqui passaram, nestes anos. E cada um deles foi uma estrela, que me mostrou um caminho. Assim como é cada um de vós, que ao longo dos anos caminhais comigo.

Juntos, alimentamos a nascente que torna vicejante o nosso oásis.

Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/emiliepandolfi_speaksoftlylove.mid

sexta-feira, 8 de junho de 2018

JOVENS E IDOSOS



Deixai falar os vossos idosos.

E escutai-os não apenas com tolerância, mas também com amor e atenção. Porque eles têm muito a contar; muito tereis a ganhar, se os ouvirdes e aprenderdes com a sua experiência.

Escutai as suas histórias, por mais demoradas que sejam, ou ainda que por muitas vezes as repitam. Os idosos se sentem felizes, quando percebem que a sua companhia é estimada e agradável.

Acatai o que vos dizem. E não façais questão de vencê-los nas discussões, ou dizer-lhes que as suas opiniões estão superadas. Ninguém poderá ser feliz, se não estiver seguro de si mesmo.

Deixai que se divirtam com os seus velhos amigos. Porque, eu vos tenho dito, os idosos vivem mais no passado do que no presente; e é quando estão juntos que eles mais se sentem jovens.

Deixai-os viver entre as coisas que amaram e ainda conservam consigo. As lembranças que provocam trazem conforto e paz àquele que já sofre, ao sentir que aos poucos vai deixando a vida.

Sede pacientes e não vos agasteis, quando os ouvirdes reclamar, mesmo que sem razão. Outros são os seus valores e os idosos, como as crianças, merecem tolerância e compreensão.

Buscai sempre a sua companhia e dela desfrutai o quanto puderdes. Lembrai-vos de que, se assim não fizerdes, o remorso se somará á saudade, quando ele já não mais estiver convosco.

Acompanhai o seu envelhecimento com o mesmo paciente afeto com que assistis ao crescimento de vossos filhos; deveis ter, em ambos os casos, o mesmo sentimento de amor e proteção.

Deixai-os orar, onde, quando e como queiram; quanto mais curto parece tornar-se o caminho, mais deseja o homem perceber a sombra de Deus no restante da estrada que ainda vai percorrer. 

Ajudai-os a passar os seus últimos dias entre braços acolhedores e amigos, e abri-lhes os vossos corações; assim verão que plantaram as melhores sementes e não foi em vão a sua jornada.

Multiplicai o vosso carinho, a cada dia, para que possam sentir o vosso amor. Porque o amor dos familiares e das pessoas amigas é o melhor sinal do amor que existe no Coração do Universo.

Amai os vossos idosos. Tendes, para com eles, uma dívida de gratidão e ternura, por tudo quanto fizeram por vós; e por tudo que vos ensinaram e ensinam, enquanto caminhais juntos.

E, se desejais um futuro melhor para vós mesmos, cuidai de ensinar aos jovens de hoje a amar e respeitar os jovens de ontem. Porque a ninguém é dado o poder de continuar jovem para sempre. 
 
E sereis os idosos de amanhã.
Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/1_conjunto_las_alturas_yesterday.mid

Encontrei na internet esta imagem e um texto intitulado "Os 10 mandamentos de amor aos idosos", atribuído a um frade carmelita. Deles, surgiu este post. 

sexta-feira, 1 de junho de 2018

BALADA DE PAIS E FILHOS



Nossos filhos não são nossos filhos.

Assim nos ensinou o Profeta; eles são os filhos e as ânsias da Vida, por si mesma. E, ainda que vivam conosco, não nos pertencem; as suas almas habitam na Mansão do Amanhã.

Assim realmente é. E, entretanto, é igualmente certo que, embora os filhos não pertençam aos pais, os pais pertencem aos filhos. Porque nos filhos estão o seu amor e a sua esperança.

Esta é a verdade. Os filhos podem sentir orgulho dos seus pais, mas jamais se realizarão através deles. Já os pais não apenas se orgulham dos seus filhos, mas através deles se realizam.

Porque os filhos são o futuro, enquanto os pais representam o passado. E ao homem é dado ter orgulho do passado; entretanto, não lhe é possível ter esperança senão no futuro.

Aprendamos esta lição. Pois não temos o direito de impor aos nossos filhos as nossas crenças, nem as nossas verdades. Eles precisam descobrir as suas próprias crenças e verdades.

Os pais não são a estrada; são as placas, que devem indicar as direções a serem tomadas. E apenas lhes cabe orientar os filhos, não obrigá-los a seguir por este ou aquele caminho.

Os pais não são a casa de seus filhos; são as suas fundações. Mas é preciso lembrar que, em alicerces bem lançados, mais fácil se torna erguer paredes e cobertura firmes e seguras.

Devemos proteger os nossos filhos; vesti-los, abrigá-los, cuidar deles e ajudá-los em seus passos. Não esperemos, entretanto, que eles façam o mesmo por nós, ao fim de nossos passos.

