O Árabe

Idéias, sentimentos, emoções. Oásis que nos ajudam a atravessar os trechos desérticos da vida...

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Nome: O Árabe

Sábado, 19 de Julho de 2008

A CANÇÃO DA CONVIVÊNCIA

Ao franzir o semblante, diante de um espelho, ninguém espera ver nele refletido um sorriso.

Entretanto, é assim que fazemos aos nossos irmãos: neles descarregamos as nossas mágoas e as nossas inquietações, e esperamos que sempre nos ofereçam um sorriso amável e um gesto de carinho. Como se um espinho se pudesse transformar em rosa, ou da ofensa pudesse brotar o elogio.

Das nossas ações, dependem as reações daqueles que nos cercam. Como da intensidade do vento dependem as belas canções das palmeiras, ou os vendavais que a tudo destroem.

Precisamos de companhia. Porque o homem não é como a montanha, que se eleva por si própria; somos, antes, como as gotas que, unidas, formam este infinito oceano a que chamamos Universo. Todavia, nós mesmos construímos os invisíveis muros que nos separam.

Da compreensão surge a integração e da orientação a confiança. Da humilhação e da ofensa, entretanto, surgem a mágoa e o ressentimento, que mais cedo ou mais tarde nos envolverão em suas ondas turvas.

Assim, devemos vigiar os nossos sentimentos; porque é deles que brotam as nossas palavras e as nossas ações. E a palavra ofensiva que a alguém dirigirmos, por esse alguém nos será devolvida; como o prejuízo que a outrem causarmos, por ele nos será cobrado.

A gentileza é como a flor, a espalhar o seu doce perfume por quantos dela se acercam. E a agressividade é como a onda impetuosa que, ao encontrar o dique, se dobra sobre si mesma e retorna ao mar revolto de onde partiu.

Aquele que ofende aos seus irmãos apenas semeia as pedras que machucarão os seus próprios pés. E cria para si mesmo um deserto árido e impiedoso, onde não encontrará a sombra da amizade, ou o poço cristalino da companhia, cujas águas dessedentam o nosso coração.

Enganam-se aqueles que julgam dominar através do temor que infundem. Porque assim fomentam a raiva e a revolta, que nas dobras das suas vestes sombrias escondem os aguçados punhais da vingança.

Como se enganam aqueles que a todos se julgam superiores, e aos seus irmãos oferecem o desdém; porque ninguém é verdadeiramente grande, enquanto a vaidade permanece em sua alma. E estes jamais encontrarão um braço amigo, que os ampare na queda do pedestal onde se tentam colocar.

Sejamos gentis e ao nosso redor espalhemos a compreensão. É assim que veremos florescer à nossa volta um belo jardim, cujas plantas nos oferecerão os seus aromas e o sabor dos seus frutos.

É assim que conheceremos a paz.

Sexta-feira, 11 de Julho de 2008

O AMOR E A LIBERDADE

Como o rio sacrifica a liberdade de suas águas, ao percorrer o seu leito, precisamos estabelecer os nossos limites, para que possamos seguir o nosso curso.

Entretanto, a liberdade é necessária ao nosso Eu maior. E, assim como o rio muitas vezes transborda e leva a destruição às suas margens, também o espírito aprisionado busca as formas de exprimir a sua revolta.

Por isto, devemos ter cuidado ao escolher as nossas cadeias. E ter presente que não nos cabe o direito de escravizar a nenhum de nossos irmãos. Ou a sua revolta findará por esmagar-nos, ao romper os diques que lhe tentamos impor.

Por que dizemos “meu marido”, “meu filho”, “meu pai” e “meu amigo”? Acaso podemos possuir alguém, se a verdade é que livres fomos criados, para que pudéssemos aprender o que necessitamos?

Ninguém existe, que aprenda com a experiência alheia; cada homem é o seu próprio professor, e o seu único aluno. Se o homem sente apenas as suas próprias dores, é justo que apenas ele possa escolher o seu caminho.

