O Árabe

Idéias, sentimentos, emoções. Oásis que nos ajudam a atravessar os trechos desérticos da vida...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

O APRENDIZADO E A FELICIDADE


Desejais, todos, a felicidade.

Não existe um único homem que caminhe sobre a Terra, e não a aponte como seu principal objetivo; acaso, algum de vós pode dizer que seu maior sonho não é o de ser feliz?

Entretanto, felicidade é apenas uma palavra, que nomeia um sentimento; um estado de espírito. Ser feliz é, antes de tudo, estar bem consigo; com coisas e pessoas ao redor.

Por ser um estado de espírito, não há como ser permanente; os sentimentos variam, ao sabor dos ventos da alma. Como as ondas do mar, que parecem iguais, mas não são.  

E cada um de vós tem uma escala de valores própria. Existem aqueles que, acima de tudo, colocam o amor; outros optam pelo conforto e bens materiais, e outros pelo poder.

Outros, ainda, escolhem como prioridade os temas do espírito, ou o sucesso profissional; enfim, cada homem decide de que gosta mais e confunde ter o que quer com ser feliz.

Deixai-me dizer-vos: uma coisa não depende da outra. O homem pode ser feliz, sem ter tudo que deseja; desde que esteja satisfeito com o que tem. Querer mais é que vos frustra.

O inverso também acontece: alguém pode chegar a ter tudo que sonhava, e não se sentir feliz; às vezes, no caminho que escolheu para realizar os sonhos, perdeu-se de si.

E de nada vale ao homem ganhar o mundo, se perder a sua alma. Porque não sois apenas matéria, longe disso; a parte mais verdadeira, em vós, é aquela que sobrevive ao corpo.

Por isto, a chamo de verdadeiro Eu; porque é onde vivem os sentimentos e as emoções, que vos podem fazer felizes. O corpo vos oferece prazeres e alegrias, mas não a felicidade.

Aceitai esta realidade, e mais facilmente vos sentireis felizes; não vos importeis com o corpo, mais do que com a alma. Até porque, depois que passardes, vereis os Jardins do Amanhã.

Abandonai a ambição; sensato é aquele que a substitui pela gratidão. Pois, enquanto uma planta em vós a insatisfação, a outra vos leva a perceber os bens de que desfrutais.

Olhai ao vosso redor e percebereis que ninguém pode ter tudo; este não é o mundo da felicidade, mas o do aprendizado. E, para que aprendais, a felicidade não anda convosco.

Às vezes, vos visita. Para que possais vislumbrar como seria caminhar em sua companhia; o que só conseguireis depois de concluído o aprendizado e atingido o Conhecimento.

Pois é ele que vos leva à felicidade.

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

AS VERDADES

 


Cada um de vós tem as suas próprias verdades.

E as defende, como se outras não pudessem existir. Como se cada estrela não tivesse o seu próprio brilho e, juntas, não iluminassem o céu.

Isso acontece, porque não percebeis que a vossa verdade é apenas uma estrela a mais; no vosso orgulho, julgais que ela seja o sol. E vos espanta que os outros não enxerguem o seu brilho soberano.

Abandonai o vosso orgulho!

Pois, assim como a espuma disfarça a força das ondas, o orgulho do que julgais ser vos impede de serdes tudo o que podeis ser.

Eis que nascestes para crescer.

Se, entretanto, vos acreditais maiores do que sois, limitais o vosso crescimento. E dia virá em que tão grandes vos julgareis, que não mais sereis capazes de crescer.

Aprendei a ouvir as verdades alheias.

E, ainda que não as aceiteis, ao menos meditai sobre elas. Entendei que, assim como uma única nuvem não pode ocupar todo o céu, não podem as vossas verdades compor toda a Verdade maior.

Por isto, não busqueis impor os vossos pensamentos. Se o fizerdes, os vossos irmãos vos esconderão os seus próprios pensamentos; e vos será negado o que poderíeis aprender.

Lembrai-vos que as ondas se atiram sobre a praia, e a areia não reage. Entretanto, as ondas passam e a areia permanece.

Não vocifereis as vossas verdades.

Dizei-as, apenas; e deixai que cada um medite sobre elas. Pois, se o clamor de um brado dura apenas um momento, a voz calma da razão se eterniza em quem a ouve.

Não é gritando, que vos fareis ouvir; assim, apenas conseguireis que os outros se calem. E este não será o silêncio da aceitação, mas o prenúncio da revolta.

Deveis prezar as vossas verdades.

