O Árabe

Idéias, sentimentos, emoções. Oásis que nos ajudam a atravessar os trechos desérticos da vida...

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

SONHADORES E PRÁTICOS


Momentos existem, em que nos cansamos.

Em que nos parece inútil chamar a atenção dos outros para o sol, que nasce todos os dias na linha do horizonte. Em que parecemos caminhar sós, e a estrada se estende diante de nossos olhos.

Em que nos sentimos inúteis e vazios, clamando no deserto. Para que falar de sentimentos e sonhos, se cada um dos que nos cercam está preocupado apenas em seguir o seu próprio caminho?

De que nos serve apontar ao cego a beleza do luar, que se reflete em um cone de prata nas águas mansas da praia? Ou esperar que o surdo se comova, ao som da melodia que se espalha no ar?

Nisto, reside a nossa mansa loucura: em esperar que os outros reajam como nós reagimos, às coisas que nos cercam. Como se cada um de nós pudesse ser igual aos outros, quando não o somos.

Em verdade, cada um de nós tem os seus próprios desejos e os seus próprios sonhos; e, em cima disto, constrói a sua própria rota. Como explicar, a quem busca o Ocidente, as belezas do Oriente?

Queremos, então, guardar conosco os nossos sonhos. Acreditamos que de nada serve falarmos sobre nuvens, àqueles que apenas enxergam o chão; ou de emoções, a quem busca bens materiais.

Entretanto, cada um é como é. Basta que a lua se levante mais uma vez sobre o mar, para que o sonhador volte a se encantar com a sua beleza; e procure mostrá-la a todos aqueles que o cercam.

Basta que uma música o emocione, para que lágrimas venham aos olhos do sonhador; e ele deseje repartir essa sensação com as pessoas queridas, para que juntos vivam o momento que passa.

É assim que é; e é assim que precisa ser. Porque não podemos viver apenas dos sonhos, que nos alimentam a alma; nem entregar-nos totalmente ao trabalho, que garante a sobrevivência do corpo.

Porque todos somos corpo e alma. E precisamos dividir-nos entre aqueles que priorizam os sentimentos e os que cuidam das coisas práticas; é da alternância entre o sol e a chuva, que a semente germina.

Como cada folha é necessária para que a planta seja o que é, e cada estrela tem o seu papel na beleza misteriosa e fascinante do céu noturno, cada um de nós é um integrante essencial do Universo.

E ninguém deve julgar-se melhor ou pior que o seu irmão, por dele ser diferente. Pois o homem que compõe melodias ou escreve tratados, em nada é superior àquele que ara a terra e lança a semente.

Cada um de nós tem um jeito de ser; e uma função neste mundo. Sonhadores e práticos, nos completamos; ensinamos aos outros aquilo que sabemos, e com eles aprendemos o que precisamos descobrir.

E assim caminhamos juntos, rumo ao Coração do Universo.


Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/1_bert_kaempfert_when_i_fall_in_love.mid

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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

