O Árabe

Idéias, sentimentos, emoções. Oásis que nos ajudam a atravessar os trechos desérticos da vida...

sexta-feira, 5 de junho de 2026

A GRATIDÃO E AS INCERTEZAS

 


Sejamos gratos todos os dias.

Pelo simples fato de respirar; por podermos sentir o calor do sol e as gotas amigas da chuva. Sejamos gratos pelo corpo que nos abriga e pela mente que nos permite viajar sem limites.

Agradeçamos pelos entes queridos; não só pelos que hoje nos cercam de carinho, mas também pelo tempo que vivemos com aqueles que se foram e nos ajudaram a ser o que somos.

Sejamos gratos, em todos os minutos. Porque nos acostumamos a ter o que temos, muitas vezes não percebemos a dádiva que é um simples minuto de paz, um momento de amor.

Ocupados em sobreviver, não percebemos que a vida é a maior das maravilhas; que até mesmo quando sentimos falta de algo, ou de alguém, isso só acontece porque estamos vivos.

E, se estamos vivos, tudo ainda é possível. Reza o provérbio que “Enquanto há vida, há esperança”; façamos, portanto, da esperança a força que nos move, e não aceitemos o desânimo.

O homem que abriga, em seu coração, a frustração ou a inveja, sente-se inferior a seus irmãos; e assim limita os seus horizontes. O que cultiva a gratidão, sabe-se livre e aprecia o seu voo.

Sejamos gratos, portanto; porque a Vida nos dá o que necessitamos e a possibilidade de conseguir o que desejamos. É apenas de nós mesmos, que depende traçar os nossos rumos.

Cultivemos a gratidão. O bem será o nosso norte e a confiança caminhará ao nosso lado; mais leves e rápidos serão os nossos passos, e venceremos as dificuldades que surjam no caminho.

Eu vos tenho dito: nada é impossível para o nosso verdadeiro Eu. Porque nele habita a essência do Coração do Universo; e uma centelha de luz basta para dissipar a mais densa escuridão.

Confiemos e agradeçamos. Quando nos buscar o desânimo, busquemos sentir, em nossa alma, a presença do Criador; olhemos ao nosso redor e O encontraremos no que nos cerca.

Porque a verdade é que não andamos sós. A Sua mão nos conduz e o Seu braço nos ampara, quando vacilamos na caminhada; assim como o Pai ampara o filho que ensaia os primeiros passos.

E nada pode ser mais gratificante, para o Pai, do que a felicidade de seus filhos; os sorrisos dos filhos são os nossos sorrisos, e as suas lágrimas nos doem mais do que as nossas próprias lágrimas.

Se não duvidamos do nosso amor por nossos filhos, como duvidar do amor do Pai por nós? Diante de tudo que Ele nos oferece, todos os dias, como abrigar medo ou incertezas, quanto ao futuro?

O que podemos sentir, senão gratidão?

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