E lembrar-vos que cada um preza as suas próprias verdades, e não as trocará pelas vossas. Será, entretanto, capaz de ouvi-las e pensar sobre elas, se as souberdes enunciar; se nas vossas palavras não houver o estrépito da paixão, mas a profundidade da razão.

Recordai, ainda, que a cada um assiste o mesmo direito.

E, àquele que se recusa a ouvir, não cabe o direito de falar; como, a quem se recusa a aprender, não assiste o direito de ensinar.

Disponde-vos, portanto, a ouvir as verdades alheias; e a respeitá-las, sem temer que diminuam as vossas próprias verdades.

Juntas, as cores formam a beleza do arco-íris.

E as ondas a imensidão do oceano.

Assim como as vossas verdades são partes da Verdade maior... 

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Do meu livro Hassan, disponível na Amazon.


sábado, 10 de janeiro de 2026

AUTO-RETRATO

Dentre vós, alguns me acusam de não ligar às coisas práticas da vida.

Estarão certos, talvez. E como poderia ser de outra forma?

Acaso o beija-flor atenta para as minhocas que fertilizam o solo, se a essência da sua vida é sugar o néctar das flores?

Dizem outros que me perco em sonhos.

E estarão igualmente certos. E, novamente, eu vos pergunto: como poderia ser de outra forma?

Serei eu, acaso, o único a sonhar?

De que nutrem os enamorados o seu amor, se não de sonhos?

Não sonham os religiosos, que pretendem entender Deus?

E o que é a felicidade, que todos desejam, se não o maior dos sonhos?

É preciso que eu sonhe.

Pois ninguém pode dar senão o que possui. E, tendo tão pouco de meu, nada vos posso dar além dos meus sonhos, que transformo em palavras.

Deixai-me, pois, como sou. Porque existem o sol e a chuva, a noite e o dia, o pássaro e a minhoca, o sonhador e o prático. E todos são necessários ao equilíbrio do mundo. 

Não vos enganeis, vós que amais as minhas palavras e pretendeis apontar o sonhar como meu defeito.

Ele existe também em vós.

Pois não me entenderíeis, se eu vos falasse de coisas que não fôsseis capazes de entender ou sentir; por mais belas que fossem, as minhas palavras esbarrariam na vossa incompreensão.

E morreriam em vossos ouvidos, sem alcançar o vosso coração.

Por isto, eu vos digo que somos todos iguais.

E as aparentes diferenças residem nas escolhas que fazemos. 

O homem não faz mais, durante toda a sua vida, do que buscar a felicidade; diferente é o lugar onde cada um acredita que esteja a sua própria felicidade.

E essa é a causa do vosso sofrimento. Porque seria fácil encontrar a felicidade, se todos a buscassem juntos.

Eis que não reclamo dos vossos rumos; antes, tento entendê-los.

Deixai-me, pois, seguir os meus próprios rumos. E, se necessário, perder-me nos sonhos, onde encontro a felicidade.

Porque, assim fazendo, eu a posso dividir convosco, ainda que por breves instantes.

Assim como o céu divide com a Terra a beleza das estrelas que o adornam.

E os sonhos e desencantos dividem os vossos corações.

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Do meu livro A Sabedoria de Hassan, à venda na Amazon.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

PRECE DA GRATIDÃO

 

Obrigado, Senhor, pelo dia que nasce; o primeiro de um novo ano.

No meu coração, só existe a gratidão. Não penso em nada mais, que possa desejar; só tenho a agradecer, por tudo que me deste e continuas dando, por todo este tempo.

Obrigado, Pai, pelo novo ano que chega. Jamais saberemos até onde iremos sobre a Terra, mas o importante não é quantos anos teremos, e sim a forma como vivemos cada dia que passa.

Sou abençoado, por ser feliz. Porque há muitos que possuem mais do que eu, e não desfrutam da mesma alegria que me invade todos os dias. Abro os olhos e sorrio, toda manhã. 

Obrigado por minhas vitórias, pelas alegrias que me deram; e por minhas derrotas, por tudo que me ensinaram. Pois os oásis nos retemperam, mas é no deserto que caminhamos.   

Obrigado por cada momento em que mostrei o meu sorriso, ou escondi as minhas lágrimas. Porque aprendi que vale a pena repartir as alegrias, mas não é bom mostrar as tristezas.

Obrigado por meus tropeços; porque, depois de cada um, a Tua mão me ajudou a levantar e prosseguir. E, se não existe mérito na queda, ele está na capacidade de nos reerguermos.

Sou grato, Pai, por tudo que recebi de Ti. Pois bem sei que não o devo aos meus merecimentos, mas à Tua bondade; melhor do que eu, conheces os inúmeros erros que cometi e assim os perdoas.