A MELHOR COLHEITA


Não desanimeis, diante dos obstáculos.
Pois as grandes vitórias não são colhidas por homens que jamais conheceram derrotas; mas por aqueles que foram capazes de superá-las. É preciso saber perder, para que se aprenda a ganhar.
Observai a criança, que começa a ensaiar os seus primeiros passos; e vereis que muitas quedas serão necessárias, antes que aprenda a andar. É assim, também, que ocorre em vossas vidas.
Eu vos tenho dito que as pontes não teriam sido criadas, se não existissem os abismos. Ou se, diante deles, o homem se houvesse amedrontado e não buscasse descobrir uma forma de transpô-los.
Dificuldades sempre existirão, em vosso caminho; afinal, o aprendizado é o objetivo maior de todas as vossas jornadas. E, sem as provas que a vida vos traz, como saberíeis o que aprendestes?
Ninguém existe, que caminhe sobre a terra e ande apenas por vales verdejantes, acariciado pela brisa amiga. Cada um terá sua própria quota de montanhas e desertos; de secas e tempestades.
Tende presente, portanto, que aquele que se deixa abater e cai sobre a estrada, não chegará ao fim da jornada; como não chega ao porto o navegante que pula do barco, quando ruge a borrasca.
Não importam os obstáculos que surjam em vosso caminho; certo é que necessitareis superá-los. Porque não existe outra forma de chegar ao destino, senão persistir e continuar em frente.
Sede sábios, entretanto. E reconhecei que não podeis ir além das vossas forças; ou ficareis também pela estrada. Ocasiões existirão, em que vos será preciso recuar e encontrar um outro caminho.
Porque sensato não é o homem que insiste em atravessar o pântano, mas aquele que o contorna e descobre como prosseguir a caminhada por terra firme, rumo ao objetivo que deseja alcançar.
Deveis, sempre, ter moderação e prudência, ao escolher os vossos caminhos. E, se eu vos recomendo persistir, devo aconselhar-vos também a cultivar a humildade e reconhecer os vossos erros.
Porque reconhecer o erro é o primeiro passo para corrigí-lo. Aquele que não admite os seus enganos, por certo há de reincidir neles; será como o cego, que caminha à toa e não encontra o seu rumo.
Deixai que eu vos diga: não é sensato o homem que desiste, diante dos obstáculos que encontra; nem tampouco aquele que insiste em superá-los à sua maneira, pois pode ser vencido por eles.
Sábio, sim, é o homem que persevera em seus objetivos. Mas, embora não desanime nunca, estuda sem pressa o melhor caminho para alcançá-los; prepara bem a terra e planta boas sementes.
Assim, consegue a melhor colheita.


Música:
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sexta-feira, 22 de novembro de 2019

A CATEDRAL DO AMOR


Sim; o amor é o maior dos vossos sentimentos.

É ele, em suas diversas formas, que durante quase todo o tempo vos faz seguir em frente. É ele que mais influencia as vossas decisões e as vossas atitudes; que mais habita os vossos pensamentos.

É ele, que mais intensamente vos faz sentir felizes ou sofredores; que mais vos faz sentir a dor da solidão, ou o conforto da companhia. De todos os sentires, é ele que mais preenche o vosso coração.

É ele, que insiste em vos fazer viajar no tempo e no espaço. Porque os bons momentos que nos faz viver, são as lembranças que mais perduram em vossa memória; e para elas voltais sempre.

Ninguém esquece completamente um caso de amor. Vivido ou apenas sonhado, realizado ou malogrado, ele estará sempre em vossa memória; pela esperança e pela alegria que vos trouxe.

Porque o amor é como a flor: enquanto vive, embeleza o mundo e perfuma o ar ao seu redor; e, mesmo quando já não existe, transforma-se em adubo, no solo da alma, para que outro amor possa brotar.

Não duvideis, portanto, da importância do Amor em vossas vidas. Ele não é apenas o altar, sobre o qual depositais como oferendas os vossos sonhos; é, antes, a catedral onde adorais a Felicidade.

Do jeito que vedes o Amor, ele é a catedral, à qual ides com vossos melhores trajes e vossas melhores intenções, esperando que os vossos sonhos vos possam trazer a graça de serdes felizes.

Recordai, entretanto, que mesmo a mais imponente catedral é feita de pequeninos tijolos. Uma catedral não se constrói em um dia; e a sua firmeza depende, também, do mais fraco dos tijolos.

É bem assim, que acontece com o Amor. Não imagineis que o construireis com grandes gestos, nem com o brilho dos vossos sonhos. É dia após dia, tijolo sobre tijolo, que podereis construir a catedral.

Porque o amor não se constrói com grandes palavras, mas com pequenos gestos. As juras de amor em que podeis confiar não são as que ouvis, mas aquelas que vedes brilhar nos olhos do amado.

Amar não é apenas oferecer um terreno fértil, e nele plantar rosas que possam ser colhidas, como oferendas de amor. É preocupar-se em retirar os espinhos, para que não possam ferir as mãos da amada.