Algumas cadeias nos são leves; porque nós mesmos as escolhemos. São assim os laços do Amor que, ao estabelecer-se em nosso coração, constroem a ponte invisível que nos liga ao coração do Universo, onde está a nossa verdadeira essência.

Afortunados são aqueles que recebem o Amor em seus corações. Ele desperta em nós a consciência do Ser, que nos conduz a um mundo melhor, onde a Vida reluz em todas as cores e o sopro do vento nos traz as mais lindas canções.

Não devemos, entretanto, escravizar-nos ao amor; ou tentar escravizar o ser amado. Pois o Amor, por emanar do Universo, traz em si o sopro da liberdade, e é apenas em liberdade que o podemos viver.

Muitas vezes, lamentamos o amor que se foi. E não percebemos que, se por ele choramos, o Amor ainda existe em nós; não foi o Amor que perdemos, mas alguém a quem amamos. Como não foi o desamor que o levou, mas o nosso egoísmo que o afastou de nós.

Aquele que a outrem se escraviza, findará por dele afastar-se, premido pela própria revolta. Como aquele que tenta dominar será, um dia, vítima da revolta que no outro despertou.

Do medo, são forjados os nossos grilhões. Mais livre é o encarcerado que luta para defender as suas convicções, do que aquele que as sacrifica para caminhar entre os outros homens.

E o medo, em si, nada mais é do que a falta de confiança no Pai.

E a negação do nosso verdadeiro Eu...

Desculpo-me com os amigos, pela impossibilidade de visitá-los, ou até mesmo de responder aos seus gentis comentários, na semana que passou. Confio em que esta semana consegurei retomar a agradável rotina de amizade e aprendizado.

Sábado, 5 de Julho de 2008

A LIBERDADE DO PERDÃO

O perdão, quando concedido entre os homens, vem quase sempre acompanhado pelo silvo do chicote; poucas vezes, encontra a suave música da compreensão.

E, quando assim acontece, os erros são guardados na memória do ofendido, como uma dívida que jamais será saldada, porque reside no passado e será cobrada no futuro. Ao ofensor, cabe apenas pagar os juros da reiterada humilhação.

Em si mesmo, este perdão é uma mentira; e, como todas as mentiras, não resiste à luz da verdade. Porque não é um perdão, mas apenas a aceitação de um fato; e aquele que o concede é como o credor que não esquece o débito, mas antegoza a eterna cobrança dos juros que julga devidos.

Este não é o perdão que se mostra, mas a vingança que se oculta. E não é o Amor que o concede, mas o ódio que finge concedê-lo. Nele não está a compreensão que liberta, mas a revolta que escraviza.

O verdadeiro Perdão traz consigo o esquecimento. É como uma fonte de águas límpidas, a lavar de um coração a amargura do rancor e de outro o sofrimento do remorso; e, ao fazê-lo, constrói entre esses corações uma sólida ponte, que os ventos do destino jamais conseguirão lançar por terra.

O falso perdão, entretanto, é como um lodaçal coberto por uma vegetação traiçoeira, que ao menor sopro de vento exibe a sua verdadeira face. E, ao submergir a ambos, ofensor e ofendido, em suas fétidas águas, impede que os seus corações se possam encontrar na mansão da Companhia.

Melhor seria que não fosse concedido! O amor pode vencer o ódio, mas não consegue conviver com a mágoa. Porque o ódio é como o fogo, que a tudo queima nas suas efêmeras labaredas; mas a mágoa é o veneno insidioso, que traz um pouco da morte a cada dia.

Aquele que abriga as lembranças ruins do passado, conserva em seu coração a mágoa que poderia ter superado. E quem pode construir a felicidade de amanhã, convivendo com o sofrimento de ontem? O Amor não pode reluzir em nossos olhos, se a mágoa enevoa os nossos corações.

É com a alma, e não com a mente, que cada homem deve conceder o seu perdão; não para atender às necessidades do momento, mas sim para que o ressentimento seja expulso do seu coração. Só assim poderá deixá-lo limpo, para que nele o Amor se possa novamente abrigar.

