O Árabe

Idéias, sentimentos, emoções. Oásis que nos ajudam a atravessar os trechos desérticos da vida...

sexta-feira, 12 de junho de 2026

O SEGREDO DO AMOR

 



Julgais, acaso, que o Amor possa durar para sempre?

Aprendei, então, que nada existe, neste mundo, que dure para sempre. E, ainda que existisse, não seriam os vossos olhos que o veriam; porque vós mesmos não duraríeis todo esse tempo.

E este é, talvez, o maior encanto do Amor. Durasse ele para sempre e, decerto, chegaria um dia em que se tornaria ultrapassado; como acontece a tudo sobre a Terra. E, então, o deixaríeis.

Entretanto, o Amor é sábio. Por isto, o seu nome vive em vossas bocas; e as emoções que provoca habitam em vossos corações, desde o início dos tempos e até que sobrevenha o seu fim.

Relanceai os vossos olhos pelo passado, e encontrareis o Amor em vossas mais belas histórias e vossos momentos mais felizes; e também o acharíeis, se vos fosse dado contemplar o futuro.

Eu vos reafirmo, porém, que o Amor não é eterno. Não o poderia ser, posto que é sentimento; e nada existe de mais passageiro do que os sentimentos, que se alternam no coração do homem.

Mentem para vós, portanto, aqueles que vos falam de um amor eterno; que, segundo eles, duraria enquanto existisse o Cosmos. Nada pode durar tanto assim, senão o Coração do Universo.

Porque a mudança é necessária. Observai ao vosso redor e vereis que, embora o mar pareça repetir as suas ondas, nenhuma delas é igual a outra; como não são iguais as rosas, no mesmo galho.

E, se assim é, como poderia ser diferente com o Amor, que é tão leve, em vossos corações, quanto as nuvens brancas que o vento carrega pelo céu azul, ou as asas coloridas da linda borboleta?

Acreditai-me, quando vos digo que não existe amor eterno sobre a Terra. E não cultiveis essa ilusão, que caro poderia custar-vos; o amor não é uma recompensa, ou uma mera dádiva que se recebe.

O amor não é estático; não se pode guardar e esperar que cresça ou se mantenha para sempre. É um sentimento vivo, nascido entre pessoas vivas; e está sujeito a mudanças, com o passar dos dias.

Como as brasas de uma fogueira, está ali todo o tempo; mas nem sempre é vermelho vivo e abrasador. Pode parecer frio e coberto por cinzas; mas, ao menor sopro de vento, mostra a sua face.

Porque este é o segredo do Amor: ele não poderia, nem precisa ser eterno. Não é a lagoa plácida e estagnada; mas o rio, com seus remansos e suas corredeiras, ou o mar, com suas marolas e vagas.

O Amor, como a vida, não é eterno.

Mas se renova, todos os dias.

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Amo esta gravação da Simone.

FELIZ DIA DOS NAMORADOS!

Imagem gerada pelo chat gpt.


sexta-feira, 5 de junho de 2026

A GRATIDÃO E AS INCERTEZAS

 


Sejamos gratos todos os dias.

Pelo simples fato de respirar; por podermos sentir o calor do sol e as gotas amigas da chuva. Sejamos gratos pelo corpo que nos abriga e pela mente que nos permite viajar sem limites.

Agradeçamos pelos entes queridos; não só pelos que hoje nos cercam de carinho, mas também pelo tempo que vivemos com aqueles que se foram e nos ajudaram a ser o que somos.

Sejamos gratos, em todos os minutos. Porque nos acostumamos a ter o que temos, muitas vezes não percebemos a dádiva que é um simples minuto de paz, um momento de amor.

Ocupados em sobreviver, não percebemos que a vida é a maior das maravilhas; que até mesmo quando sentimos falta de algo, ou de alguém, isso só acontece porque estamos vivos.

E, se estamos vivos, tudo ainda é possível. Reza o provérbio que “Enquanto há vida, há esperança”; façamos, portanto, da esperança a força que nos move, e não aceitemos o desânimo.