Amar não é apenas dividir sorrisos; é estar pronto para ouvir desabafos e enxugar lágrimas. É saber a diferença entre os momentos em que corpos se desejam, e outros em que almas se encontram.

Decerto, o Amor é a maior das vossas catedrais; é aquela em que depositais as vossas maiores esperanças de felicidade. Precisais aprender, entretanto, a construí-la, tijolo por tijolo, em vosso coração.

Pois só assim a encontrareis.


 Música:
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sexta-feira, 15 de novembro de 2019

ENVELHECER


Envelhecer faz parte da Vida.
E, como cada estação tem as suas próprias dificuldades e os seus próprios encantos, assim acontece com cada idade que atravessamos, enquanto dura a nossa caminhada pelo mundo.
Envelhecer bem é entender que o outono chegou e as folhas já caem das árvores; e perceber que a sua falta, nos galhos e ramos, é compensada pelo tapete colorido que cobre o chão.
É admitir que os passos já não são tão rápidos, nem tão vigorosos. Entretanto, a paciência adquirida diminui a pressa; e o que aprendemos, com os anos, torna mais fácil escolher melhor o caminho.
Envelhecer não é abandonar os sonhos de outrora. É, apenas, entender que a vida nem sempre corre como a gente queria; e, se já realizamos muitos sonhos, por outros ainda precisamos lutar.
Não é renunciar aos prazeres da vida; é descobrir novos prazeres, para substituir aqueles que já não estão ao nosso alcance. É aprender a andar de outra forma, para concluir a nossa caminhada.
É saber que o processo não tem volta, e a cada dia estaremos mais velhos. Porém, se o verão nos permite o banho delicioso no lago, é no inverno que podemos patinar nas suas águas congeladas
É reaprender a viver. E ainda bem que, para isto, podemos contar com a experiência que acumulamos, durante a vida; o tempo nos traz a velhice, mas também nos ensina a lidar com ela.
Porque, embora seja gostoso correr pelos campos floridos, durante a primavera, também o é saborear um chocolate quente, no inverno, ao calor amigo do fogo na lareira, enquanto a neve cai lá fora.
Envelhecer é poder desfrutar do que já fizemos. É colher o que semeamos, durante os anos que vem durando a nossa vida. É descansar, em frente à casa, apreciando a beleza do crepúsculo.
É desfrutar de cada instante, sabendo que mais e mais se tornam escassos; como o viajante sensato valoriza cada gota restante no cantil, ao sentir que o peso diminui e a água preciosa se acaba.
É aprender a encontrar, no sorriso feliz da criança, a alegria e os ecos dos nossos passados sorrisos, quando inocentes e esperançosos corríamos e brincávamos, na nossa própria infância.
Porque as folhas que caem não podem ser substituídas; mas novas folhas nascem, todo o tempo. E, mesmo quando a última folha cai, o adubo em que se transforma faz nascer novas árvores.
Assim, a Vida se perpetua. E feliz daquele que pode, ao fim do caminho, olhar em volta e descobrir, nos rostos que o cercam, as razões de sua vinda; e sorrir, certo de que não foi em vão a sua jornada.
Envelhecer é algo que só se aprende ao viver.


Música:
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sexta-feira, 8 de novembro de 2019

OS MELHORES DESEJOS


Desejai sempre o melhor aos vossos irmãos.

Porque aquele que acende uma luz é o primeiro a ser beneficiado pela claridade; e as pessoas que vos cercam são como espelhos, a refletir em vossa direção o que de vós recebem.
Porque o homem que espalha rosas por onde anda, respira o ar perfumado ao seu redor e pisa sobre a maciez das pétalas; ainda que, por vezes, espinhos possam magoar os seus pés.   
Assim eu vos digo. E vos ensina a vida: retribuís com abraços os abraços que recebeis, e com ofensas as ofensas que vos fazem; àquele que vos ofende, não acolheis em vossos braços.