Necessitamos do perdão, para conviver neste mundo. Porque ninguém pode ser perfeito, se caminha sobre a terra, e assim o erro é natural no homem; é através do erro, que descobrimos o acerto. Como é através da tristeza, que descobrimos o valor da felicidade.

Precisamos aprender a perdoar, porque todos necessitamos ser perdoados. E como alguém poderá confiar no perdão de outrem, se não consegue acreditar no seu próprio perdão?

Cada erro é uma experiência a mais; e no arrependimento está o seu próprio castigo, que na verdade é apenas uma forma de acelerar o aprendizado. Mas é dentro de cada homem que deve nascer o arrependimento, pois dos castigos por outrem infligidos apenas pode brotar a revolta.

Precisamos aprender a perdoar.

Para que possamos libertar a nós mesmos!

Sexta-feira, 27 de Junho de 2008

DOS ERROS E DAS MENTIRAS

A mentira não é a negação da verdade, mas o seu adiamento. Como a nuvem de chuva não apaga o brilho do sol, apenas o oculta por um instante.

E nasce, sobretudo, do medo; na raiz de cada mentira, existe o desejo de escapar a um sofrimento. Assim a mentira é, antes de tudo, inútil: por que adiar o sofrimento de hoje, para recebê-lo em dobro amanhã?

Entretanto, é assim que somos: vivemos o hoje, e o amanhã se nos afigura como um porto distante, ao qual não necessitaremos chegar. Porque o futuro nos aparece entre a névoa das esperanças, como o passado se perde na neblina do esquecimento.

Aquele que mente, confia no tempo para consertar o seu erro; como o beduíno imprevidente confia em encontrar um oásis, antes que a sede ponha fim à sua vida. Todavia, o tempo não acoberta os nossos erros; como os oásis não surgem por milagre no deserto.

Assim, mais sábio seria a um não haver errado; e ao outro ter enchido o seu cantil, antes de iniciar a jornada. Porém não somos sábios, mas homens; cabe, portanto, ao mentiroso reconhecer o seu erro, e ao beduíno esmolar um pouco de água da caravana que encontra em seu caminho.

Um e outro dependerão da caridade alheia, para obter o que precisam. E, em verdade, é mais fácil para o homem dar um pouco de sua água, do que conceder o seu perdão. Preferimos dar do que possuímos, a ceder de nossos sentimentos e convicções.

É o medo, e não o erro, o que causa a mentira; porém, é no próprio medo que reside o maior castigo pelo erro que se possa ter cometido. Aquele que se entrega à mentira entrega-se ao medo; ao acalentar o medo de ser descoberto, sacrifica a própria paz. E que castigo pior pode haver, para o homem, do que se afastar do seu Eu maior?

Ao assumir os nossos erros, e aceitar os sofrimentos que nos possam trazer, podemos libertar-nos do medo. Entretanto, aquele que busca a Verdade deve exercitar a humildade e a tolerância: a humildade, para saber que todos erramos; e a tolerância, para compreender os erros de outrem.

Sejamos tolerantes, e ninguém mentirá para nós. É a Verdade, e não a mentira, que encontra guarida no coração do Universo, onde reside o nosso Eu maior.

A mentira não é natural no ser humano. Ninguém irá mentir, se souber que o seu erro encontrará o refrigério da compreensão, e a libertação do perdão.

Um dia, o medo e a mentira serão banidos dentre nós.

E o Amor existirá, realmente, em nossos corações...

Sexta-feira, 13 de Junho de 2008

A CRIANÇA E O BARQUEIRO

O barqueiro, que não tem poderes sobre o vento, determina o rumo do seu barco ao posicionar as suas velas.

A todos os dias, em nossas vidas, o destino coloca novas escolhas. E, se não podemos comandar os ventos do destino, devemos colocar as nossas velas no rumo da felicidade

Pois, se somos os responsáveis por nossas próprias escolhas, que justiça existe em culpar a outrem pelos seus resultados?

