O Árabe

Idéias, sentimentos, emoções. Oásis que nos ajudam a atravessar os trechos desérticos da vida...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

DE PENSAMENTOS E PALAVRAS


Acreditais que as palavras se percam ao vento?

Abandonai esta ilusão. Quantas vezes ouvistes palavras que ficaram gravadas em vossa memória e em vossa alma? Algumas foram luminosas como estrelas, e outras foram gotas de escuridão.
  
Por isto, pesai bem o que dizeis. Porque as palavras têm asas próprias e, depois que deixam os vossos lábios, não as podeis controlar; nem evitar as suas consequências em vossas vidas.
Porque as palavras podem ser como o fogo que, uma vez ateado, não se detém até reduzir a um deserto calcinado e árido o solo antes fértil, onde desfrutáveis de sombras amigas e doces frutos.
Sim; e as palavras são como a água que, enquanto contida pela represa, gera a energia de que necessitais e aplaca a vossa sede; mas, quando liberta sem controle, a tudo arrasa em seu curso.
Meditai sobre o que vos digo. E vereis que há palavras que confortam e acariciam, recuperando as forças de uma alma ferida e unindo corações, em um afeto profundo, sincero e duradouro.
Mas existem, também, palavras que cortam como afiados punhais. E estas separam amantes, desfazem amizades, provocam feridas que nem o passar do tempo será capaz de fazer cicatrizar.
Há palavras que constroem; que edificam religiões e sentimentos, que podem mudar para melhor o curso de uma vida. Mas também há aquelas que destroem pessoas, reputações e esperanças.
Há palavras que são como o rouxinol, cujo canto mavioso encanta os vossos ouvidos; mas há também aquelas que são como o abutre, sempre pronto a dilacerar a presa incauta e indefesa.
Lembrai-vos, porém, de que a um e outro podeis manter na gaiola; é a vós que pertence a decisão de a qual ireis libertar. Porque a gaiola são os vossos lábios e escolheis as palavras que direis.
Pesai bem, portanto, as vossas palavras. Guardai-vos de mentir e ofender; de desmerecer, desanimar e diminuir aqueles que vos cercam. Escusai-vos de julgar e proferir as vossas sentenças.
Cultivai, em vossos corações, os melhores sentimentos; porque as palavras são a expressão do que está em vós, e assim mais fácil vos será distribuir sempre, ao vosso redor, as melhores palavras.
Abrigai em vós o amor e não pronunciareis palavras de ódio; professai o perdão e não usareis palavras de ira e vingança; abraçai a humildade e não vos acudirão palavras de inveja ou arrogância.
Alijai de vossa alma o preconceito e esquecereis as palavras de discriminação; praticai a tolerância e não oferecereis palavras de irritação; entregai-vos à fé e não pregareis a descrença.
Vigiai os vossos pensamentos e as vossas atitudes; esta é a melhor forma de vigiardes as vossas palavras e seguirdes em paz, cercados pelo carinho e pela amizade de vossos irmãos.
Que vos ajudarão a percorrer os vossos caminhos. 