Sou grato por cada novo dia que me concedes. E, ainda quando chegar o derradeiro, a gratidão será meu último pensamento e minha última emoção; com ela, iniciarei a Grande Viagem.

Obrigado pelas flores e pelos perfumes; obrigado pela beleza que enche os meus olhos e traz deleite à minha alma; obrigado pelo sol que me aquece e pela lua que vela o meu sono à noite.

Obrigado pelas crianças que nos fazem sorrir e pelos idosos que nos ensinam pela palavra e pelo exemplo; pelos jovens, que nos incentivam com seu entusiasmo e seu ímpeto. 

Obrigado pela música, que tantas vezes me consolou e trouxe novo alento; por este dom de escrever, que me serve para desabafar as dores e incertezas. Obrigado porque sou capaz de sentir.

Obrigado pela brisa, que afaga os meus cabelos. E pela chuva que faz brotar as plantas, como as lágrimas e os sorrisos fazem crescer os sentimentos, no solo fértil que são os nossos corações.

Verdade é que jamais esperei sentir-me tão bem e caminhar tão firme, nas últimas curvas da minha estrada; e Te sou tão grato, Senhor! Tanto me abençoaste, que nada tenho a pedir.

E muito a agradecer!

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

O ANO E A ROSA


 

Aguardais o nascer de um novo ano, como o enamorado aguarda o desabrochar da rosa.

Como ele antecipa a perfeição de suas pétalas, antegozais os dias felizes que vivereis. E enquanto as suas narinas pressentem o delicado aroma, os vossos corações imaginam mil alegrias.

Sois, uns e outro, sonhadores...

e é isto que me encanta em vós!

Porque a rosa, uma vez desabrochada, será como tantas outras; talvez não sejam perfeitas as suas pétalas, nem inebriante o seu aroma. E, por certo, o novo ano não vos trará apenas alegrias, mas também algumas tristezas.

Pois são assim todas as rosas. E são assim todos os anos.

Entretanto, em um momento mágico, eis que a rosa a brotar se torna perfeita; e o ano a nascer abriga a felicidade. Porque acreditais sois capazes de, por um momento, dar vida a vossos sonhos.

Esta é vossa ponte para a felicidade. Porque, para o homem, existe aquilo em que ele acredita. E, se não dura a ilusão mais do que um momento, é porque não sois capazes de manter a vossa crença.

Sim: a vossa fé é como a chama de uma vela, pronta a ceder ao primeiro sopro de vento. E que, todavia, enquanto existe pode espalhar a luz.

É este o segredo da vida.

Pois é perfeita a rosa e o ano é o limiar da felicidade, enquanto acreditais e dais vida às vossas esperanças.

Enquanto podeis sonhar, já que ainda não aprendestes a manter os vossos sonhos e, assim, trazê-los ao que chamais realidade.

Eu vos pergunto, entretanto:

- enquanto aguarda o enamorado, não é perfeita a rosa?

- e, enquanto vos desejais feliz Ano-Novo, não é o vosso um ano feliz?

Esta é a verdade. Que permanece latente em vós.

Por isto, os enamorados sempre aguardarão o nascer das rosas.

E os homens sempre festejarão o Ano-Novo!... 

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

A SINFONIA DA VIDA


Não dominamos o mar; aprendemos a respeitar as suas leis, para que possamos desfrutar das suas ondas.

Entretanto, costumamos pensar que podemos controlar a nossa vida; e este é o principal erro que cometemos. Porque a vida, como o mar, tem as suas próprias leis e as suas ondas imprevisíveis.

Mas não é este, afinal, o seu maior encanto? O deserto não seria de uma monotonia atroz, se o sopro do vento não modificasse a cada dia as suas dunas? E como seriam as nossas vidas, sem os imprevistos que o destino nos traz?

Muitas vezes nos revoltamos, quando a vida modifica os nossos planos. Esquecemos que é nas dificuldades, que mais aprendemos; se enfrentarmos a luta, a amarga preocupação de hoje trará o doce sabor da vitória de amanhã.

Em cada ser humano, existe a força de que necessita. E existem, também, as fraquezas que precisa vencer, para atingir a plenitude dessa força.

Dizem os pessimistas que a felicidade não existe; e, ao dizê-lo, esquecem de todos os momentos em que a conheceram os seus corações.

E dizem os otimistas que a felicidade pode ser eterna. Esquecem que a felicidade é um estado de espírito, como a alegria e o amor; esperar que seja perene, seria como acreditar que o vento possa soprar sempre na mesma direção.