Os vossos desejos são como pombos-correios, que enviais às pessoas que vos cercam; e que delas retornam, trazendo-vos mensagens semelhantes àquelas que lhes mandastes.

Lembrai-vos desta verdade. E não cedereis à inveja, nem à tentação de desejar mal a alguém que vos tenha ofendido ou magoado. Desejar o bem é a melhor receita para viver bem.
Como o rio que transborda e fertiliza as suas margens, fazendo brotar a vida, é o homem cujo coração generoso deseja o melhor para os outros, espalhando amor e paz ao seu redor.
Leve será a sua carga, porque não arcará com o peso da frustração, do rancor e da inveja; e rápido será o seu caminhar, porque solto e livre andará sempre à dianteira dos seus irmãos
O lavrador sábio, que ara com amor a sua terra e espalha as boas sementes, colherá a melhor safra; e assim também acontecerá ao homem que deseja sempre o bem dos que o cercam.
Abundante é a colheita daquilo que se planta; quem deseja amor para sua vida, não pode semear ressentimento ou indiferença ao seu redor e queixar-se, depois, da solidão em que vive.
Insensato é aquele que espera colher algo diferente do que plantou. As dunas e as nuvens não se movem, senão conforme o vento; e as águas da cachoeira caem sempre sobre o solo.
Necessitais enxergar o caminho, para prosseguir em vossa jornada. E é quando ergueis bem alto a vossa lâmpada, para iluminar os vossos irmãos, que ela ilumina melhor a vossa estrada.
Aprendei, portanto, a desejar o melhor para os vossos irmãos. Porque, se assim procederdes, nada precisareis desejar para vós; eles, por sua vez, vos desejarão também o bem.
E é muito mais fácil caminhar sob o céu azul dos bons sentimentos retribuídos, do que mover-se sob o pesado aguaceiro dos maus sentimentos que possam nutrir em relação a vós.
Desejai o melhor aos vossos irmãos; e melhores serão as vossas vidas.


Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/1_pianos_magicos_madreselva.mid

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sexta-feira, 1 de novembro de 2019

A SEGURANÇA E A AVENTURA


Buscamos a segurança.
No trabalho, no amor, na saúde e em todos os campos. Esquecidos de que a segurança não existe, neste mundo; até porque a vida não tem um tempo certo e pode acabar a qualquer momento.
Tenhamos presente esta verdade. E entenderemos que de nada adianta a busca insana pela segurança; mesmo porque jamais a atingiremos. Ao menos, enquanto caminharmos sobre a terra.
Apenas no presente, nos é dado percorrer o caminho. Porém, quem poderia negar que o fascínio da vida reside em desconhecermos o que se esconde atrás das próximas curvas, em nossa jornada?
Vede: o lavrador, ao semear a sua lavoura e dela cuidar, apenas pode imaginar a fartura da colheita; e é essa imagem ideal que sustentará as suas forças, durante todo o tempo que durar o cultivo.    
Decerto, não há porque correr riscos desnecessários. A vida é preciosa, e precisamos valorizar cada minuto que nos cabe, em cada jornada; assim eu vos tenho dito e assim creio que deva ser.
Entretanto, não é sensato aquele que valoriza a segurança acima da Vida. Pois o pássaro jamais percorrerá os céus, a menos que abandone a segurança cálida e enganosa do ninho onde nasceu.
Aquele que se priva dos voos, em nome da segurança, renuncia à liberdade e ao direito de ser o que é. Viverá preso ao solo, andando com dificuldade sobre os pés, quando poderia abrir as suas asas.
Que seja este o nosso melhor exemplo. Porque muitas serão as vezes em que a vida nos oferecerá a aventura e a segurança; e deveremos escolher entre a sedução de uma e a tranquilidade da outra.
Procedamos, portanto, como o beduíno cuidadoso; que, embora não se prive da aventura de explorar a nova duna formada pelo vento, leva consigo o cantil onde guarda a água de que necessita.
Ou como o homem que não deixa de comer as frutas que lhe oferece a árvore, por medo da fome que um dia pode sobrevir; mas guarda cuidadosamente as sementes, para replantá-las amanhã.
Pois a sensatez não está em privar-se de algo, por medo de que venha a faltar; nem, tampouco, em desperdiçar o que encontramos pelo caminho, contando com uma fartura que pode não vir.
Sensato é aventurar-se com prudência; é confiar em si mesmo e no Coração do Universo. Sensato é acreditar que devemos semear sempre... e preparar-nos para proteger a nossa lavoura.
Porque na segurança, como em todas as coisas, o ideal sempre estará no meio, nunca nos extremos. Linda é a lua refletida nas águas; mas sensato é o homem que admira a sua beleza.
E não o que mergulha, como se ali a fosse encontrar.