Música: 
http://ohassan.dominiotemporario.com/midis/emiliepandolfi_ebbtide.mid 

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

OS GANHOS E AS PERDAS


Não deveis lamentar as vossas perdas.  
A perda, como o ganho, faz parte da caminhada. Nada ou ninguém a vida vos toma, que não vos tenha dado; só se perde o que se tem. E é melhor recordar a alegria do ganho, que a tristeza da perda.   
Sábio não é o homem que deplora o que perdeu, mas quem agradece pelo que lhe foi dado desfrutar. E, entretanto, mais numerosos são os homens que reclamam, do que aqueles que agradecem.
Mais atentais ao que vos falta, do que ao que julgais possuir. E assim, muitas vezes, à tristeza da perda junta-se a mágoa de não terdes aproveitado o tempo em que fostes abençoados com o ganho.
Efêmera é a vossa caminhada por este mundo; e ainda mais passageira é a ilusão de posse. Ninguém é dono de nada, ou de ninguém; não podeis manter a vosso lado pessoas e coisas que amais.
Esta é a verdade: nada ou ninguém vos pertence. Tudo e todos que encontrareis em vossos caminhos, como vós mesmos, integram o Universo; e apenas vos farão companhia durante parte da jornada.
Nada podeis fazer, senão aproveitar o tempo em que estão convosco. E não o aproveitareis, se vos deixardes angustiar pelo medo da perda; ou pela frustração que vos traz, quando ocorre.     
Agradecei, portanto, pelo que tendes. E, ainda que vos seja tomado, sede gratos pelo tempo em que o tivestes. Pior seria jamais o haver conhecido, nem poder contar com o conforto das lembranças.
Cantai sempre, em vossos corações e em vossas almas, a canção da gratidão à bondade do Universo, por tudo que vos é dado; assim percebereis como sois afortunados e quão pouco é o que vos falta.
Agradecei, em vez de reclamar; sorri, em vez de chorar. Escolhei a alegria e a esperança e elas estarão sempre convosco; optai pela frustração e pela amargura, e serão elas a vos acompanhar.
É vossa, a escolha; assim eu vos tenho dito. É justo que assim seja, porque sobre vós recairão as suas consequências; esta é uma das lições que a Vida e o tempo vos ensinam, ao longo do caminho.
Escolhei a gratidão por vossos ganhos e vereis o patrimônio que o Universo coloca à vossa disposição; escolhei a frustração por vossas perdas e cobrireis de sombras e tristeza o vosso caminho.
Qualquer que seja a vossa escolha, é certo que os ganhos e as perdas continuarão a alternar-se, em vosso caminho; são, ambos, ferramentas importantes para o vosso aprendizado.
Entretanto, é a vossa atitude que fará a diferença. Porque, se às perdas atribuirdes maior importância que aos ganhos, o desânimo cairá sobre vossos ombros e o seu peso vos esmagará.
Se, ao contrário, atentardes aos vossos ganhos, a esperança preencherá os vossos corações; mais leves se tornarão os vossos passos e mais fácil será vos elevardes, nas asas do vosso verdadeiro Eu.
Rumo ao Coração do Universo.

Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/midis/carmen_cavallaro_till.mid

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

AS VOSSAS PAIXÕES



Sim; é verdade que as vossas paixões não resistem ao sopro do tempo.
São infinitas, entretanto, em vossas almas. Porque, enquanto ocupam e preenchem os vossos corações, cegos e surdos permaneceis para tudo aquilo que não faça parte do seu encanto.
Mostrai-me um homem apaixonado, e eu vos mostrarei alguém que perdeu temporariamente o rumo; que não enxerga o próprio caminho, mas apenas os caminhos que o levam a quem ama.
Mostrai-me alguém apaixonado, e eu vos mostrarei um louco. Que enxerga cores e ouve sons que não existem, caminha sobre nuvens macias e voa nas asas de sonhos doces, lindos e irrealizáveis.
Porque o apaixonado não vive, senão através de seus sentimentos. Não conhece outra verdade, além de sua paixão; não tem outra vontade que não seja saciar os desejos que o consomem.
Que importa o tempo que durarão as vossas paixões, se em cada segundo delas vivereis uma eternidade de sentimentos? Que importa o que virá depois, se depois não existe para o apaixonado?
Feliz daquele que, em sua vida, encontra ao menos uma paixão. Pois conhecerá a doçura da ansiedade, o maravilhoso tormento de esperar o ser amado e a felicidade de sua chegada.
Feliz daquele que, em sua vida, entrega-se intensamente à paixão. Este saberá como é perder-se em um vendaval de prazer; navegar em um oceano de delícias, pleno de inquietude e paz.
Aprendei a usufruir das vossas paixões. Não conhecereis o verdadeiro sabor da vida, se não as saboreardes intensamente; ainda que a sua última gota possa deixar-vos na boca um gosto amargo.
Porque assim acontece às paixões cuja chama não se extingue ao mesmo tempo em ambas as almas. E para aquela onde o fogo permanece aceso, o gelo da outra parte é o mais sofrido tormento.
Esquecei, porém, o amargor que uma paixão vos possa deixar. Pois, ainda que assim seja, as lembranças do tempo em que a tivestes convosco serão suficientes para adoçar a vossa alma.
Entregai-vos às vossas paixões. E, para que o possais fazer, necessitareis navegar com respeito e desejo pelo corpo do outro, mesclar as vossas almas, dividir e multiplicar as vossas sensações.
Não conhecereis a paixão, até que vos tenhais perdido de vós; até que os vossos momentos juntos vos façam esquecer o tempo e o espaço, até que o vosso mundo esteja contido no leito onde amais.
Pois a paixão não existe para responder às vossas perguntas, mas para mostrar-vos a força da Vida, que ultrapassa os limites do corpo e vos faz sentir a existência, experimentar um sabor de Eternidade.
Em vosso verdadeiro Eu.
Música:

