O Árabe

Idéias, sentimentos, emoções. Oásis que nos ajudam a atravessar os trechos desérticos da vida...

sexta-feira, 7 de maio de 2021

AS PEQUENINAS COISAS

 


Buscais, sempre, as grandes coisas.

O grande amor que vos arrebate, a grande vitória que vos realize; o grande prêmio que vos torne ricos, a grande viagem que vos faça conhecer o mundo, a grande paisagem que vos encha os olhos.

A grande obra que vos torne imortais, o grande momento em o mundo se transformará; os grandes homens em que se tornarão os vossos filhos, o grande jardim onde podereis ver todas as flores.

Entretanto, é nas pequenas coisas que está a Vida. Na ternura de um olhar, nas pequenas vitórias de cada dia; na caminhada silenciosa ao crepúsculo, no regato límpido que corre e canta entre as pedras.

No trabalho anônimo, com o qual ganhais o pão de cada dia; na pequena mudança em vosso íntimo, nos exemplos que dais a vossos filhos; no botão de rosa aberto, onde brilha serena a gota de orvalho.

Sim; o encanto não está na imensidão do oceano, mas na espuma branca que borda as suas ondas. Não está no tamanho da lua, mas no cone prateado que o luar desenha sobre as águas tranquilas.

Não está na abóbada infinita e azul do céu, mas nas pequeninas nuvens, que o vento carrega como fiapos brancos, brincando de formar as figuras que vos sugerem os sonhos e a imaginação.

Não está na força do furacão, mas na suavidade da brisa que brinca em vossos cabelos; não está no tempo que passa sobre vós, mas no minuto de emoção que dele roubais e guardais na memória.

Está no voo do pássaro, que busca o ninho quando se aproxima o anoitecer; no alvoroço que renasce ao amanhecer e na quietude que se instala no mundo, quando regressam as sombras da noite.

Está na felicidade de um sorriso e no alívio da lágrima que corre pelo rosto entristecido; nas brincadeiras alegres da criança e na sabedoria do velho, encurvado por todos os anos já passados.

Está no toque da pele; em mãos que se encontram, em pés que se buscam sob as cobertas, em bocas que se beijam; em corpos que se misturam e parecem fundir-se, no momento pleno do orgasmo.

Está em vossa alma; nas emoções que vos tornam capazes de encantar-vos ante o belo. Em sentir a imensa paz do carinho e da ternura, ou a ânsia premente e incontrolável da paixão e do desejo.

Está na plenitude da mãe que amamenta o filho; no respeito e na gratidão do jovem que ampara o idoso, naquele que alimenta quem tem fome. Está nos sentimentos mais nobres dos vossos corações.

Abandonai, portanto, a vossa fixação em coisas grandes e não vos preocupeis com o tempo; cuidai, apenas, de viver cada momento. Desviai os vossos olhos da montanha que apenas divisais no horizonte.

E vereis a flor viçosa e linda, que brota do solo à vossa frente.

Música:

http://ohassan.dominiotemporario.com/midis/carmen_cavallaro-nocturne.mid

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OBRIGADO, MAMÃE!

 


Existem pessoas que são inesquecíveis.

Que estão nas nossas vidas, para nunca mais sair; mesmo depois que se vão, continuam presentes em nós. Nas nossas lembranças, nos nossos gestos, em nosso sangue e nossa alma.

Porque são parte de nós; mais do que isso, são parte de tudo que somos. São a saudade que gostamos de sentir; a sensação de falta, misturada à certeza boa de que sempre estarão conosco.

São as primeiras recordações que temos; e as mais doces, também. A primeira vez em que fomos amados, as primeiras lições que recebemos. Em seus braços, encontrávamos paz e segurança.

São pessoas que nos deram tudo de si; que pensavam sempre em nós, antes de pensar em si mesmas. Que renunciavam a muitas coisas, se fosse preciso, para que nada nos viesse a faltar.

Pessoas a quem, muitas vezes, nem chegamos a dizer “obrigado”, por tudo que faziam por nós; a quem nem sempre lembrávamos de dizer “te amo”, porque parecia natural que nos amassem.

