DA VIDA
A vida nos quebra.
Como o mar faz
às conchas que vemos nas praias. Ela gasta o nosso corpo, destrói as nossas
ilusões, muda a nossa cabeça.
Como o rio faz
aos seixos em seu leito: afaga-os com as suas águas e os arrasta na areia, até
que estejam lisos, polidos e brilhantes.
Porque é assim
que ela nos ensina a viver e a crescer. É quando enterrada, que a semente germina e brota.
E é assim que
a vida nos molda e ajusta ao Universo. Como o moinho faz ao trigo, para que cumpra
a sua função.
Como o padeiro
amassa o pão, para que se acomode na forma; e como o amor, magoando e fazendo
sorrir, toma todo o coração.
Muitas vezes, a
vida nos parece injusta e insensível; porque é assim que ela precisa ser. Seu
papel não é afagar; é ensinar.
É só através do erro, que aprendemos a fazer o certo; quando nos atingem as consequências e vem
o arrependimento.
O senso de
justiça e a sensibilidade estão em nosso coração. E como saber quanto são
necessários, senão sentindo a sua falta?
Tudo que
precisamos, está em nós. Temos os cobertores adequados a todo frio que possa
surgir em nossos caminhos.
Precisamos,
entretanto, descobrir esta verdade. E é só vivendo, que a poderemos sentir;
acolhê-la em nossa alma.
A vida parece
comprazer-se em minar o nosso orgulho; porém, é assim que ela nos ensina as
virtudes da humildade.
Transforma, sem
piedade, o nosso corpo e a nossa mente; mas é assim que deve ser, a cada fase
que atravessamos, ao longo do tempo.
Leva os nossos
sonhos, ou permite que os realizemos; e, assim, nos leva a descobrir que não
são perfeitos como imaginávamos.
Contudo, sempre
nos traz outros sonhos; que nos abraçam e nos ajudam a seguir em frente, até
que chegue o fim da jornada.
A vida é sábia;
e maravilhosa. Ela é tudo que temos e devemos ser-lhe gratos, por cada momento.
É o oceano onde nadamos.
Não está nos
imprevistos que surgem em nosso caminho; ela é todos os caminhos que podemos
encontrar, em cada viagem.
É generosa, ao
permitir que escolhamos quais queremos seguir. E possamos mudar o rumo, quando
os resultados não bons.
Sim: a vida, muitas
vezes, nos moi.
Mas é assim que ela nos torna melhores.




0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial