O Árabe

Idéias, sentimentos, emoções. Oásis que nos ajudam a atravessar os trechos desérticos da vida...

sexta-feira, 13 de julho de 2018

DO ALTO DOS MEUS SETENTA



O que aprendi, após 70 anos?

Aprendi que somos pequeninos e efêmeros, diante da Vida e dos ventos do destino. E, entretanto, a nossa essência é infinita, porque nos liga ao Coração do Universo e à Mansão da Eternidade.

Devemos ter consciência das nossas limitações, para que possamos ser grandes. E precisamos superar o nosso orgulho: o melhor não é estar sempre certo, mas estar bem e sentir-se feliz.

Aprendi que somos capazes dos gestos mais generosos e das atitudes mais egoístas; o bem e o mal existem em nós. E de nós mesmos depende o lado para o qual faremos pender a balança.

Nenhum de nós é um anjo ou um demônio. E não devemos acalentar a ilusão de que alguém seja perfeito; ou, o julgaremos pior do que realmente é, quando descobrirmos os seus defeitos.

Aprendi que devemos desfrutar dos bons momentos, pois os maus virão. E as lembranças que guardarmos dos bons nos darão forças, para superar os maus e continuar seguindo em frente.

Felicidade e tristeza se alternarão em nossa vida, porque não são conquista ou castigo, mas estados de espírito. E, como crianças que somos, é caindo e levantando que aprendemos.

Aprendi que só podemos viver no hoje, mas já vivemos o ontem e viveremos o amanhã. E, embora não possamos mudar o passado, podemos e devemos, no presente, construir um futuro melhor.

Na jornada da vida, os primeiros passos são fáceis e velozes; mas, quando se aproxima o fim, tornam-se difíceis e lentos. É preciso saber caminhar, para que mais leves sejam os últimos passos.  

Aprendi que cada um é responsável por si mesmo; podemos aconselhar alguém, mas só a ele cabe decidir se seguirá ou não os nossos conselhos; afinal, é ele que colherá o que plantar.

Esta é a grande dificuldade com as pessoas que amamos: respeitar as suas decisões. Mas aquele que ama o pássaro não o trancafia na gaiola; a sua alegria é ouvi-lo cantando, feliz e livre.

Aprendi que a vida não é justa, nem as coisas são como queremos. Mas nos momentos mais duros, aprendemos as maiores lições. Queremos os sorrisos, mas são as lágrimas que nos ensinam.

Insensato é o homem que esbraveja contra o sol ardente, ou desanima à simples visão de uma montanha à sua frente. Sábio é buscar uma sombra protetora, ou dispor-se a iniciar a escalada.

Aprendi que a vida e o mundo são cheios de cores; mas haverá momentos em que tudo nos parecerá preto ou cinzento. Nem todos os nossos dias serão de sol; em muitos deles, enfrentaremos chuva.

E precisamos aprender a desenhar o arco-íris.  

Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/1_instrumentais_andre_rieu_my_way.mid

Completei 70 anos, terça-feira passada. E o meu presente para vocês é este link da minha música preferida: https://youtu.be/YeiFmUbgems. 
Assistam; é lindo e sentido!

sexta-feira, 6 de julho de 2018

MOMENTOS


A vida é feita de momentos.

Como o mar se compõe de gotas, o deserto de grãos de areia e a melodia de notas musicais. Como o livro é formado de palavras, e as lembranças são feitas de momentos que ficaram no passado.

Vivei, pois, os vossos momentos. Um por vez, desfrutai deles e guardai as emoções que vos fazem sentir; pois o tempo passa e os recolhe em seu manto, trazendo-vos em troca novos momentos.

Por isto, melhor agireis se em cada dia inventardes o amanhã, em vez de vos preocupardes com o que houve ontem. Tornai a vossa fé maior que o vosso medo, e seguireis em frente.

Não vos assusteis com mudanças; temei, sim, que nada mude. É preciso mudar, para construir uma vida melhor. Enquanto fizerdes as mesmas coisas, não deveis esperar resultados diferentes.