Porque esta é a lei da vida. E, embora os pais se  esmerem em cuidar de seus filhos, poucos são aqueles, entre nós, que com amor e paciência se dispõem a cuidar de seus pais.

E isto não acontece porque os filhos sejam ingratos. É que os filhos são o foco da vida dos pais; e, quando lhes toca a vez de retribuir a dedicação e o carinho, as suas vidas já têm outros focos.

Assim aconteceu com nossos pais; e assim acontecerá com nossos filhos e netos. Porque as folhas necessitam amarelecer nas árvores e cair dos galhos, para que outras possam nascer.

Amemos, portanto, os nossos filhos. Aproveitemos todos os momentos em que possamos estar ao seu lado; desfrutemos da sua infância, da sua inocência e da sua dependência de nós.

Porque eles crescerão; e um dia não mais seremos os seus guias para a vida. Não mais veremos, nos seus olhos, aquela admiração por nossa sabedoria, nosso tamanho e nossa força.

Mas seremos felizes, se virmos o mesmo amor que brilha em nossos olhos! 

Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/sarahbrightman_memory.mid

sexta-feira, 25 de maio de 2018

ESTAR SÓ...



Estar só é um aprendizado.

E nem sempre tem a ver com solidão. Porque, ainda que esteja todo o tempo cercado por pessoas, e por mais que goste dessas pessoas, o homem às vezes sente vontade de estar só.

É quando estamos sós, que podemos conversar com o nosso verdadeiro Eu. Que podemos esmiuçar os nossos pensamentos, sentir mais as nossas emoções, conhecer um pouco mais de nós.

É quando estamos sós, que melhor entendemos o que lemos; que mais viajamos na música; que mais atentamos aos aromas que sentimos e aos detalhes de tudo ao nosso redor.

Precisamos estar sós, para que possamos gozar da nossa própria companhia. E, ainda que muitas vezes evitemos a nós mesmos, isto não é algo que possamos fazer por todo o tempo.

Porque, como o navio precisa ter um ponto de partida, para rumar a novo porto, o homem precisa conhecer a si próprio e estar em paz consigo, antes que se possa relacionar com os outros.

E esta é a razão do fracasso de muitos dos nossos relacionamentos. Pois quem não conhece e não entende a si mesmo, menos ainda conseguirá conhecer e entender aqueles que o cercam.

Aprendamos a limpar e arrumar a nossa casa, e seremos capazes de fazer o mesmo em outras casas. Precisamos conhecer nossos vales e nossas montanhas, nossos rios e desertos.

Todos temos vales e montanhas, rios e desertos. Todos temos nossas luzes e nossas sombras. E, se não admitirmos que tudo isso existe em nós, como toleraremos encontrá-los nos outros? 
   
Estar só. Este é o ponto de partida, para que o homem possa conversar com sua própria alma. Para expor os seus medos e a sua coragem, os seus amores e desamores, suas certezas e dúvidas.

Estar só é o ponto de partida, para que cada um possa fazer as suas perguntas e procurar as suas respostas; contestar os seus sentimentos, as suas ideias e crenças. E ouvir o que diz o coração.

Estar só é o ponto de partida, para que nos tornemos capazes de conviver. Ninguém é capaz de desfrutar plenamente da companhia de alguém, enquanto não desfruta de sua própria companhia.

Estar só é o aprendizado da companhia; a semente de onde brotam os verdadeiros amores e as verdadeiras amizades. Não é sofrer com o isolamento, mas aprender a estar consigo mesmo.

Não é a solidão, que devemos temer; mas a amargura. Como não é a escuridão que nos assusta, mas os perigos que pode conter; e muitas vezes são apenas frutos da nossa imaginação.

Aprendamos a estar sós. E nunca mais o estaremos.


Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/midis/ernesto_cortazar_intimate.mid

sexta-feira, 18 de maio de 2018

TEMPESTADES E CALMARIAS



Não podemos controlar as nossas vidas.

Mas podemos escolher os nossos caminhos. Assim como o navegante, que não tem controle sobre o oceano e os ventos, ajusta as velas do seu barco, para seguir rumo ao porto que deseja.

E o homem que viaja no deserto, embora não possa controlar as tempestades de areia, aprende a identificar os seus sinais e buscar um local seguro, que o abrigue até que possa prosseguir a jornada.

O imprevisto faz parte da viagem. E os mistérios que se ocultam, atrás de cada curva do caminho, nos oferecem as alegrias das boas surpresas; ou o desafio de superar os obstáculos que surgem.

Lembrai-vos, sempre, de que o agricultor, ao cultivar a seara, não tem qualquer controle sobre os fatores da natureza. Ele apenas prepara o solo, lança as sementes que escolhe e cuida da plantação.

Molha o terreno, quando a chuva se faz escassa; abre valas, quando a água em excesso se torna ameaça. Trabalha, com todas as ferramentas ao seu alcance, para que possa ter uma boa colheita.