O homem que abriga, em seu coração, a frustração ou a inveja, sente-se inferior a seus irmãos; e assim limita os seus horizontes. O que cultiva a gratidão, sabe-se livre e aprecia o seu voo.

Sejamos gratos, portanto; porque a Vida nos dá o que necessitamos e a possibilidade de conseguir o que desejamos. É apenas de nós mesmos, que depende traçar os nossos rumos.

Cultivemos a gratidão. O bem será o nosso norte e a confiança caminhará ao nosso lado; mais leves e rápidos serão os nossos passos, e venceremos as dificuldades que surjam no caminho.

Eu vos tenho dito: nada é impossível para o nosso verdadeiro Eu. Porque nele habita a essência do Coração do Universo; e uma centelha de luz basta para dissipar a mais densa escuridão.

Confiemos e agradeçamos. Quando nos buscar o desânimo, busquemos sentir, em nossa alma, a presença do Criador; olhemos ao nosso redor e O encontraremos no que nos cerca.

Porque a verdade é que não andamos sós. A Sua mão nos conduz e o Seu braço nos ampara, quando vacilamos na caminhada; assim como o Pai ampara o filho que ensaia os primeiros passos.

E nada pode ser mais gratificante, para o Pai, do que a felicidade de seus filhos; os sorrisos dos filhos são os nossos sorrisos, e as suas lágrimas nos doem mais do que as nossas próprias lágrimas.

Se não duvidamos do nosso amor por nossos filhos, como duvidar do amor do Pai por nós? Diante de tudo que Ele nos oferece, todos os dias, como abrigar medo ou incertezas, quanto ao futuro?

O que podemos sentir, senão gratidão?

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sexta-feira, 29 de maio de 2026

O ORGULHO E A RAZÃO

 


Todos os dias, busco exercitar a tolerância.

Porque optei por ser feliz, o máximo que me for possível; afinal, nunca sabemos o tempo que nos resta. E, se assim é, não me parece sensato desperdiçar qualquer minuto em zanga ou inquietude.

A paz, acredito, é o primeiro passo na caminhada para a felicidade. E, talvez, o mais difícil; como, aliás, todo início de jornada. Uma vez que estejamos em paz, a felicidade virá ao nosso encontro.

Mas não encontraremos a paz, se não renunciarmos a nossos medos e nosso orgulho. São eles que nos colocam em constantes conflitos, seja por insegurança ou pelo desejo de estarmos sempre certos.

Isto, posso afiançar-vos que já superei. Se ainda não consegui livrar-me dos medos, ao menos já abandonei grande parte da presunção, que por muito tempo conseguiu nublar a visão da minha alma.

Os acertos e erros, ao longo de todos estes anos, me ensinaram que ninguém pode estar sempre certo, ou errado; todos variamos, entre uns e outros. E é inteligente considerar várias alternativas.

Aprendi, portanto, a não fazer questão de ter sempre a última palavra; a concordar ou, ao menos, não entrar em discussões inúteis, que apenas roubam a paz e não levam a qualquer resultado.

Ao aceitar esta verdade, aprendi também que de nada me serve ser visto como “o que está sempre certo”, colecionando inimizades e atraindo inveja. Melhor ser o que sempre ri e oferta a boa palavra.

A árvore generosa é estimada, por oferecer a sombra e os frutos, enquanto todos evitam o arbusto espinhoso, que nada distribui senão a dor de seus espinhos. E ninguém pode dar, além do que possui.

Eu vos tenho dito: não precisamos renunciar às nossas opiniões; isto é algo que podemos fazer, caso argumentos outros nos convençam. Mas também não necessitamos impô-las; elas são nossas.

Guardemo-las, pois. Acredito que, neste ponto, opiniões são como vestes: nem sempre, as que assentam em nós ficam bem em outras pessoas; cada um tem o direito de escolher as suas, e usá-las.