Não deixeis que vos assustem as pedras no caminho, ainda que vos possam fazer tropeçar. As pessoas não se medem pelas vezes em que tropeçam, mas sim pelas vezes em que se levantam.

Recordai que, em cada dia, podeis iniciar uma nova história. E, em cada começo, está em vossas mãos substituir o “era uma vez” por “é desta vez”. É assim que deveis reescrever a vossa história.

Não penseis em eternizar os vossos momentos; vivei intensamente cada um deles, à medida que surgir em vossa vida. É assim que o vivereis para sempre, ainda que se perca na bruma do passado.

Porque as lembranças vos pertencem; são as únicas coisas que nada ou ninguém vos pode tirar. E é apenas de vós que depende recordar com alegria ou tristeza os momentos que se foram.

Os momentos que vivestes formam a água das lembranças, que carregais no cantil da memória e utilizais para matar a vossa sede de felicidade, sempre que vos procuram a tristeza e a solidão.

E a ninguém, senão a vós mesmos, é dado conspurcar essa água; apenas aquele a quem pertencem as lembranças, pode escolher entre conservá-las puras; ou maculá-las com o amargor da frustração.

Vivei, intensamente, os vossos momentos; sede como o surfista, que aproveita cada onda, sem perguntar-se como será a próxima. Porque não tendes pela frente uma estrada programada, sólida e previsível.

Afinal, a vida é feita de momentos.

Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/1_eduardo_lages_emocoes.mid

sexta-feira, 29 de junho de 2018

O MOMENTO EM QUE ALGO SE QUEBRA



Há um momento em que algo se quebra.

E, na verdade, não é um momento; mas o resultado de inúmeros momentos. Não é uma página, nem um livro, mas o conjunto da obra. É o pequenino furo, que aumenta e faz ruir a represa.

É o grito, por muito tempo sufocado, que se faz ouvir; é a fruta que cai ao chão, por demasiado madura. É a canção que termina e cujas últimas notas já não viajam no vento do crepúsculo.

É a rachadura quase invisível, que se espalha e faz ruir a casa que parecia firme sobre os alicerces; é a lágrima sentida que, enfim, consegue rolar pelo rosto que dantes exibia um sorriso.
 
Em um momento, algo se quebra. Algo ou alguém; um sentimento ou uma ideia. Acontece durante mais um dia de rotina, ou mais uma noite insone; é o momento em que a realidade se impõe.

Há um momento em que algo muda. Já não se vê as coisas como antes se via, já não se acredita no que antes se acreditava. É como um despertar, um abrir de olhos, uma nova forma de pensar.

É apenas um momento; e, entretanto pode mudar todo o futuro. Ou não; porque há aqueles que escolhem o remendo, e outros que procuram um novo caminho, buscando uma vida melhor.

Nada, porém, será como antes. Porque a verdade se tornou evidente, por um momento. E mesmo o homem mais cego pode perceber, entre as sombras que o envolvem, o brilho intenso da luz.

Não podemos iludir-nos todo o tempo. Tentamos ver o mundo pelo prisma colorido de nossas ilusões; mas há um momento em que ele se quebra e precisamos enxergar por nossos olhos.

Há um momento em que algo se quebra, dentro de nós. E, ao quebrar-se, muda a nossa forma de ver o mundo. Ainda que prossigamos no mesmo rumo, atentaremos mais aos nossos passos.

Embora seja lindo o cristal, frágil é a sua essência. E de que adianta encantar-nos com a beleza das cores que nele se refletem, se nada podemos fazer, além de admirar os seus reflexos?

Assim também acontece em nossa alma; as ilusões nos acalentam e aquecem, enquanto a realidade é áspera e fria. Contudo, não podemos viver em um sonho; o arco-íris não dura para sempre.

Existe um momento em que algo se quebra. Mas não podemos deixar que isso nos faça esmorecer, ou duvidar de nós; é preciso recordar que todo fim, na verdade, pode ser um novo começo.