Nenhum de nós sente as mesmas emoções, todos os dias; o nosso Eu maior é livre, como a Força que o criou. E, assim como aprendemos a direcionar as pás, para que o vento mova os nossos moinhos, precisamos direcionar-nos, para que mais rapidamente cheguemos ao fim do caminho.

Direcionar o nosso Eu, não é restringir a sua liberdade: é, antes, conceder-lhe uma liberdade maior, integrando-o ao Universo infinito. É da responsabilidade plena, que deriva a plena Liberdade, e ninguém pode atingí-la, sem o Conhecimento; a liberdade de um não pode ser a escravidão de outro.

Nenhum homem será realmente livre, enquanto aos seus ouvidos ressoarem os grilhões de outrem. Como nenhuma gota do mar será inteiramente pura, enquanto existir água poluída ao seu redor.

Entretanto, é pela purificação de uma gota que começa a purificação do mar; e pelo brilho da primeira estrela que se anuncia o belo espetáculo das constelações, reluzindo no céu noturno. Como é o primeiro raio de sol que afasta o escuro da noite, e traz o esplendor de um novo dia.

Juntos, executamos a Sinfonia. E o Maestro não descansará, enquanto as notas não estiverem perfeitas. Entretanto, não é Ele que afinará os nossos instrumentos; nem tomará de nossas mãos, para obrigar-nos a extrair os acordes corretos. 

Ou não seríamos músicos, mas escravos; e cada músico precisa tocar por si mesmo, para que seja plena a melodia.

É por isto, que não podemos dominar o que chamamos de vida: cada um de nossos momentos, cada uma de nossas alegrias e dificuldades, não passa de um novo ensaio, para que possamos executar a Sinfonia do Universo.

A verdadeira Sinfonia da Vida.

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Não tem muito a ver... mas é lindo!

FELIZ NATAL, AMIGOS! 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

O AMOR E A ETERNIDADE


 

Deveis atentar aos vossos amores.

Talvez mais até do que atentais a vós mesmos; e, decerto, mais do que ligais às vossas posses. Pois, enquanto estas permanecem aqui, os sentimentos vos acompanham durante a Grande Viagem.

Porque fazem parte do vosso verdadeiro Eu. E, ainda que também cicatrizem com o tempo, as feridas abertas na alma não são como as do corpo; deixam marcas duradouras em vossos corações.

Evitai, portanto, magoar àqueles que vos amam; mais cedo ou mais tarde, estas mágoas retornarão a vós. E a estrada, que imaginais coberta de pétalas macias, pode mostrar-se revestida por pedras.

Então, lamentareis os pequeninos gestos que não fizestes; o beijo que negastes, o carinho a que vos furtastes com uma sensação de enfado. Deplorareis cada momento que não dedicastes ao amor.

É assim que sois: é quando perdeis o que tínheis, que mais o valorizais. E, como o tempo não anda para trás, desperdiçais o que ainda vos resta em lamentações vãs, pelo que bem poderíeis ter evitado.

Eu vos tenho dito que é perdido cada minuto em que não sois felizes; em que não ligais ao vosso verdadeiro Eu. Atentos aos rumores do mundo que deixareis, não ouvis a voz da Vida que vos chama.

Dedicai, vez por outra, algum tempo a ouvir a vós mesmos; buscai o silêncio e a paz do Universo, cuja essência habita em vós. Deveis ensurdecer-vos para o mundo, se desejais escutar a vossa voz.

É só no silêncio e na paz, que ouvireis a Verdade. E através do amor, que podereis sentir a presença do Infinito em vós. Porque Ele está na paz e no amor, e a Sua voz vos fala em vosso silêncio.

Atentai, portanto, aos vossos amores; que não vos preocupe a duração de cada um, nem se sois correspondidos, nem se ele vos fará felizes. Amai, apenas; porque o amor não é troca, mas doação.

É no amar, que está a felicidade: aquele que ama é feliz, enquanto perdura o sentimento. Porque a presença do ser amado basta para encher de colorido o mundo, e de luz a alma de quem ama.

Não temais o amor; tende, antes, a coragem de entregar-vos e viver o sentimento. Não ergais barreiras ao vosso coração, pois aqueles que temem o sofrimento não conhecerão a felicidade.

Atentai aos vossos amores. Desfrutai de cada momento que cada um vos possa oferecer, porque é dessas lembranças que vivereis, depois que ele se for, seja por vossas imperfeições ou pela finitude.

Porque não sois eternos, mas passageiros; como não sois tudo quanto desejais, mas bem mais importantes do que pensais. A eternidade não vos pertence, mas está ao vosso alcance, e depende de vós.

Pois a viveis em cada momento de amor.

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