O Árabe

Idéias, sentimentos, emoções. Oásis que nos ajudam a atravessar os trechos desérticos da vida...

sexta-feira, 20 de abril de 2018

O CAMINHO PARA A FELICIDADE



Não devemos desperdiçar a nossa vida.

Mas, às vezes, assim acontece. Porque nos esquecemos de nós, perdidos naquilo que chamamos de luta pela vida. Deixamos de viver, de sentir, de ser felizes; esquecemos o sentido da Vida.

Perdemo-nos, em uma busca vã pela felicidade. Como se ela pudesse estar ao nosso redor, nas coisas e vitórias que conquistamos neste mundo; como se aqui fôssemos ficar para sempre. 

É assim que é. Não existe um homem, neste mundo, que não deseje ser feliz; o que varia são os caminhos que adotamos, para encontrar a felicidade. Na insensata procura, reside o nosso erro.

Porque não a poderemos encontrar, senão dentro de nós mesmos. O que nos fará felizes, não são as coisas que desejamos ter; é, sim, a consciência do que temos e quase nunca percebemos.

Ninguém pode comer a fruta que ainda não colheu; nem beber do poço que ainda não escavou. Sensato é o homem que aprecia a fruta do seu pomar e a água do seu poço, em vez de invejar o vizinho.

E este, sem dúvida, é o caminho para a felicidade: amar as coisas que possuímos e as pessoas que caminham ao nosso lado. A lugar algum pode levar o desejo insensato, senão à frustração.

Sempre sonharemos com novas conquistas. Os sonhos são naturais no homem, e nos fazem seguir em frente; são eles que nos motivam, que nos dão as asas de que precisamos para voar.

Entretanto, mesmo a águia que sobrevoa as mais elevadas montanhas, tem o seu ninho; é nele que repousa, recupera as forças e se prepara para outros voos, que a levarão ainda mais longe.

Tenhamos cuidado, portanto, com as nossas esperanças. E não julguemos que a felicidade dependa de mais riquezas, de novos amores, de outras conquistas. É dentro de nós, que a podemos encontrar.

Procuremos conhecer o nosso verdadeiro Eu; busquemos os seus braços, o seu amparo. Deixemos que ele nos carregue em suas asas; e, do alto do que realmente somos, observemos a nossa vida.

Veremos, então, quanto temos construído e semeado ao longo do caminho. E agradeceremos por tudo que fizemos, por tudo que recebemos; e nos sentiremos felizes e gratos, por tudo que temos.

Porque o caminho para a felicidade não é pedir, mas agradecer; não é desejar, mas valorizar o que se tem. Não é lutar desde o nascer do dia, mas adormecer em paz com a própria consciência.

Felicidade não é ter, mas amar; não é poder tudo, mas fazer com alegria; não é ter pressa do futuro, nem lamentar o passado, mas desfrutar do presente. Sentir cada raio de sol, cada pingo de chuva.

Felicidade é viver! 


Música: 
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/1_richard_clayderman_don_t_cry_for_me_argentina.mid

sexta-feira, 13 de abril de 2018

A LIÇÃO DA ETERNIDADE



Tudo tem seu tempo. Tudo tem seu ciclo.

Observai a semente, que veio de uma planta e sob a terra faz nascer uma nova planta. Ou o botão, que surge do galho e se transforma em rosa, até cair sobre o solo, para que outro botão possa brotar.

Observai a vós mesmos, que nascestes de vossos pais e vos tornais capazes de gerar outras vidas. Observai a calmaria, que ocorre após a tempestade e deixará de existir quando outra tempestade vier.

Recordai os vossos sorrisos e os vossos prantos. E percebereis que, muitas vezes, a diferença entre eles foi apenas o tempo; recordai quantas vezes o que vos fez sorrir também vos levou a chorar.

Lançai os olhos da memória sobre o tempo. E vereis que a vossa infância se dissolveu na adolescência, que por sua vez cedeu espaço à maturidade. E cada época trouxe diferentes percalços e encantos.

Nada que exista sobre a terra irá durar pela Eternidade. Apenas o vosso verdadeiro Eu é eterno; porque a sua essência emana do Coração do Universo, que não está sujeito aos limites do tempo.