Assim faz o homem sensato. Não são os imprevistos da vida, que determinarão os nossos caminhos; mas a forma como a eles reagirmos. Porque é o leme, não o vento, que define o rumo do barco.

Cuidemos, portanto, da nossa seara. Preparemos o nosso coração e a nossa mente; plantemos as melhores sementes e cuidemos delas, dia a dia, para que possamos ter a colheita que desejamos.

Não nos deixemos abalar pelos imprevistos. É porque existem as montanhas, que nos tornamos capazes de escalá-las; porque existem abismos, criamos pontes; por existirem mares, construímos barcos.

É porque existem os desertos, que nos alegramos ao encontrar um oásis; porque a sede tortura, que a água fresca é tão boa. É porque a saudade é amarga, que nos sentimos felizes no reencontro.

Sim; os acasos influem em nossas vidas; e muitas vezes, nos fazem passar por caminhos que não pensávamos percorrer. Porém, o verdadeiro Eu é a nossa bússola: deixemos que nos aponte o norte
.
Não podemos impedir que a chuva caia. Entretanto, podemos entristecer-nos porque nos mantém em casa; ou ajeitar-nos sob as cobertas e pensar no cheiro gostoso da terra molhada, que virá depois.

Eu vos tenho dito: a escolha é sempre nossa. Por isto, há pessoas que se encantam ao entrar em um jardim de rosas; e outras que se assustam e encolhem, diante do medo que têm aos espinhos.

Em nossa jornada, existirão borrascas e calmarias. E o navegante que desfrutará da beleza do oceano e chegará ao porto não é o que pula do barco, apavorado, quando as ondas se mostram mais fortes.

Mas aquele que é capaz de enfrentar as tempestades.

Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/1_instrumentais_andre_rieu_my_way.mid

sexta-feira, 11 de maio de 2018

VIAJANTES DO TEMPO


Mais cedo ou mais tarde, todos nos iremos deste mundo.

Assim precisa acontecer a cada homem, para que amanhã lhe seja dado caminhar pelos jardins da Mansão da Eternidade. Pois os trajes que hoje vestimos não resistem à passagem dos anos.

E haveremos de trocá-los tantas vezes quantas sejam necessárias, para acumular o aprendizado que nos falta. Só então, seremos dignos de calçar as sandálias que nos levarão ao Conhecimento.

É preciso aceitar esta verdade, por mais que nos possa assustar. Porque é apenas ao assumir a certeza da finitude, que podemos avaliar a importância de cada momento que transcorre em nossa vida.

Aceitar os nossos limites é a forma de entender a amplitude do ilimitado; reconhecer a certeza do fim é o que nos leva ao conceito de Infinito; aceitar a morte é que nos faz valorizar a Vida.

Como o viajante que respeita a extensão e os perigos do deserto usa cuidadosamente as gotas de água do seu cantil, o homem que tem consciência da morte aproveita mais cada instante de vida.

Usamos melhor as nossas moedas, quando começamos a enxergar o fundo do baú; respiramos mais fundo ao mergulhar; desfrutamos mais dos encantos da paisagem quando se aproxima o fim da jornada.

Sábio é aquele que não se inquieta com o que lhe poderá trazer o futuro; sensato é quem não se prende ao que ficou no passado. Como a estrada é feita pedra a pedra, a vida é vivida a cada momento.

Somos todos viajantes do tempo, esta é a verdade. Mas não nos cabe adiantar nem atrasar o seu ritmo; como não nos é dado voltar sobre nossos passos. É preciso seguir em frente, buscar novos caminhos.

E é em aproveitar a viagem, que está a sabedoria da Vida. Porque, como ao viajante acontece, cada nova manhã nos leva a novos lugares; mais belos ou menos belos, mais seguros ou menos seguros.

Cada um deles, entretanto, nos pode ensinar uma nova lição. E não a aprenderemos, se permanecermos presos ao que vivemos ontem; ou se nos perdermos na esperança do que virá amanhã.

Somos todos viajantes do tempo; e, embora a estrada se estenda pela Eternidade, precisamos entender que ela é feita de etapas. Para cada uma, existe um tempo certo; e um traje adequado.

Somos todos viajantes do tempo. E não nos devemos inquietar em demasia com os acontecimentos de cada instante; porque o tempo continuará a levar-nos e amanhã estaremos em outra parada.

Somos todos viajantes do tempo; e passaremos por diversas estações e diversas paisagens. Tenhamos presente que as circunstâncias e os lugares mudam sempre e nada levamos, senão as lembranças.

Apenas nos cabe aproveitar cada momento da viagem.

Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/midis/roger_willians_em_algum_lugar_do_passado.mid


Texto sugerido pela série Outlander. Vejam que linda, a música tema: https://youtu.be/FQkMk6LXtks

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