Assim como roupas dependem das características físicas, opiniões dependem de ideias e convicções. Por isso, são tão individuais; e merecem respeito, mesmo quando forem diferentes das nossas.

A cada dia, esforço-me para que esta convicção mais se enraíze em mim, até que se torne um hábito, tão constante que seja imperceptível: nada temos a ganhar, insistindo em ser donos da razão.    

A Razão não se impõe com gritos ou insistência, mas pela verdade e pela lógica; e quem a traz pela mão é o Tempo. Aquele que se esforça para convencer os outros, no fundo quer convencer a si mesmo.

Mais sábio, portanto, é cultivar a tolerância.

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Tá bombando na internet. E é algo que nunca devemos esquecer.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

A LIBERDADE E O MEDO

 


Desejais alcançar a liberdade?

Se assim for, talvez possa ajudar-vos a encontrar o caminho; embora eu mesmo seja incapaz de atingi-la. Porque há pessoas que apenas podem enxergar o rumo e outras que realizam a jornada.

E a idade, que nos concede a sabedoria da experiência, é a mesma que limita os nossos movimentos e as nossas possibilidades. Talvez para nos ensinar a realidade dos limites que todos temos.

Deixai, portanto, que somente vos fale do que descobri; é o que já faço há alguns anos. E, se vos ajudarem as minhas palavras, saberei que não foram desperdiçadas; usei bem o meu tempo.

Se me quiserdes ouvir, primeiro vos lembrarei que não estais presos a este mundo: um dia, certamente, o deixareis; e, com ele, deixareis não apenas tudo, mas também a todos que aqui existem.

Não há, portanto, porque vos sentirdes presos a algo, ou alguém; ligados, sim. Amai com intensidade; desfrutai da companhia daqueles que estão a vosso lado e de tudo que surja em vosso caminho.

Porque não é sábio o homem que, encontrando uma frondosa árvore, não se deixe ficar à sua sombra; ou prove o doce sabor de seus frutos. Nem o que não aproveite um córrego, para refrescar-se.

Insensato, porém, seria aquele que se julgasse dono da árvore ou do córrego. E, em vez de sentir-se feliz por encontrá-los, se deixasse levar pela angústia de ser o seu dono e assegurar a sua posse.

Então, viria o medo de perdê-los. E o medo é o caminho mais rápido e seguro para renunciardes à liberdade; ninguém pode ser livre, se permite que as raízes do medo se firmem em seu coração.

O medo, em qualquer das suas formas, é o maior dos vossos grilhões; o único capaz de aprisionar o vosso verdadeiro Eu, que livre como o vento foi criado pelo Coração do Universo; é livres que sois.

E tanto assim é, que nada daqui podeis levar; nem para cá trazer. Assimilai esta verdade e ficará claro que nada vos pertence, senão a vossa própria essência; e ela é tudo de que poderíeis necessitar.

Porque em cada um de vós existe uma centelha do Infinito; é ela que vos conecta a tudo que existe, inclusive o que vosso corpo não vê, não ouve e não cheira, pois não tem existência material no mundo.

Refleti, por um instante: a tristeza e a alegria, a dor da saudade e a felicidade do reencontro; a beleza e o encanto que ela vos traz e vos atingem diretamente a alma. O amor e todas as emoções que sentis.

Músicas, cenários, pessoas queridas; como explicar os sentimentos que vos provocam? Como explicar lembranças que não vos deixam, embora pareçam ter ficado no passado? Esperanças que não morrem?

Entendei esta verdade, que todos os dias o Universo vos mostra: a Vida continua; e, embora nada vos pertença, sempre tereis tudo de que necessitais. Não há razão, portanto, para acalentardes medos.

E, ao vencer os vossos medos, encontrareis a liberdade.

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sexta-feira, 15 de maio de 2026

ALTOS E BAIXOS

 


Sempre haverá altos e baixos.