Existe um momento em que algo se quebra. E, nesse momento, necessitamos respirar fundo e pensar bem. É a hora de decidir entre juntar os cacos, ou abandoná-los sem olhar para trás.

Porque é preciso prosseguir em nossa jornada.

Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/midis/jaimevillalba-nocturne.mid

sexta-feira, 22 de junho de 2018

PODERIA TER SIDO



Que não vos angustie o “poderia ter sido”.

Se não foi, é porque não era para ser. Porque o raio não cai senão onde deveria cair, a onda não quebra na praia antes de perder as forças e as velas só inflam quando sopra o vento.

É vosso o direito de escolher o caminho que seguireis; mas, depois que o escolheis, deveis consagrar as vossas forças a percorrê-lo o melhor possível, para completar a vossa jornada.

Não deveis desperdiçar o vosso tempo, ou as vossas forças, em lamentar o que fizestes ou deixastes de fazer. Concentrai-vos em fazer dar certo o que escolhestes e é a vossa realidade.
 
Não vos preocupeis com o “poderia ter sido”. Nem imagineis que seria perfeita a vossa vida, se outro caminho houvésseis escolhido no passado; afastai de vós esta perigosa  ilusão.

Porque, neste mundo, a perfeição só existe em vossa imaginação. Lágrimas e sorrisos, derrotas e vitórias, sempre se alternarão em vossas vidas, quaisquer que sejam as vossas escolhas.

Necessitais concluir a vossa jornada; e não há um caminho onde não existam montanhas a serem escaladas, abismos a serem transpostos e mares tempestuosos a serem navegados.

Como, em qualquer caminho, também encontrareis vales planos e verdejantes; jardins floridos, praias de águas cristalinas e serenas, árvores que vos ofertarão frutas e sombras amigas.

É assim que é. E o homem que lastima não haver semeado tamareiras, muitas vezes deixa de saborear os figos doces que foram plantados por suas mãos e hoje vicejam no seu pomar.

Guardai, sim, as vossas lembranças; mas tende presente que o que “poderia ter sido”, não foi e nem é. E não vos é possível cuidar do que não existe, mas deveis preservar o que tendes.

Eu vos tenho dito: por mais belo que seja um sonho, é na realidade que viveis. E insensato é o homem que deplora a sua realidade, absorvido por um sonho que não chegou a realizar.

Sonhos são sonhos; necessitais sonhá-los, para colorir a vossa vida. Mas não deixeis que vos dominem; pois ninguém existe que se alimente de ilusões, ou caminhe sobre as nuvens.

Abandonai o “poderia ter sido”. Porque viveis no que é, e não podeis voltar no tempo, para escolher um caminho diferente daquele que tomastes; as vossas escolhas ficaram no ontem.

Podeis, sim, mudar o vosso hoje, se ele não vos agrada. Mas não o fareis com  arrependimentos; deixai no passado o “poderia ter sido” e dedicai-vos ao que ainda pode ser.

É assim que fareis um futuro melhor.

Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/1_andre_rieu_que_sera_sera.mid

sexta-feira, 15 de junho de 2018

11 ANOS



Completam-se onze anos, que nos assentamos em nosso oásis.

Aqui nos reunimos, desde então; e, aos poucos, vimos construindo a nossa confiança e a nossa amizade. Vimos permutando as nossas experiências, nossas certezas e nossas dúvidas.

Aqui, libertamos os nossos pensamentos e falamos sobre o que sentimos. Porque é preciso dar asas e liberdade às nossas ideias e emoções, para que possam voar e conduzir-nos a novos horizontes. 

Aqui, buscamos responder às nossas perguntas. E, ao longo deste tempo, temos descoberto que perguntas e respostas são infinitas; porque cada nova resposta leva a uma nova pergunta.

Não poderia ser diferente: a busca das respostas é a razão pela qual o homem se dispõe a uma nova jornada. Ninguém existe que caminhe sobre a terra e não tenha perguntas não respondidas.