Estivestes no ontem, estais no hoje e estareis nos Jardins do Amanhã. Cada uma destas jornadas, todavia, será diferente das outras; outros serão os vossos trajes e outras as vossas lembranças.

Cada jornada é um ciclo, em si mesma; e tem os seus próprios ciclos, cada um dos quais vos reserva um aprendizado específico. Juntos, formarão o conhecimento que levareis na Grande Viagem.

Deveis, portanto, preservar o vosso direito de rir e de chorar; cada um a seu tempo. Desfrutai ao máximo de vossas alegrias e vossos sorrisos, para que possais suplantar as vossas tristezas e lágrimas.

E resignai-vos ao passar do tempo, porque não é sensato lutar contra aquilo que não podeis vencer. Aceitai que tudo é passageiro e nada podeis fazer, senão aproveitar o que tendes, enquanto o tendes.

Guardai, com carinho e gratidão, as lembranças dos vossos melhores momentos. Tende presente, entretanto, que a eles jamais voltareis; porque o tempo é como um rio, que deságua no oceano do Infinito.  

E de nada vos adianta nadar contra a sua correnteza, buscando em vão as emoções e as experiências que encontrastes em algum ponto do percurso. Contentai-vos com as recordações e evitareis decepções. 

Porque nada pode ser como já foi; ou como virá a ser. Vós próprios jamais voltareis a ser como fostes; e, por isto, ainda que tenteis repetir os mesmos gestos, não tereis os mesmos sentimentos e as mesmas ideias.

Aceitai os vossos ciclos. E procurai desfrutar de cada um deles, da melhor forma que vos for possível. Porque, eu vos tenho dito, a semente volta a ser planta, a chuva volta a ser nuvem e a lágrima se torna sorriso. 

Esta é a lição da Eternidade. 


Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/richardclayderman_feelings.mid

sexta-feira, 6 de abril de 2018

AS VOSSAS PALAVRAS



Em cada momento, começa uma nova etapa da viagem. 

E, às vezes, do que dizeis pode depender o futuro. Não apenas o vosso, mas também o de pessoas que estão ao vosso lado. Porque palavras podem abrir ou cerrar portas; podem magoar ou consolar.


Palavras podem construir ou destruir. Palavras podem fazer nascer ou morrer relacionamentos; amores e amizades. Podem ser a argamassa que liga pessoas, ou o fosso que as separa.


Palavras podem ofender, ou elogiar. Podem ser macias como pétalas de flores, ou nuvens de algodão; mas também podem ser duras e frias como pedras, machucando sem dó almas e corações.


Palavras podem provocar revolta, quando agridem a quem as escuta; ou trazer a compreensão, quando são ditas com tolerância. Podem trazer a inquietude da raiva, ou espalhar a paz do perdão.


Palavras podem criar a ponte para a companhia, ou o muro da solidão. Palavras podem fazer voar; ou abater em meio ao voo. Palavras podem despertar sonhos; ou transformar sonhos em desilusões.


Não deveis subestimar o poder das palavras; assim, eu vos tenho dito. Muitas vezes, são elas que determinam os caminhos por onde seguireis e as pessoas que caminharão ou não ao vosso lado.


Não deveis subestimar o poder das palavras. Elas são como sementes, que plantais ao vosso redor; e, como acontece a todo aquele que semeia, elas determinarão o que havereis de colher.


Não deveis subestimar o poder das palavras. Elas podem gerar as rachaduras, a princípio invisíveis, que aos poucos aumentam e terminam por derrubar o vosso castelo, ou afundar o vosso barco.


Pensai sempre, antes de colocar em palavras as vossas ideias. Porque o único momento em que tendes algum poder sobre os efeitos das vossas palavras, é enquanto ainda não as proferistes.


Pois as palavras se assemelham a irrequietos filhotes das vossas ideias. E, como às aves acontece, depois que os filhotes voam e abandonam o ninho, os pais não mais os conseguem controlar.


Buscai, portanto, a gentileza antes da agressão. Mais facilmente o homem afaga a pessoa que o presenteia com um sorriso, do que aquela que o agride e ofende; ou rosna e lhe mostra os dentes.


Cuidai, pois, das vossas palavras. Recordai que, como ensina a sabedoria popular, aquele que diz o que quer deve estar pronto para ouvir o que não quer; quem planta espinhos, não colhe flores.