Como na natureza existem morros e planícies, montanhas e abismos, mares e desertos, também na vida há momentos de vitórias e derrotas, de alegria e desânimo, de risos e de lágrimas.

E não é apenas assim que deve ser; é assim que É. São os desafios e os imprevistos, que tornam a jornada tão desafiadora e fascinante. É o mistério, que vos leva a dobrar cada esquina.

Qual seria o encanto da vida, se de antemão soubésseis o que vos aconteceria a seguir? Onde estaria a tensão de escolher um novo caminho, se conhecêsseis o destino a que ele vos levaria?

Pensai, portanto, antes de desejardes conhecer o futuro. Entendei que ele sempre vos surpreenderá e é preciso que assim seja. A vida é um jogo; e qual a graça do jogo de cartas marcadas?

Sempre haverá altos e baixos.

E sempre vos esquecereis de agradecer pelos altos; e lamentareis pelos baixos. Sempre vos julgareis merecedores dos bons momentos; e nos ruins perguntareis, com mágoa e revolta: “Por que eu?”.

Julgais, acaso, que a vida precise ser justa? Talvez ela até o seja, mas jamais podereis entender a sua justiça, porque não a conheceis como um todo; tudo que sabeis da vida é a jornada de agora.

E mesmo a esta, só conheceis até o momento presente; ignorais os que virão no futuro, e não recordais a grande maioria dos que ficaram no passado. Como, pois, entenderíeis a justiça da vida?

Escusai-vos, pois, de julgar ou entender a vida. Contentai-vos em aproveitar os bons momentos; é assim que encontrareis a força de que ireis necessitar, para superar os menos bons que virão.

Sempre haverá altos e baixos.

E por uns e outros, deveis ser gratos. Porque, enquanto se alternarem, eles vos mostrarão que continuais a caminhar sobre a Terra; e tendes, portanto, a chance real de construir um amanhã melhor.

Mais do que isto: enquanto o sol nascer para vós, podereis sentir o seu brilho e o seu calor; aproveitar a carícia da brisa em vossos cabelos. À noite ireis admirar o encanto da lua, que brilha no céu.

Podereis sonhar, olhando as estrelas; imaginar o seu brilho refletido nos olhos e no sorriso da pessoa amada. Tomareis os vossos filhos pela mão, enquanto crescem; e os ajudareis em seus passos. 

Viver é como nadar. Valei-vos dos altos, para vos elevardes acima das águas e respirardes felizes; quando a onda vos for contrária, descansai e poupai as vossas forças. Ela mudará novamente.       

Sempre haverá altos e baixos.

E sempre tereis razões para viver.

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sexta-feira, 8 de maio de 2026

OS VOSSOS AMIGOS

 



Sede leais aos vossos amigos.

Porque o homem que trai um amigo conspurca uma poça de água límpida, que refletia a melhor imagem de si mesmo. E, depois de conspurcada, jamais voltará a mostrar a mesma imagem.

E o homem que trai um amigo é como a hera venenosa que se abraça ao tronco reto e generoso, fingindo protegê-lo, para dele sugar toda a seiva que puder, sem piedade nem remorso.

E o homem que afasta de si os amigos viverá como o cacto, solitário e árido, porque todos temerão os seus espinhos. E, como o cacto, terminará em seu deserto, sem afeto nem companhia.

Guardai-vos de mentir aos vossos amigos. Porque a mentira, uma vez descoberta, é como uma praga que não apenas mata a confiança, mas esteriliza o coração onde ela antes existia.

Sensato é o homem que diz a verdade. De nada adianta vender sementes de figo, como se de pêssego fossem; um dia, elas brotarão e a mágoa substituirá a esperança naquele que foi iludido.  

E não se deve julgar esperto o homem que engana quem nele confia; porque, ainda que a todos convença, ele sabe o que se passa em seu íntimo. E não poderá convencer ao seu verdadeiro Eu.

Sede leais aos vossos amigos.