Eu vos diria que cada pergunta respondida é como uma flor, que deixa o ramo e cai sobre o solo. E em seu lugar, em um espaço de tempo muito breve, uma nova pergunta haverá de brotar.

Eu vos falo do que me ensinou a vida; e do que se passa em minha mente e em meu coração. E me agraciais, escutando as minhas palavras; que, sem a vossa atenção, se perderiam no vento.

Graças à vossa generosidade, retribuís contando-me o que vos ensinou a vida. E muitas são as vezes em que, confiantes, me dizeis o que se passa em vossa mente e em vosso coração.

Por minha vez, ao falar-vos eu sinto que falo a mim mesmo. E, ao ouvir as vossas palavras, percebo que as vossas inquietudes são, muitas vezes, as minhas próprias inquietudes.

Porque, eu vos tenho dito, todos somos feitos da essência do Universo. E, por assim ser, caminhamos juntos para o mesmo destino; partilhamos sentimentos e emoções, dúvidas e ideais
.
As pedras que o meu orgulho espalhou no caminho, magoaram-me os pés; aprendi a calçar as sandálias da humildade. E sei que das vossas verdades pode nascer a minha verdade.

Por isto, vos falo de todo o coração. E também de coração recebo as vossas palavras; atento ao que me dizeis, buscando entender os vossos pensamentos e as vossas verdades.

Exponho ante vós o meu verdadeiro Eu. E, talvez porque o percebeis, disponde-vos a mostrar-me um pouco do mais verdadeiro de vós. A confiança gera e multiplica a si mesma.

Esta é a argamassa que nos mantém unidos, ao longo dos anos. E faz com que velhos amigos, que hoje percorrem outros caminhos, voltem às vezes ao oásis, para um abraço fraterno.

Muitos foram os que aqui passaram, nestes anos. E cada um deles foi uma estrela, que me mostrou um caminho. Assim como é cada um de vós, que ao longo dos anos caminhais comigo.

Juntos, alimentamos a nascente que torna vicejante o nosso oásis.

Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/emiliepandolfi_speaksoftlylove.mid

sexta-feira, 8 de junho de 2018

JOVENS E IDOSOS



Deixai falar os vossos idosos.

E escutai-os não apenas com tolerância, mas também com amor e atenção. Porque eles têm muito a contar; muito tereis a ganhar, se os ouvirdes e aprenderdes com a sua experiência.

Escutai as suas histórias, por mais demoradas que sejam, ou ainda que por muitas vezes as repitam. Os idosos se sentem felizes, quando percebem que a sua companhia é estimada e agradável.

Acatai o que vos dizem. E não façais questão de vencê-los nas discussões, ou dizer-lhes que as suas opiniões estão superadas. Ninguém poderá ser feliz, se não estiver seguro de si mesmo.

Deixai que se divirtam com os seus velhos amigos. Porque, eu vos tenho dito, os idosos vivem mais no passado do que no presente; e é quando estão juntos que eles mais se sentem jovens.

Deixai-os viver entre as coisas que amaram e ainda conservam consigo. As lembranças que provocam trazem conforto e paz àquele que já sofre, ao sentir que aos poucos vai deixando a vida.

Sede pacientes e não vos agasteis, quando os ouvirdes reclamar, mesmo que sem razão. Outros são os seus valores e os idosos, como as crianças, merecem tolerância e compreensão.

Buscai sempre a sua companhia e dela desfrutai o quanto puderdes. Lembrai-vos de que, se assim não fizerdes, o remorso se somará á saudade, quando ele já não mais estiver convosco.

Acompanhai o seu envelhecimento com o mesmo paciente afeto com que assistis ao crescimento de vossos filhos; deveis ter, em ambos os casos, o mesmo sentimento de amor e proteção.

Deixai-os orar, onde, quando e como queiram; quanto mais curto parece tornar-se o caminho, mais deseja o homem perceber a sombra de Deus no restante da estrada que ainda vai percorrer. 

