O AMOR DE CADA UM
O que pensais
do amor?
Pergunto,
porque quase todos entre vós já disseram a alguém, ou de alguém ouviram: “Eu te
amo”. Embora possam ter sido sinceras as vossas palavras, lembrai-vos de que as
pessoas não são iguais.
E, se assim é,
o amor tem significado diferente para cada um de vós; cada um o sente do seu
próprio jeito e tem a sua própria maneira de amar. Não espereis que alguém vos
ame da forma como o amais.
O amor não pode
ser imposto, pois é um sentimento. Mas é, também, uma força da natureza, como o
fogo, a água e o vento; por isto, não o podeis controlar. Podeis, apenas, aprender
como lidar com ele.
Não existe
aquele que ama mais; nem, tampouco, o que ama menos. Não há diferentes graus,
no amor; apenas amais, ou não. O resto é mera consequência da maneira como é e
como pensa cada amante.
Tudo depende da
posição que ocupa o amor em vossa escala de valores; de como cada um o vê e da
importância que tem para ele. Porque cada pessoa o sente da sua maneira e age em
função disso.
Há aqueles que
o têm como o mais importante; o único caminho para a felicidade. E por isso se
entregam a ele, vivendo em função do ser amado, que buscam fazer feliz, para
serem também felizes.
Esses, que o
sentem mais intensamente, são os mais abençoados por ele; porque experimentam momentos
mais doces. Escrevem as mais belas histórias; sentem-se realizados em um beijo ou
um sorriso.
Por outro lado,
são também os mais castigados. Porque se magoam mais facilmente em uma briga,
uma zanga, na desatenção de um momento. Perdem a alegria de viver, muitas vezes
só por imaginar.
A imaginação é
sua benção e sua maldição. Caminham sobre nuvens brancas, em um céu azul e
brilhante, quando tudo está bem no amor; mas podem ser arrojados ao chão,
quando as nuvens escurecem.
E existem
aqueles que enxergam o amor como um complemento. Que não o têm como seu
principal objetivo, mas apenas como a fonte de bons momentos; não como razão de
viver, mas como um bônus da vida.
Estes, são os
que não sofrem por amor; mas, também, os que ele não consegue tornar felizes. Não
conhecerão plenamente o encanto de um beijo, ou um abraço; a dor de uma
partida, ou a magia de um retorno.
Não me
pergunteis quais deles estarão certos, ou errados; nem qual tipo será o mais
sensato. Porque não é certo ou errado, sensato ou insensato, o homem que é da
maneira que nasceu para ser. Apenas é.
Nem vos
preocupeis em relação ao amor; até porque nada mudareis, nele ou em quem sois. Tende,
sim, consciência dos efeitos que ele produz em vós; e de que a vossa única
escolha é aceitá-lo, ou não.
Dizei-me, pois: o que pensais do amor?



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