Pessoas iluminadas, como faróis em nossas vidas, indicando desde cedo o caminho certo a ser seguido; luzes que nunca se apagam, em nossa alma, ainda depois que já se foram do mundo.

Felizes daqueles que tiveram uma pessoa assim! Porque muito aprenderam sobre o amor e a vida; porque nunca se sentirão abandonados, nem perdidos, durante a jornada que prossegue.

Entretanto, só o tempo nos traz a sabedoria e a humildade necessárias para reconhecermos a sua importância em nossas vidas; a vontade de termos feito mais, por quem tanto fez por nós.

E muitas vezes, infelizmente, quando o tempo nos traz essa consciência, já não as temos a nosso lado, senão nas lembranças e na saudade; não podemos abraçá-las e falar do nosso amor.

O que resta é a certeza de todo o bem que nos fizeram. É a gratidão sem limites, o amor e a sensação de que, apesar de tudo, a sua presença ainda está em nossas vidas. E isto nos conforta.

Resta-nos fechar os olhos e, mais uma vez, buscar o aconchego de seus braços; deixar que uma lágrima, triste e feliz ao mesmo tempo, escorra de nossos olhos e conte da nossa saudade.

E da nossa alegria, pelo tempo em que a tivemos conosco; pelas canções que cantamos juntos, pelas histórias que dela ouvimos e pelo brilho que sempre encontrávamos em seus olhos.

Resta-nos agradecer pela vida; pelo carinho, pelo cuidado, por todas as vezes em que nos abençoou, pelo amor que nos deu. E esperar que, onde estiver, ela ouça a voz do nosso coração:

- Obrigado, mamãe! 

Música:

http://ohassan.dominiotemporario.com/midis/EmiliePandolfi_Memory.mid 

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Link vídeo. Minha mãe adorava esta música!

FELIZ DIA DAS MÃES! 

sexta-feira, 30 de abril de 2021

BALADA DO TEMPO

Quanto tempo desperdiçamos, ao longo da vida!

Esquecemos, talvez, que o tempo é finito, em cada uma das nossas jornadas. Que limitados são os nossos dias e as nossas noites; e melhor faríamos em aproveitar cada um dos nossos instantes.

Assim eu vos tenho dito. Entretanto, sei que agora não me podeis entender; em cada jornada, tendemos a julgar-nos eternos e esquecer que o tempo haverá de levar os nossos corpos.

Em cada jornada, acreditamos que o tempo nos pertença. E adiamos sempre, para o amanhã, coisas que podemos fazer hoje. Como se o amanhã fosse uma certeza, um direito nosso.

Um dia, descobriremos que não é bem assim: quando não vier o amanhã. Então, lamentaremos cada instante que desperdiçamos; cada abraço perdido e cada gesto que não fizemos. 

Lamentaremos cada momento de amor, que deixamos para o dia seguinte; todos os instantes de zanga e amuo, em que levantamos muros entre nós, quando poderíamos ter criado pontes.

Lamentaremos cada beijo desperdiçado, cada carícia não feita, cada frase de amor que deixamos de dizer. Lamentaremos cada grão de amor, que deixamos escorrer em vão entre nós.

Cada oportunidade perdida, cada momento de hesitação e dúvida; cada instante que desperdiçamos nos cobrará o seu preço, em arrependimento, e calará fundo em nosso verdadeiro Eu.

Ainda que lágrimas já não possam cair de nossos olhos, a nossa alma lamentará todo o tempo perdido com o nosso egoísmo, quando poderíamos ter vivido muito mais e mais intensamente.

Mas, eu vos repito: não é com o tempo que nos devemos preocupar. Porque, se seguirmos a nossa consciência, dele faremos bom uso. E não nos queixaremos, quando findar o nosso tempo.

Não nos preocupemos com o tempo que ainda teremos, mas com o que fazemos do tempo que passa. Não cuidemos de passar o tempo, mas de aproveitá-lo, em cada momento que temos.

Não desperdicemos o presente, ansiosos para que chegue o futuro. Vivamos o hoje, o mais intensamente que pudermos, para que o amanhã não nos encontre tristes, arrependidos e perdidos.

Cuidemos bem do nosso tempo. Porque a flor não desperdiça cada um dos segundos de que dispõe, até murchar e cair; e o oceano não perde tempo, para formar cada uma das suas ondas.

Recordemos, sempre, que o tempo não é apenas o nosso capital mais precioso; é o único que não podemos repor. Cabe-nos aproveitar cada uma de suas moedas, enquanto delas dispomos. 

Para construir um futuro melhor.

Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/midis/1_ernesto_cortazar_autumn_rose.mid


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sexta-feira, 23 de abril de 2021

A PAZ INTERIOR


 Dizeis buscar a paz interior.

E eu até acredito que o fazeis; entretanto, pouquíssimos são, entre vós, os que a encontram. E assim acontece porque enveredais por um caminho errado, durante a vossa procura.

Procedeis como o homem que procura o mar e acredita poder encontrá-lo nas águas de um lago; ou como aquele que ambiciona o sabor das frutas e não cuida de preservar a árvore.

É assim que vos perdeis, na vossa jornada em busca da paz. E, ao invés de encontrá-la, cada vez mais fundo vos embrenhais pela inquietude, acalentando as vossas frustrações.

Porque vos deixais seduzir pelo brilho atrativo e efêmero do ouro e dos diamantes; e esqueceis que o caminho para os obter é escavando a terra humilde e escura sobre a qual caminhais.

Em vosso imediatismo, acreditais que alcançareis a paz interior quando satisfeitos estiverem todos os vossos desejos. Que vivereis em paz,  quando obtiverdes tudo que almejais.

Deixai-me dizer-vos, entretanto, que isto jamais acontecerá. Porque os desejos são, para o homem, como as folhas para a planta; a cada desejo que realizeis, outro tomará o seu lugar.

Pois a insatisfação é natural em vós; faz parte da vossa cultura e vos estimula a desejar mais, impedindo que vos contenteis com aquilo que tendes e possais sentir-vos em paz.  

A insatisfação é a força que vos empurra para frente; e isto é bom, porque vos faz prosseguir. Ao mesmo tempo, entretanto, é ela que vos distrai dos encantos que encontrais no caminho.

E a paz provém da plenitude. Um homem que se sente em paz é aquele que está satisfeito consigo mesmo; que olha para o caminho que percorreu e sabe que fez o seu melhor.

Este é o homem que encara, sem inquietude, o caminho que ainda lhe falta percorrer. Porque sabe que o sol e a chuva, o dia e a noite, se alternarão diante dele. E nada mais deseja.

O homem que tem paz é o que confia. Que não teme os seus irmãos, olha nos seus olhos e lhes oferece o melhor de si, sem preconceitos ou ambições; sem segredos e enganos.

O homem que tem paz não é aquele que descobriu o Paraíso. É o que sabe que, se o Paraíso existe, foi criado para todos; mais dia, menos dia, chegará a sua vez de encontrá-lo.

Este é o grande erro que cometeis e vos impede de encontrar a paz interior: acreditar que ela esteja na satisfação dos vossos desejos. Este, na verdade, é o caminho da inquietude.

Para encontrar a paz, precisais saber lidar com os vossos desejos.

Música:

http://ohassan.dominiotemporario.com/midis/1_ernesto_cortazar_solitude.mid

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sexta-feira, 16 de abril de 2021

TUDO PASSA


Um dia, nos iremos.

E nada restará de nós, senão as lembranças que deixarmos. O eco dos nossos sorrisos já se haverá dissipado, e as lágrimas há muito terão secado em nossos rostos. Nada seremos.

Teremos passado por este mundo. E aqui apenas existiremos nas recordações daqueles por quem, no passado, fomos queridos. Na verdade, nada fomos daquilo que pensamos ser.

E, se insisto em mostrar-vos esta verdade, não é para entristecer-vos com a certeza do fim; mas para que entendais a importância de cada momento que nos é dado sobre esta Terra.

Porque, assim como o homem sedento percebe a delícia que é a água, aquele que tem consciência de que um dia fatalmente partirá, sabe a dádiva que representa cada novo dia.

Cada uma de nossas passagens por este mundo é uma nova jornada. E não é sensato o homem que se perde nas vicissitudes da viagem, ou lamenta antecipadamente o seu fim.

Sábio é aquele que aproveita cada momento, deleitando-se com as novas paisagens que conhece, ou assimilando os ensinamentos que recebe. Vivendo as emoções que lhe chegam.

Tende presente que aqui estamos de passagem. É assim que não mais insistiremos em nossas cobranças à Vida, mas agradeceremos por cada uma das dádivas que ela nos traz.

Não mais reclamaremos do riacho que parece impedir a nossa passagem; mergulharemos em suas águas límpidas, onde saciaremos a nossa sede e aliviaremos o nosso cansaço.

Não nos irritaremos com o vento, que nos despenteia os cabelos, mas desfrutaremos da sua carícia em nossa pele. Nem nos frustraremos com as lágrimas; aproveitaremos cada sorriso.

Viveremos a felicidade e o encanto de cada momento de amor, ao invés de afligir-nos no temor de perder o amor; sentiremos mais o sabor dos beijos, menos doerão as despedidas.

Tudo passa: esta é a chave para compreender a Vida. Se nada do que temos nos pertence, não há porque lutarmos e nos angustiarmos tanto, para conseguir o que um dia perderemos.

Tudo passa; só a Vida continua. E continua porque não está em nossos corpos, que um dia voltarão à terra; mas em nosso verdadeiro Eu, que é uma centelha do Coração do Universo.

Um dia, nos iremos. E, tal qual aconteceu quando aqui chegamos, cada um de nós estará só, no momento da partida; não importa quantos amores, quantos filhos e amigos tivermos.

Sós, aqui chegamos. E sós, daqui partiremos.

Música:

http://ohassan.dominiotemporario.com/midis/kenny_g_somewhere_in_time__piano.mid

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sexta-feira, 9 de abril de 2021

OS MEUS ARREPENDIMENTOS



Gostaria de poder dizer que de nada me arrependo.

Mas não o posso fazer; ou estaria mentindo. E devo dizer-vos: não acredito que alguém, após anos de jornada, não se arrependa de algumas escolhas que fez, de alguns caminhos que tomou.

E, confesso, não me sinto envergonhado dos meus erros. Porque a Vida não é a arte de tomar, sempre, decisões certas; mas a oportunidade de aprender a errar menos, a cada dia que passa.

Assim como a criança não consegue andar, sem antes cair algumas vezes, não aprendemos a acertar, sem cometer alguns erros. E isso não é motivo de vergonha, mas razão de aprendizado.

Arrependimentos são como cicatrizes; e, ao marcar a nossa alma, ajudam-nos a não repetir os mesmos erros. Porque aquele que aprende com a dor, não precisará passar por ela novamente.

Sim; guardo meus arrependimentos. Alguns por coisas que fiz ou disse, e outros pelo que deixei de fazer ou dizer. Mas, acreditai-me, eu me arrependo mais do que não fiz, do que do que fiz.

Porque é melhor errar tentando acertar, do que permitir que o medo nos paralise e impeça de seguir em frente. Melhor é perder lutando pelo que se acredita, do que permanecer inerte e passivo.

Esta foi uma das lições que aprendi, através dos meus erros e nos meus arrependimentos. Pois todas as vezes em que segui por novos caminhos, ao menos descobri novas paisagens e verdades.

Não vos deveis preocupar, portanto, com as vossas escolhas. Elas vos levarão a melhores caminhos; ou vos ensinarão algo, através do arrependimento. Saireis ganhando, de qualquer forma.

A menos que vos negueis a aprender e aceitar os vossos arrependimentos. Porque, se assim fizerdes, eles de nada vos valerão; estareis, então, fadados a repetir o mesmo erro e sofrer outra vez.

Deixai-me com os meus arrependimentos; e ide acumular os vossos. De boa vontade, eu vos cederia alguns dos meus; mas descobri, também, que só aprendemos com nossos próprios erros.

Arrepender-se não é envergonhar-se, ou reviver o passado. É aceitar as cicatrizes da alma e sentir orgulho de ter seguido em frente, tornando-se alguém melhor. Afinal, todos nós erramos.

Arrepender-se é crescer. E conservar os arrependimentos é manter, diante dos olhos, a bússola capaz de apontar-nos os melhores caminhos; é transformar em sorrisos, lágrimas que choramos.

Não podemos, entretanto, permitir que os arrependimentos nos tornem amargos; ou ficaremos presos ao passado. E, se assim for, de nada nos adiantará o que possamos ter sofrido.

Porque é do  arrependimento, que podemos fazer o aprendizado.

Música:

http://ohassan.dominiotemporario.com/midis/carmen_cavallaro_whispering.mid

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Link vídeo. De novo? Sim; eu adoro essa música! :)       

sexta-feira, 2 de abril de 2021

UMA CANÇÃO DE PÁSCOA



Eu vos convido a esquecer, por instantes, as vossas crenças. 

Os vossos profetas, os vossos sacerdotes, os vossos dogmas e as vossas religiões. E vos convido a esquecer os preconceitos, os políticos, as ideologias e tudo mais que vos possa separar.

Eu vos convido a esquecer, por instantes, o vosso conceito de Deus. E a apenas sentir a Sua presença, em vosso verdadeiro Eu; a mergulhar em Sua essência, a mesma que persiste em vós.

A abraçar-vos, em espírito, ao redor do mundo. A unir as vossas almas e  cantar, juntos, a canção da Vida, que se faz ouvir desde o começo dos tempos. A fazê-la ressoar pelo Universo.

Nestes tempos sombrios, em que a morte e a tristeza percorrem o mundo, eu vos convido a acender a luz da esperança em vossa alma; a celebrar a Vida e a alegria de poder seguir em frente.

Eu vos recordo que vivemos a época da Páscoa; e que a Páscoa é um tempo de ressureição; de renascimento íntimo. É o tempo de renascerdes em vós mesmos; de vos tornardes melhores.

Eu vos recordo que a derrota da Vida não é a morte, que um dia chegará para todos; é abandonar as esperanças, é desistir dos sonhos, é perder a fé no Coração do Universo e na força do bem.

Eu vos recordo que nada pode brotar, sem que o terreno seja fértil; e que vós mesmos adubastes a praga que agora vos castiga, ao cultivar o egoísmo e a distância entre os vossos corações.

E, assim como semeastes a doença, podeis agora plantar a cura. Chorai, sim, as vossas lágrimas de dor; mas permiti que, entre elas, exista um sorriso de esperança e de fé no amanhã. 

Eu vos convido a celebrar a Páscoa em vosso íntimo, já que não o podeis fazer com os vossos entes queridos. Em vez do coelho, abraçai o Cordeiro; em vez de ovos, distribuí  amor e gentileza. 

Mais do que nunca, é hora de renascerdes. Recordai que a mesma chuva que atrapalha os vossos planos é a que molha o chão e faz brotar as plantas que alegrarão a vossa vida, no futuro.

Abandonai tudo aquilo que vos possa distanciar uns dos outros. Deixai que as vossas vozes se unam na mesma canção de gratidão e amor à Vida; que os vossos corações estejam unidos.

Lembrai-vos: Páscoa é renascimento. E nenhuma época pode ser mais propícia ao renascimento, do que quando se enfrenta a ameaça da morte. É entre as trevas, que mais precisais da luz.

Aceitai este meu convite. E vamos acender a luz que iluminará o mundo; que dissipará o medo e fará sumir as diferenças; que nos unirá a todos, para que possamos, enfim, caminhar juntos.

A luz com que nos ilumina o Coração do Universo.

Música:

http://ohassan.dominiotemporario.com/midis/1_ernesto_cortazar_dreaming.mid

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FELIZ PÁSCOA, AMIGOS! 

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