Ajudai-os a passar os seus últimos dias entre braços acolhedores e amigos, e abri-lhes os vossos corações; assim verão que plantaram as melhores sementes e não foi em vão a sua jornada.

Multiplicai o vosso carinho, a cada dia, para que possam sentir o vosso amor. Porque o amor dos familiares e das pessoas amigas é o melhor sinal do amor que existe no Coração do Universo.

Amai os vossos idosos. Tendes, para com eles, uma dívida de gratidão e ternura, por tudo quanto fizeram por vós; e por tudo que vos ensinaram e ensinam, enquanto caminhais juntos.

E, se desejais um futuro melhor para vós mesmos, cuidai de ensinar aos jovens de hoje a amar e respeitar os jovens de ontem. Porque a ninguém é dado o poder de continuar jovem para sempre. 
 
E sereis os idosos de amanhã.
Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/1_conjunto_las_alturas_yesterday.mid

Encontrei na internet esta imagem e um texto intitulado "Os 10 mandamentos de amor aos idosos", atribuído a um frade carmelita. Deles, surgiu este post. 

sexta-feira, 1 de junho de 2018

BALADA DE PAIS E FILHOS



Nossos filhos não são nossos filhos.

Assim nos ensinou o Profeta; eles são os filhos e as ânsias da Vida, por si mesma. E, ainda que vivam conosco, não nos pertencem; as suas almas habitam na Mansão do Amanhã.

Assim realmente é. E, entretanto, é igualmente certo que, embora os filhos não pertençam aos pais, os pais pertencem aos filhos. Porque nos filhos estão o seu amor e a sua esperança.

Esta é a verdade. Os filhos podem sentir orgulho dos seus pais, mas jamais se realizarão através deles. Já os pais não apenas se orgulham dos seus filhos, mas através deles se realizam.

Porque os filhos são o futuro, enquanto os pais representam o passado. E ao homem é dado ter orgulho do passado; entretanto, não lhe é possível ter esperança senão no futuro.

Aprendamos esta lição. Pois não temos o direito de impor aos nossos filhos as nossas crenças, nem as nossas verdades. Eles precisam descobrir as suas próprias crenças e verdades.

Os pais não são a estrada; são as placas, que devem indicar as direções a serem tomadas. E apenas lhes cabe orientar os filhos, não obrigá-los a seguir por este ou aquele caminho.

Os pais não são a casa de seus filhos; são as suas fundações. Mas é preciso lembrar que, em alicerces bem lançados, mais fácil se torna erguer paredes e cobertura firmes e seguras.

Devemos proteger os nossos filhos; vesti-los, abrigá-los, cuidar deles e ajudá-los em seus passos. Não esperemos, entretanto, que eles façam o mesmo por nós, ao fim de nossos passos.

Porque esta é a lei da vida. E, embora os pais se  esmerem em cuidar de seus filhos, poucos são aqueles, entre nós, que com amor e paciência se dispõem a cuidar de seus pais.

E isto não acontece porque os filhos sejam ingratos. É que os filhos são o foco da vida dos pais; e, quando lhes toca a vez de retribuir a dedicação e o carinho, as suas vidas já têm outros focos.

Assim aconteceu com nossos pais; e assim acontecerá com nossos filhos e netos. Porque as folhas necessitam amarelecer nas árvores e cair dos galhos, para que outras possam nascer.

Amemos, portanto, os nossos filhos. Aproveitemos todos os momentos em que possamos estar ao seu lado; desfrutemos da sua infância, da sua inocência e da sua dependência de nós.

Porque eles crescerão; e um dia não mais seremos os seus guias para a vida. Não mais veremos, nos seus olhos, aquela admiração por nossa sabedoria, nosso tamanho e nossa força.

Mas seremos felizes, se virmos o mesmo amor que brilha em nossos olhos! 

Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/sarahbrightman_memory.mid

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