Insensato é o viajante que espalha pedras pelo caminho onde anda. Mais cedo ou mais tarde, nelas magoará os seus pés; ou as receberá de volta, atiradas pelas pessoas que por elas foram feridas. 


Palavras são ferramentas de que dispondes, para edificar ou derrubar; para provocar lágrimas ou sorrisos. Lembrai-vos, apenas, de que tudo que aos outros oferecerdes, retornará para vós.


Sede, portanto, cuidadosos com as vossas palavras.


Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/1_eddie_calvert_dolannes_melody.mid

sexta-feira, 30 de março de 2018

CANÇÃO DO RENASCIMENTO


Renascer é preciso. Todos os dias.
Porque cada novo dia traz uma nova etapa da vida. E, assim como tudo se renova na Natureza, em cada dia deve nascer um novo Eu; mais sábio e mais consciente do que aprendeu até o ontem.


Fazei de cada dia uma renovação. Porque o inquieto e vibrante oceano, que se renova em cada onda e em cada sopro de vento, existe desde o começo dos tempos; e existirá até que o mundo se acabe.
Entretanto a árvore imutável, que se mantém fixa ao solo e presa às suas raízes, por mais que prolongue a sua existência, findará por tombar um dia, vencida pelo peso dos anos ou por seus inimigos naturais.
É na renovação, que está o segredo da vida. Ainda que não possais renovar os nossos corpos, podeis renovar o vosso verdadeiro Eu; cuja essência não pertence a este mundo, mas à Eternidade.
Renovai as vossas vidas, todos os dias. Como o sol, que a cada manhã derrama sobre o mundo o calor e a luz de seus raios; ou como a lua, que em cada noite enfeita o céu e vos faz sonhar.
Renovai as vossas ideias, os vossos sentimentos e os vossos conceitos. Colocai em cheque as vossas certezas, vencei os vossos preconceitos; estai abertos a novas perguntas e respostas.
Plantai, em vossas almas, novas sementes; e fazei dos vossos corações o solo fértil, onde essas sementes germinarão e produzirão os seus frutos. Dia virá, em que vós mesmos fareis a colheita.
Cuidai, pois, para escolher apenas as boas sementes. Porque ninguém colherá senão o que plantou; e ninguém poderá negar-se a realizar a colheita do que semeou e desfrutar dos seus frutos.
Tende presente esta verdade. E, por certo, mais criteriosos sereis com o que plantais em vossas almas; porque o homem sensato não plantará urtigas, se souber que ele mesmo fará a colheita.
Evitai plantar a inveja, a descrença ou o medo. Porque, como o pomar oferece apenas os frutos que nele foram semeados, cada um de vós nada terá a oferecer, senão o que tenha plantado em sua alma.
Qualquer que seja a vossa religião, cultivai o sentido da Páscoa. Não como um preceito, um dogma ou uma cerimônia; mas como a certeza de que a renovação é necessária e vos leva adiante.
Renovar. Como o sol, como a lua; como as plantas, o oceano e a própria Vida. Vida que se altera a todo momento; que transforma a semente na árvore, a nuvem em chuva, a brisa em furacão, o amor em saudade.
Renovar. Porque a árvore, um dia, volta a ser semente; a chuva que se evapora torna-se novamente nuvem; o furacão volta a ser brisa; a saudade volta a ser amor. E todos conservam, todo o tempo, a sua essência.
Renovar. Porque à vossa frente se estende a Eternidade.


Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/midis/emiliepandolfi_ebbtide.mid

FELIZ PÁSCOA, AMIGOS! 

sexta-feira, 23 de março de 2018

O NOSSO TEMPO


Aproveitemos o nosso tempo.

Porque cada segundo que transcorre é como um grão de areia, que se escoa por entre os nossos dedos; e jamais voltará. Nada poderemos fazer, depois que ele se houver unido ao passado.

Esta é a lição que deveríamos ter aprendido, com os  anos. Todavia, insistimos em continuar vivendo as nossas vidas como se tivéssemos todo o tempo do mundo, para consertar os nossos erros.

E como se tivéssemos, também, todo o tempo do mundo para abraçar as pessoas que amamos; para sentir o aroma das flores, para brincar com as nossas crianças, para ouvir as nossas canções.

Sim... a verdade é que não ligamos ao tempo que temos. Como não ligamos ao sol generoso, que nos aquece em todos os dias; ou à água que desce, fresca e abundante, das nossas torneiras.

Bastaria, entretanto, que um dia o sol não nascesse no horizonte, ou experimentássemos os tormentos da sede, para que nos arrependêssemos de haver desperdiçado o sol e a água que recebemos.

Assim acontece com o tempo. Porque, não nos enganemos, virá o dia em que não nos restará sequer um momento para prosseguir sobre a terra; e lamentaremos, então, o que fizemos do tempo que nos coube.

Atentemos, hoje, ao nosso tempo. Porque, embora nos pertença a Eternidade, não é de uma só vez que faremos a caminhada, mas em diversas etapas; e o final de cada etapa nos parece o fim da jornada.

Usemos bem o nosso tempo. Para que, quando o inverno da vida bater à nossa porta, não nos assalte o remorso de não termos sabido aproveitar o sol do verão, o florescer da primavera ou a calma do outono.

Aproveitemos bem a nossa infância: corramos, em nossas brincadeiras, desfrutemos dos nossos anos de inocência. Busquemos os braços de nossos pais, porque dia virá em que eles já não estarão ao nosso lado.

Vivamos bem a nossa juventude. Entreguemo-nos aos nossos sonhos, às nossas esperanças, aos nossos ideais. Aproveitemos intensamente os nossos amores, porque dia virá em que já não serão tão intensos.

E saibamos desfrutar da nossa maturidade. Acompanhemos a nossa família, acarinhemos os nossos filhos. Desfrutemos bem da sua companhia, porque dia virá em que nos deixarão e irão para o mundo.

Se bem soubermos usar o nosso tempo, é em paz que nos recolheremos durante o inverno; as lembranças nos aquecerão, enquanto aguardamos que o verão retorne, para uma nova etapa da caminhada.

Porque é assim que é. O relógio não determina as nossas vidas; apenas marca cada uma das suas fases. E em cada uma delas podemos ser felizes, aproveitando todos os momentos que tivermos.

É só saber usar o nosso tempo!


Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/1_kenny_g_somewhere_in_time__piano.mid
  

sexta-feira, 16 de março de 2018

AS FLORES DO CAMPO



Livrai-vos das vossas inquietações.


O homem que se inquieta com o futuro, não aproveita o presente; as inquietações amarguram os seus dias e o impedem de ser feliz. Na raiz de cada angústia, existe sempre uma inquietação.  

Aquele que teme a estiagem e a sede, quando a chuva cai forte sobre a terra e o seu poço está cheio, sofre por todo o tempo uma sede insaciável, que nem a água mais cristalina pode mitigar.

Aquele a quem assusta a fome, ainda que se assente à mesa mais farta e coma de todas as deliciosas iguarias, continuará a conviver com o fantasma da fome, mesmo durante o seu repasto.

Aquele a quem apavora a pobreza, não desfruta da abundância; ainda que repleta esteja a sua bolsa, agonia-se ao gastar as moedas. Atravessa privações no hoje, por medo de vir a sofrê-las amanhã.  

E aquele que sofre por medo da solidão, ainda que outro corpo o enlace e uma mão enamorada afague o seu rosto, acolhe dentro de si a mais dolorosa solidão, que nada será capaz de afastar.

Porque não é aos vossos corpos, que as inquietações fazem sofrer; mas às vossas almas. E a vossas almas, ninguém além de vós mesmos pode oferecer o conforto e a paz de que necessitam.

Livrai-vos das vossas inquietações. Assim como a crisálida precisa desprender-se do casulo, para que possa surgir a borboleta, necessitais ser livres, para que possais voar em toda a vossa beleza.

Observai a natureza. Vereis que as flores do campo recebem do Universo, através do solo generoso, tudo que necessitam; assim crescem e florescem, em sua humilde e encantadora plenitude.

E vereis que a tímida gazela não teme o leão que dorme em seu covil; foge apenas daquele que a ameaça, cujo cheiro o vento traz ao seu olfato, denunciando a perigosa e real proximidade.