Texto inspirado na bela imagem, que encontrei na internet. 

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

VERDADES E APARÊNCIAS



Por que tanto ligais às aparências? 

Acreditais que a capa de um livro possa ser mais importante que o seu conteúdo? Que a flor mais colorida seja mais perfumada? Ou que o fruto mais apetitoso tenha o melhor sabor?

Por que vos importais tanto com o que mostrais e tão pouco com o que sentis? É tão importante mostrar que amais, que muitas vezes vos descuidais de sentir o amor em vós? 

Adornais as vossas casas e os vossos corpos. Atentai às vossas roupas, ao vosso peso, às vossas medidas e aos vossos carros. Cuidais, porém, de tornar mais belas as vossas almas?

Algum de vós atenta aos seus pensamentos e aos seus sentimentos? Algum de vós procura mostrar-se como realmente é, e não como acredita que os outros julgam que ele deva ser? 

Atentai para esta pergunta, que parece simples. Se tiverdes a coragem de olhar bem fundo em vós, vereis quantas vezes vos tendes contrariado, para atender a expectativas alheias. 

Escolheis as vossas roupas não pelo conforto que proporcionam, mas pela admiração que despertam naqueles que vos cercam. Como se  fosse melhor parecer bem, do que estar bem.

E este não deve ser o vosso cuidado. De nada vos adianta o que possais aparentar, porque o vosso verdadeiro Eu conhece as vossas verdades, e é com ele que precisais conviver.

De que serve ao viajante no deserto o cantil ricamente adornado que carrega à cintura, se dentro dele não estiver a água humilde e fresca que mitiga a sua sede e lhe sustenta a vida? 

De que adiantam à rica matrona as roupas e joias valiosas que lhe cobrem o corpo, se à noite as lágrimas dolorosas da solidão em que vive ensopam o travesseiro macio onde se deita?

De que valem as belas coroas que ornam as urnas funerárias, se em nada aliviam a dor daqueles que deploram a perda de um ente querido e a saudade que chora em suas almas?

Não; decerto, não é nas aparências que encontrareis solução para vossos problemas, nem  remédio para os vossos males. Não vos preocupeis em mostrar, mas em ser; ou nada sereis.

Escolheis vós mesmos os vossos caminhos. Que não vos inquietem as opiniões alheias, pois sois vós que devereis percorrê-los; são vossos os pés que nas suas pedras se magoarão. 

Esquecei, pois, as aparências. Não vos deixeis conduzir pelas opiniões alheias, mas cuideis de ouvir o vosso coração e a vossa alma, pois através deles é que vos fala a voz do Universo.

Sede fiéis ao vosso verdadeiro Eu. 

Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/midis/ernesto_cortazar_intimate.mid

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

AS VOSSAS MELHORES LEMBRANÇAS


Guardai as vossas melhores lembranças.
Porque dia virá em que elas serão o vosso maior patrimônio. E então descobrireis, admirados, quantos momentos, que tão comuns vos pareceram, foram em verdade muito especiais.
Pois a felicidade não veste uma roupa de guizos, nem faz parar o tempo ao vosso redor, nem transforma em ouro os raios de sol. Ela apenas existe e vos preenche, tornando o mundo melhor.
Se a neve cai sobre as vossas casas, da lenha que ajuntastes vem o calor que vos aquece. Quando a neve dos anos cobrir os vossos corpos, as vossas lembranças aquecerão as vossas vidas.
Não desperdiceis, portanto, a chance de guardar um sorriso, um olhar, uma carícia ou um aceno de amor. Não abandoneis os vossos sonhos, sem que dele vos reste ao menos uma doce lembrança.
Aprendei a perdoar, para que não transformeis uma amizade ou um amor em uma lembrança amarga, sepultando, na frustração e no rancor, os momentos felizes que vos tenham feito desfrutar.
Recordai os momentos de paixão e esquecei os de indiferença; guardai o carinho e a ternura e deixai para trás as brigas e acusações; lembrai a cumplicidade e olvidai as mentiras e os enganos.
Trazei convosco a imagem das mãos entrelaçadas e  dos lábios unidos; das almas e dos corpos repartindo a sensação maravilhosa do orgasmo e a plenitude da saciedade que o segue.
Guardai, em vossas memórias, as músicas que embalam os vossos sonhos; as palavras de amor que acariciam os vossos ouvidos e os vossos corações; os aromas que inebriam os vossos sentidos.
Porque descobrireis que os fantasmas vos seguem, através do tempo; e sempre vos encontrarão, onde quer que estejais. Podeis abandonar os lugares e os momentos, mas os levareis em vós.  
Não vos deveis iludir: chegará o tempo em que necessitareis encarar as vossas lembranças. Pois a verdade é que, enquanto o jovem espera ansioso pelo amanhã, o idoso se refugia no ontem.
Cuidai para que apenas as recordações aprazíveis estejam convosco. Pois mais vale sentir a brisa que vos acaricie, que enfrentar as borrascas que vos possam perseguir, vindas do passado.  
Certo é que em vossos caminhos encontrareis pedras e flores. E, se vos cabe levar ao ombro a mochila das lembranças, igualmente vos pertence o direito de escolher o que nela guardareis.
Assim eu vos tenho dito. E lembro-me de também haver dito que o homem sensato não escolhe carregar o peso e a aspereza das pedras; prefere levar o perfume e a leveza das flores. 

Virá um tempo em que revisitareis, muitas vezes, as páginas do livro onde escrevestes a história dos vossos verões e das vossas primaveras. Cuidai para que delas escapem lembranças felizes.
Capazes de alegrar o vosso outono e o vosso inverno.

Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/midis/emiliepandolfi_memory.mid

Para minha mãezinha, do alto dos seus 95 anos bem vividos.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

DA SERENIDADE



Enfrentai serenamente as adversidades.
Porque elas sempre existirão em vosso caminho. E não é com desespero ou revolta, que resolvereis os vossos problemas; apenas com serenidade e fé, encontrareis as melhores soluções.

Pois não são os ventos impetuosos do furacão que conduzem o barco no rumo certo, mas a aragem serena e amiga da brisa. O sopro forte da borrasca nada consegue, além de o fazer naufragar. 

E quanto mais violenta e ameaçadora ruge a tempestade, mais necessária se torna a luz tranquila do farol, que pode guiar o barco ameaçado pelas ondas revoltas à segurança da terra firme.
Acostumai-vos a refazer os vossos planos. E tende consciência de que o tempo, a inteligência e a paciência são os maiores aliados de que podereis dispor, para atingirdes os objetivos que almejais.

Nem sempre, a vida vos parecerá justa; entretanto, é quando mais parece magoar-vos, que ela vos ensina as maiores lições. Recordai que o lavrador precisa rasgar a terra, para deitar a semente.
Não é a justiça que deveis buscar, portanto, mas a sabedoria. É ela que vos ensina a vencer os obstáculos e contornar aqueles que não possam ser ultrapassados, para seguir em frente.   

