A GRATIDÃO E AS INCERTEZAS
Sejamos gratos
todos os dias.
Pelo simples
fato de respirar; por podermos sentir o calor do sol e as gotas amigas da
chuva. Sejamos gratos pelo corpo que nos abriga e pela mente que nos permite
viajar sem limites.
Agradeçamos pelos
entes queridos; não só pelos que hoje nos cercam de carinho, mas também pelo
tempo que vivemos com aqueles que se foram e nos ajudaram a ser o que somos.
Sejamos gratos,
em todos os minutos. Porque nos acostumamos a ter o que temos, muitas vezes não
percebemos a dádiva que é um simples minuto de paz, um momento de amor.
Ocupados em
sobreviver, não percebemos que a vida é a maior das maravilhas; que até mesmo
quando sentimos falta de algo, ou de alguém, isso só acontece porque estamos vivos.
E, se estamos
vivos, tudo ainda é possível. Reza o provérbio que “Enquanto há vida, há
esperança”; façamos, portanto, da esperança a força que nos move, e não
aceitemos o desânimo.
O homem que abriga,
em seu coração, a frustração ou a inveja, sente-se inferior a seus irmãos; e assim
limita os seus horizontes. O que cultiva a gratidão, sabe-se livre e aprecia o
seu voo.
Sejamos gratos,
portanto; porque a Vida nos dá o que necessitamos e a possibilidade de
conseguir o que desejamos. É apenas de nós mesmos, que depende traçar os nossos
rumos.
Cultivemos a
gratidão. O bem será o nosso norte e a confiança caminhará ao nosso lado; mais leves
e rápidos serão os nossos passos, e venceremos as dificuldades que surjam no
caminho.
Eu vos tenho
dito: nada é impossível para o nosso verdadeiro Eu. Porque nele habita a essência
do Coração do Universo; e uma centelha de luz basta para dissipar a mais densa
escuridão.
Confiemos e
agradeçamos. Quando nos buscar o desânimo, busquemos sentir, em nossa alma, a
presença do Criador; olhemos ao nosso redor e O encontraremos no que nos cerca.
Porque a
verdade é que não andamos sós. A Sua mão nos conduz e o Seu braço nos ampara,
quando vacilamos na caminhada; assim como o Pai ampara o filho que ensaia os
primeiros passos.
E nada pode ser
mais gratificante, para o Pai, do que a felicidade de seus filhos; os sorrisos
dos filhos são os nossos sorrisos, e as suas lágrimas nos doem mais do que as
nossas próprias lágrimas.
Se não duvidamos
do nosso amor por nossos filhos, como duvidar do amor do Pai por nós? Diante de
tudo que Ele nos oferece, todos os dias, como abrigar medo ou incertezas, quanto
ao futuro?
O que podemos sentir, senão gratidão?