As lágrimas e os sorrisos são os frutos das sementes que plantamos. Precisamos aprender esta verdade, para que possamos escolher os nossos frutos.

Entretanto, não é assim que fazemos. E, quando sobrevêm as amarguras, não buscamos o consolo da resignação, mas a intranqüilidade da revolta. Como o viajante fatigado, que despreza o repouso do leito pelas agitações da vida noturna.

Vivemos o hoje, como se o amanhã não fosse existir. Esquecemos que o nosso hoje é apenas o futuro de ontem, e será o passado de amanhã. O hoje é o que ontem fizemos, e o amanhã será o que hoje dele fizermos.

Ao nos revoltarmos, pelo sofrimento de hoje, muitas vezes estamos construindo a mágoa do amanhã. As atitudes insensatas, que a revolta nos sugere, podem gerar os espinhos que amanhã irão ferir mais profundamente a nossa alma.

A verdade é que sempre buscamos culpados, para as adversidades que nos visitam. O orgulho nos impede de ver que criamos as nossas próprias armadilhas, e nada é mais natural do que nelas cairmos.

Aprender a viver, é como aprender a andar: é preciso cair muitas vezes, para atingir o conhecimento do equilíbrio. Entretanto, a criança que cai não busca culpados pela queda: apenas se levanta e, um pouco mais sábia, volta a ensaiar os seus passos; por isto, é mais curto o seu aprendizado.

Esta é a humildade que nos falta. A humildade de assumir os nossos erros, para que não os vejamos como razões de vergonha, mas como fontes de conhecimento. Pois não é através da vergonha que aprendemos, mas da compreensão.

Entre os ventos do destino, podemos decidir o rumo das nossas vidas.

Mas é preciso ter a humildade da criança, para alcançar a sabedoria do barqueiro.

Terça-feira, 3 de Junho de 2008

O APRENDIZADO DA VIDA

Não podemos dominar a vida, mas precisamos aprender a viver.

Como não dominamos o mar, mas aprendemos a respeitar as suas leis, para que possamos desfrutar das suas ondas.

Costumamos pensar que podemos controlar a nossa vida, e este é o primeiro erro que cometemos. Porque a vida, como o mar, tem as suas próprias leis e as suas ondas imprevistas.

Mas não é este, afinal, o seu maior encanto? O deserto não seria de uma monotonia atroz, se o sopro do vento não modificasse a cada dia as suas dunas? E como seriam as nossas vidas, sem os imprevistos que o destino nos traz?

Muitas vezes nos entregamos à revolta, quando a vida modifica os nossos planos. Entretanto, é nas dificuldades que mais aprendemos; se enfrentarmos a luta, a amarga preocupação de hoje trará o doce sabor da vitória de amanhã.

Em cada ser humano, existe a força de que necessita. E existem, também, as fraquezas que precisa vencer, para atingir a plenitude dessa força.

Dizem os pessimistas que a felicidade não existe; e, ao dizê-lo, esquecem de todos os momentos em que a receberam em seus corações.

E dizem os otimistas que a felicidade pode ser eterna. Esquecem que a felicidade é um estado de espírito, como a alegria e o amor; esperar que seja perene, é como acreditar que o vento possa soprar sempre na mesma direção.

A verdade é que nenhum de nós sente as mesmas emoções, todos os dias. O nosso Eu maior é livre, como a Força que o criou. E, assim como aprendemos a direcionar o vento, para que mova os nossos moinhos, precisamos direcionar a nós mesmos, para que mais rapidamente possamos atingir o fim do caminho.

Direcionar o nosso Eu, não é restringir a sua liberdade: é, antes, conceder-lhe uma liberdade maior, integrando-o ao infinito do Universo. É da responsabilidade plena, que deriva a plena Liberdade; e ninguém pode atingi-la sem o Conhecimento.

Nenhum homem será realmente livre, enquanto aos seus ouvidos ressoarem os grilhões de outrem. Como nenhuma gota do mar será inteiramente pura, enquanto existir a água poluída ao seu redor.