Aprendei a lidar com os imprevistos. Porque eles serão constantes, em vossas vidas; e não é sábio o homem que se exaspera ante a visão da montanha, mas o que procura por onde a possa escalar.
Tampouco vos adianta derramar as lágrimas mais iradas, ante o abismo que surge à vossa frente. Melhor fareis em acalmar-vos e pensar em como construir a ponte, para que o possais atravessar.

Porque existem os abismos, o homem inventou as pontes; para vencer as montanhas, criou as ferramentas de escalar; para cruzar o mar bravio, construiu os barcos e as velas que os impulsionam.
São os percalços, que mais vos ensinam. Embora as alegrias tornem mais leves os vossos passos, são as tristezas que vos fazem pensar e aprender, para evitar que voltem a cruzar o vosso caminho.

Necessitais da serenidade, nos momentos difíceis. Pois, ao viajante que se julga perdido, de nada vale desesperar-se; o que poderá salvá-lo é erguer os olhos e pelas estrelas reencontrar a sua rota.
As dificuldades passam; o caminho permanece. Não vos deveis perder entre as areias do deserto, turbilhonadas pelo vento, mas abrigar-vos onde vos seja possível, até que serene a tempestade.

Mantende a serenidade; e dia virá em que as adversidades não serão mais do que lembranças. Por mais escuro que pareça o caminho, o vosso verdadeiro Eu sempre vos sabe conduzir.
Rumo ao Coração do Universo. 

Música: 

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

AS MUDANÇAS


Temeis as mudanças.
E, em nome desse temor, muitas vezes vos deixais ficar em situações que vos trazem sofrimento; quando poderíeis buscar novos caminhos e outros rumos para a vossa vida.
Ao vos aquietardes às lágrimas, renunciais aos sorrisos que poderíeis encontrar; sois como o homem insensato, que aceita viver na escuridão, por medo de buscar a luz.
O medo é o pior dos grilhões a que vos podeis submeter; assim eu vos tenho dito. E isto acontece porque não é a vossos pés que o prendeis, mas em vossa alma que o aceitais.
Embora seja invisível a vossos olhos e pareça não impedir os vossos passos, o medo vos acorrenta à terra, impedindo que entre as estrelas possa voar o vosso verdadeiro Eu.
E, todavia, cada uma das vossas caminhadas sobre a terra não é senão um aprendizado; é na Mansão do Amanhã que conhecereis a Vida, e existireis pela Eternidade. 

Aferrai-vos à rotina, como se através dela vos sentísseis seguros. Deixai, entretanto, que eu vos pergunte: de que vale a segurança de uma vida sem o brilho da alegria?
Quando o casulo cinzento vos sufoca, necessitais rompê-lo; assim renascereis como a borboleta colorida e livre, que volteia alegre por sobre as flores perfumadas do jardim. 

Deveis guardar-vos do medo, se desejais alcançar a liberdade. Pois a planta não existiria, nem as flores e nem os frutos, se a semente aceitasse passivamente a prisão do solo.
Em vós, existe a semente da felicidade. Mas a luz do Conhecimento é a única forma que existe de fazê-la brotar; e não a encontrareis, se não fordes capazes de mudar a cada dia.
Não é às mudanças que deveis temer, mas à estagnação. Mudar é aprender, e aprender é crescer; quando tropeçais, aprendeis a evitar as pedras que vos magoam os pés.
Não é às mudanças que deveis temer, mas ao conformismo. Por que temer os perigos que pode trazer um novo caminho, se no que hoje seguis as lágrimas correm dos vossos olhos?
Não é às mudanças que deveis temer, mas a vós mesmos. Porque a centelha do Universo que existe em vós de tudo vos torna capazes, mas insistis em duvidar de vossas forças.
Buscai as mudanças, ao invés de temê-las. Não hesiteis em procurar novos caminhos, se infelizes estiverdes; ninguém é culpado por um sofrimento, senão aquele que o aceita.
Mudar é seguir em frente; é fazer novas descobertas, é ampliar os próprios horizontes, é descobrir uma nova verdade. Mudar é conhecer, a cada dia, mais um pouco de si mesmo.
Do seu verdadeiro Eu.

Música: 

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