Música:
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Vejam que lindo video

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

O RANCOR E O PERDÃO



Afastai o rancor de vossa alma.
Pois ele a ninguém prejudica, senão a vós mesmos. E, além dos efeitos danosos que pode causar à vossa saúde, é uma insensata tempestade, que agita e atormenta o vosso verdadeiro Eu.
Nada tendes a ganhar, em alimentar o rancor. Ao contrário, apenas perdereis a paz interior; ele é como um verdadeiro tsunami, que vos arrebata a sensatez e a tudo arrasta em seu caminho.
Alimentar o rancor pode custar-vos amizades, amores e boas lembranças. Por um simples momento de ira, um gesto ou uma palavra infeliz, de amigo de anos podeis tornar-vos desafeto feroz.
E não serieis sábios se, depois de todo o tempo e todo o trabalho que vos tomaram a semeadura e o cultivo da amizade, permitísseis ao rancor transformar em amargor a vossa colheita.
Evitai, portanto, abrigar o rancor. Lembrai-vos de que, quase sempre, ele é filho do orgulho e da soberba e traz consigo sua irmã favorita, a frustração. E é ela que vos rouba a tranquilidade.
E faz pior, porque vos tira a liberdade. Acorrenta-vos àquele que vos provoca o rancor; e a vossa alma, que voava entre as estrelas, passa a arrastar-se na poeira do desejo de vingança.
O rancor é um peso, que oprime o vosso peito e vos rouba a alegria.  É como uma lápide fria e agourenta, que mantém sepultados em vosso peito sentimentos de tolerância e compreensão.

Não vos enganeis, quanto a isto; nem gasteis com ele o vosso precioso tempo. Aquele que acolhe o rancor, mergulha na escuridão do ódio e nada consegue acalentar, senão sonhos de vingança.

Para o vosso próprio bem, ensurdecei os vossos ouvidos à voz do rancor e para ele trancai as portas do vosso ser. Escutai, sim, a canção harmoniosa do perdão, que vos devolverá a paz e a luz.

O vosso coração é o Jardim da Eternidade. Se nele podeis cultivar e colher as flores perfumadas e belas do amor e da amizade, por que cultivaríeis a erva daninha e rasteira do rancor?

Lembrai-vos de que colhereis o que plantardes. E, se assim é, por que não escolher as sementes que perfumarão o ar ao vosso redor, e alegrarão os vossos olhos, por todo o tempo?

O rancor vos escraviza, o perdão vos liberta. Não vos julgueis fracos, ao perdoar alguém que vos tenha magoado; forte não é aquele que inicia uma guerra, mas o que a faz chegar ao seu final.

Aprendei, pois, a perdoar. Ao fazê-lo, não vos estareis humilhando, nem vos diminuiríeis perante o ofensor. Antes, vos tornareis superiores a ele; e talvez o ensineis, também, a perdoar.

Pois o triunfo não está na vingança, mas no perdão. Enquanto ela vos torna devedores, ele vos iguala; não vos torna credores, mas vos faz livres, novamente. E vos permite recomeçar.

Sem a pesada carga do rancor.

Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/midis/andrerieu_boleroravel.mid

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