Entretanto, é pela purificação de uma gota que se inicia a purificação do mar. E pelo brilho da primeira estrela que se anuncia o belo espetáculo das constelações, reluzindo no céu noturno. Como é o primeiro raio de sol que afasta o escuro da noite, e traz o esplendor de um novo dia.

Juntos, executamos a Sinfonia. E o Maestro não descansará, enquanto as notas não estiverem perfeitas. Entretanto, não é Ele quem afinará os nossos instrumentos; nem tomará das nossas mãos, para obrigar-nos a extrair os acordes corretos. Ou não seríamos músicos, mas escravos; cada músico precisa tocar por si mesmo, para que seja plena a melodia.

É por isto, que não podemos dominar o que chamamos de vida: cada um de nossos momentos, cada uma de nossas caminhadas sobre a terra, não passa de um novo ensaio, para que possamos executar a Sinfonia do Universo.

A Sinfonia da Vida.

Sábado, 24 de Maio de 2008

A CANÇÃO DO PREGADOR

Não é no pó que se acumula nas minhas sandálias, que encontrarei as lembranças dos caminhos que já percorri; mas nos sentimentos de que pude desfrutar, durante as minhas viagens.

Como não é nas minhas palavras, que encontrarei as verdades que busco; apenas poderei encontrá-las nas dúvidas dos meus irmãos. Pois a resposta não começa a nascer, antes que a pergunta seja formulada.

Assim como o perigo das tempestades não está no estrondo assustador do trovão, mas na beleza ofuscante dos raios, também não é nas realidades do mundo que encontraremos as causas da nossa felicidade, ou do nosso sofrimento; elas estão nos nossos sentimentos, no mais íntimo de nós.


Entretanto, como o condenado não pode deixar a própria cela, também o homem não consegue abandonar os limites que o corpo e a sociedade lhe impõem; e assim torna-se prisioneiro do medo, da insegurança e das frustrações, ao afastar-se da sabedoria do Universo, que vive na voz do seu verdadeiro Eu.

Procura o homem entorpecer-se com os apelos do mundo. É nos valores da sociedade, que busca os parâmetros para medir aos outros e a si mesmo. E, ao fazê-lo, é como a mariposa ingênua, que se deixa atrair pelo brilho fatal da lâmpada enganosa.

Enquanto assim for, devo falar aos meus irmãos. E cada um que ouça as minhas palavras e nelas encontre o ponto de partida para as suas verdades, será para mim como a missão cumprida. Pois o semeador, ao lançar milhões de grãos sobre a terra, sabe que nem todos eles frutificarão; e nem por isso despreza o valor do seu trabalho, ou a alegria da colheita.

E não me move a esperança da sua gratidão, nem o desejo das glórias terrenas. A cada dia, mais velho me sinto; de nada me valeria acumular novas bagagens, às vésperas da grande viagem, onde só a experiência podemos levar.

Tampouco, possuo a presunção de ensinar. Na verdade, o que me move é o desejo de aprender; e como compreender a Vida, se eu me fechar em mim mesmo e não compartilhar as dúvidas e a sabedoria dos meus irmãos? Pode uma única página possuir todo o conhecimento que habita em um livro? Ou uma única flor exibir todo o colorido de um vasto jardim?

E, assim como devo lavar as minhas vestes, para que a poeira do caminho não ofenda os sentidos dos que me cercam, devo também abrir a minha mente, para que possa aceitar as idéias alheias e nelas descobrir novas verdades. Pois aquele que se julga completo é como uma esponja que, encharcada de presunção, nada mais consegue absorver.

Por isto, apenas desejo que o meu coração esteja pronto a ouvir os meus irmãos e compreender os seus sentimentos; e, acima de tudo, que a Voz do Universo possa exprimir-se por minhas palavras e orientar-nos na caminhada, que se renova em todos os dias.

A busca do nosso verdadeiro Eu.

Da amiga São recebi esta bela rosa, que agradeço de coração,
e a licença para ofertá-la a todos vocês, que com a sua presença adornam o nosso oásis.
Obrigado, pela valiosa flor da nossa amizade!