E não os vendais por dinheiro; nem renunciai a um amigo sequer, em troca de vantagens momentâneas. O amigo que hoje trocais por uma fruta, poderia, amanhã, plantar convosco uma árvore.

O amigo que hoje cedeis por uma moeda, seria, talvez, aquele que amanhã vos ajudaria a encontrar um tesouro; e o que trocais por um copo d’água, talvez amanhã vos ajudasse a cavar um poço.

A Vida vos traz mudanças todos os dias, em todos os caminhos. E, nestes caminhos, os amigos são os braços que vos apoiam, as chamas que vos aquecem e as sombras que vos refrescam.

Valorizai-os, portanto; porque são eles que vos dão valor e caminham convosco, ao longo do caminho. Que vos dizem palavras de ânimo, enquanto atravessais os desertos das dificuldades que traz a vida.

E convosco se reconfortam, quando encontrais o refrigério de um oásis. Que convosco dividem a água cristalina dos vossos sucessos e se sentem felizes, quando a sorveis em goles longos e preciosos.

Reza o ditado que quem encontra um amigo encontra um tesouro; e assim, realmente, é. Um tesouro ainda mais valioso, porque ninguém conseguirá roubá-lo; só o perdereis se vós mesmos quiserdes.

Podem as esperanças fenecer e os amores abandonar-vos, por ciúmes ou incompreensão; porém os amigos verdadeiros vos acompanharão  e a sua sombra vos protegerá, nos trechos áridos da jornada.   

Sede leais ao vossos amigos.

E a luz da amizade afastará de vós o escuro da solidão.

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sexta-feira, 1 de maio de 2026

DA VIDA


A vida nos quebra.

Como o mar faz às conchas que vemos nas praias. Ela gasta o nosso corpo, destrói as nossas ilusões, muda a nossa cabeça.

Como o rio faz aos seixos em seu leito: afaga-os com as suas águas e os arrasta na areia, até que estejam lisos, polidos e brilhantes.

Porque é assim que ela nos ensina a viver e a crescer. É quando enterrada, que a semente germina e brota.

E é assim que a vida nos molda e ajusta ao Universo. Como o moinho faz ao trigo, para que cumpra a sua função.

Como o padeiro amassa o pão, para que se acomode na forma; e como o amor, magoando e fazendo sorrir, toma todo o coração.

Muitas vezes, a vida nos parece injusta e insensível; porque é assim que ela precisa ser. Seu papel não é afagar; é ensinar.

É só através do erro, que aprendemos a fazer o certo; quando nos atingem as consequências e vem o arrependimento.

O senso de justiça e a sensibilidade estão em nosso coração. E como saber quanto são necessários, senão sentindo a sua falta?

Tudo que precisamos, está em nós. Temos os cobertores adequados a todo frio que possa surgir em nossos caminhos.

Precisamos, entretanto, descobrir esta verdade. E é só vivendo, que a poderemos sentir; acolhê-la em nossa alma.

A vida parece comprazer-se em minar o nosso orgulho; porém, é assim que ela nos ensina as virtudes da humildade.

Transforma, sem piedade, o nosso corpo e a nossa mente; mas é assim que deve ser, a cada fase que atravessamos, ao longo do tempo.

Leva os nossos sonhos, ou permite que os realizemos; e, assim, nos leva a descobrir que não são perfeitos como imaginávamos.

Contudo, sempre nos traz outros sonhos; que nos abraçam e nos ajudam a seguir em frente, até que chegue o fim da jornada.

A vida é sábia; e maravilhosa. Ela é tudo que temos e devemos ser-lhe gratos, por cada momento. É o oceano onde nadamos.  

Não está nos imprevistos que surgem em nosso caminho; ela é todos os caminhos que podemos encontrar, em cada viagem.

É generosa, ao permitir que escolhamos quais queremos seguir. E possamos mudar o rumo, quando os resultados não bons.

Sim: a vida, muitas vezes, nos moi.

Mas é assim que ela nos torna melhores.

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