É assim que é. O viajante sensato não é aquele que teme a imensidão árida do deserto; mas o que leva consigo água e alimentos e desfruta feliz do céu estrelado, que enfeita as suas noites.

Como o marinheiro sábio não arreia as suas velas, enquanto sopra a aragem que o leva a seu destino; recolhe-as, sim, quando as nuvens negras e o vento forte anunciam a chegada do temporal.

Livrai-vos das vossas inquietações. Porque nada vos acrescentam; apenas dificultam a vossa caminhada, privando-vos dos pequeninos prazeres que a Vida vos oferece durante cada jornada.

Livrai-vos das vossas inquietações. Porque não é sensato temer a friagem da noite, enquanto o calor do dia vos aquece; nem permitir que vos assuste o medo da saudade, enquanto viveis o amor.

Livrai-vos das vossas inquietações. Se quereis viver plenamente as vossas vidas.


"Olhai as flores do campo; elas não fiam, nem tecem. Eu, todavia, vos asseguro que nem mesmo Salomão, em todo o seu esplendor, pôde se vestir como uma delas.".

Lucas 12.27 - frase atribuída ao Sermão da Montanha. 



Música:http://ohassan.dominiotemporario.com/midis/ernestocortazar-eternity(sm).mid 
   

sexta-feira, 9 de março de 2018

DA MULHER


Deixai, hoje, que eu vos fale da mulher.

E que o sopro do Universo possa inspirar as minhas palavras, para que tenham a beleza e o perfume das flores, a suavidade da brisa, o encanto e a poesia das mais lindas canções.

Mas, também, para que nelas exista a têmpera do mais puro aço, a solidez dos mais vetustos carvalhos e a determinação do navegante que enfrenta as piores tormentas.

Para que nelas exista o sagrado das orações mais devotas que possam proferir peregrinos e sacerdotes; e o profano dos gemidos de prazer dos amantes que se entregam.

Porque assim é a mulher, este ser iluminado, em cuja alma paraíso e inferno se alternam ao sabor dos sentimentos; e em cujo ventre a vida renasce da semente do amor.

Assim é a mulher, que transcende os seus limites e multiplica as suas forças, para enxugar as lágrimas que afligem os entes amados, ainda que chore a sua própria alma.
Que me inspire o Universo, para que eu possa cantar a dedicação da mãe que, em triste e angustiado silêncio, atravessa a noite insone, junto ao berço do filho adoentado.

E o amor infinito que faz do seu coração uma festa de júbilo, ante os sucessos daqueles que ama, mas também lhe inspira as mais doces palavras, para consolá-los nas derrotas.

Deixai-me falar-vos da mulher. Não espereis, entretanto, que eu busque definí-la; porque não se pode definir a magia, e a mulher tem em si a magia do amor e da existência.

Não espereis, tampouco, que eu a possa cantar em prosa e verso. Pois nem ao maior dos poetas é dado cantar o espetáculo das luzes e sombras que se agitam na alma da mulher.

E vós, homens, acompanhai-me nesta homenagem àquela que é a razão maior de nossos sonhos e desenganos; de nossa felicidade e angústia, nossas lágrimas e nossos sorrisos.  

Deixai que eu vos fale dos seus olhos, onde promessas e negações se alternam; dos seus lábios, onde buscamos palavras e beijos, e das suas mãos que acariciam ou repelem.

Deixai que eu vos fale do seu corpo, que nas horas do amor nos transporta ao Infinito; dos braços que nos enlaçam, das pernas que nos acolhem, do calor que nos aquece.

Deixai que eu vos fale da ternura que nos embala, do carinho que nos retempera a alma. Da doçura de um olhar, da meiguice de um sorriso, da inocência de um acalanto.

Deixai-me falar da mãe que nos gerou, dos amores que coloriram os nossos caminhos; das filhas que de nosso ser brotaram e hoje nos acompanham ao longo da jornada. 
Sim; deixai-me, hoje, falar-vos da mulher.

A força que nos sustenta, quando se esvai a nossa força. 
        Nesta homenagem às mulheres,
reproduzo, com pequenas alterações, texto publicado em 08/03/2013.

Música:http://ohassan.dominiotemporario.com/midis/francislai-snowfrolic.mid

Uma maravilhosa tradução de uma linda música: http://youtu.be/zm57moP83XM

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